Caso Clínico II
Instituto de Ciências Biológicas – ICB/ UPE
Módulo Doença I – 3M – 2º Semestre de 2010
Caso Clínico II
JJS, sexo masculino 25 anos, motoboy, acordou tarde e saiu de casa sem tomar o seu café da manhã, já muito atrasado, para fazer as entregas da empresa para a qual presta serviços. Iniciou o trabalho num dia chuvoso e de muitos engarrafamentos. Por volta do meio dia, lembra de uma sensação de tonturas e foi perdendo o controle da moto e avançou, sem perceber um sinal vermelho e colidiu imediatamente com uma caminhonete cabine dupla no centro de um cruzamento de vias. O motoboy rolou pelo pavimento e se chocou violentamente contra a calçada. O motoboy usava capacete, mas foi encontrado em estado inconsciente pela equipe do SAMU que foi chamada ao atendimento. O paciente mostrava vários rasgões nas roupas em braços e pernas, que estavam molhadas de sangue. Na unidade de trauma do HR foram diagnosticadas abrasões cutâneas, equimoses em pernas e braços, palidez intensa, sudorese fria, taquicardia, taquipnéia e hipotensão arterial em 60 x 40mmHg, e hipoglicemia de 23g/l. A tomografia encefálica mostrou edema cerebral difuso e calota craniana íntegra. A radiografia do tórax mostrou fraturas e deslocamento dos 3 últimos arcos costais esquerdos. O paciente progrediu com choque hipovolêmico e a punção abdominal demonstrou sangue livre na cavidade peritonial. O paciente foi hemotransfundido e encaminhado à laparotomia exploradora de emergência quando foi constatado volumoso hemoperitônio e múltiplas lacerações esplênicas. Foi realizada esplenectomia e na revisão cirúrgica foi evidenciada a presença de rim em ferradura quando foi explorado o coxim adiposo perinefrético esquerdo que encontrava-se hemorrágico. O paciente foi encaminhado a UTI ainda inconsciente para o pós-operatório.
O CASO FOI POSTADO.
Objetivos do caso:
ResponderExcluir1) Caracterizar histologicamente o baço, definir sua importância e esclarecer a causa do seu trauma.
2) Reconhecer um rim em ferradura.
3) Identificar e caracterizar os tipos de respostas ao trauma apresentados pelo paciente.
4) Descrever as consequências de uma esplenectomia.
Ana Claudia Torquato
ResponderExcluir2- o rim em ferradura é uma condição em que pólos(geralmente, o inferior) dos rins se fundem no período embrionário, formando um único rim em formato de U que vai ficar a nível de L3-L5(e não T12-L3 que é o normal)no hipogástrio por conta da raiz da artéria mesentérica inferior que impede a ascensão normal. A ocorrência é de 1/600 fetos. Geralmente é assintomático, mas pode haver obstrução do ureter por anormalidades no rim e/ou na pelve renal, causando sintomas e sinais de obstrução e/ou infecção.
fonte:
Moore,Keith.Embriologia Clínica.8ed.Elsevier;Rio de Janeiro,2008.
Moore,Keith et al.Anatomia Orientada para a Clínica.5ed.Guanabara Koogan;Rio de Janeiro,2007.
Questão 4
ResponderExcluirA lesão traumática do baço continua sendo a indicação mais comum de esplenectomia.Esta, por sua vez,leva a alterações na estrutura morfológica das hemácias e na concentração de plaquetas e leucócitos. Entretanto, a conseqüência mais grave da esplenectomia é a suscetibilidade aumentada a infecções bacterianas, sobretudo aquelas causadas por microorganismos encapsulados como Streptococos pneumonie, Haemophilus influeza tipo B e microorganismos entéricos gram-negativos.
Fonte da resposta acima :
ResponderExcluirhttp://www.cesumar.br/epcc2009/anais/rodrigo_valle.pdf
Questão 3
ResponderExcluirA gravidade dos traumatismos abdominais baseia-se especialmente na possível existência de uma lesão visceral, capaz de produzir alterações gerais graves como são as peritonites ou as hemorragias. As fraturas e o deslocamento dos três últimos arcos costais esquerdos, conseqüência do trauma, deve ter perfurado o baço e causado a hemorragia já que o baço é um órgão armazenador de sangue. O paciente evoluiu ao trauma com um choque hipovolêmico e teve como sinais e sintomas a palidez intensa, sudorese fria, taquicardia, taquipnéia e hipotensão arterial. Outras respostas ao trauma são a secreção aumentada de catecolaminas, aumento de cortisol e do glucagon e diminuição da insulina. No período pós-traumático, a deficiência de secreção de insulina, concomitante à ação de catecolaminas, glucagon e cortisol, promovem uma mobilização destes substratos, resultando em níveis elevados de glicemia de aminoacidemia e de ácidos graxos circulantes. No entanto , o paciente apresentou hipoglicemia que foi provavelmente causado pelo jejum de várias horas em que o paciente estava.
Fontes:
http://www.defesacivil.pr.gov.br/arquivos/File/primeiros_socorros_2/cap_16_trauma_abdome.pdf
Manual de Cirurgia, de M. ALLOWER e RUY G. BEVILACQUA. São Paulo, E.P.U./Springer, cap 2
Ana Claudia Torquato
ResponderExcluir4-
Mesmo quando a esplenectomia é total, os efeitos causados não são graves porque a maioria das funções é assumida por outros orgãos reticulo endoteliais como fígado e medula óssea, mas há maior susceptibilidade a infecções bacterianas(como Bartira comentou), principalmente nos 3 primeiros anos após a esplenectomia.As infecções geralmente são polimicrobianas com o acometimento mais comum dos pulmões, da pele e do sangue.Na pós-esplenectomia imediata pode ocorrer leucocitose e trobocitose, já as principais manifestações crônicas são variação do tamanho e da forma dos eritrócitos.
A remoção cirurgica do baço é uma causa óbvia de HIPOESPLENISMO.
fonte:
Harrison.Medicina interna.17ed.pag,374-375.McGraw-Hill;Rio de Janeiro,2008.
Moore,Keith et al.Anatomia Orientada para a Clínica.5ed.Guanabara Koogan;Rio de Janeiro,2007.
Questão 1
ResponderExcluirO baço,histologicamente é formado por uma capsula de tecido conjuntivo denso e é dividido em compartimentos incompletos chamados de trabéculas.Tal orgão apresenta um hilo, na superficie medial, de onde saem as veias que nascem no parenquima e os vasos linfaticos que nascem das trabeculas.Dentre as suas variadas funções e confirmando alguns pontos que surgiram na discussão desse caso,ele é responsável por formação de linfocitos e monocitos, detruição de eritrocitos (hemocaterese),defesa do organismo e armazenamento de sangue, pois a região correspondente a polpa vermelha,tecido esponjoso, desempenha essa função.Apesar de não ter encontrado explicitamente a causa do trauma ocorrido,é sabido que a parede abdominal anterior é a menos espessa das paredes externas, sendo mais facilmente lesionada.Também,como ocorreu um deslocamento dos 3 ultimos arcos intercostais, acredito que pela sua localização, esse deslocamento associado ao proprio trauma do impacto da queda tenham provocado a lesão no baço.
Fonte:
Junqueira e Carneiro.Histologia basica.Ed 10;Rio de Janeiro.2004
Pires,M T B.Erazo Manual de Urgência em Pronto-Socorro.Ed 4.
Martins, H S; Damasceno,M C T e Awada,S B.Pronto Socorro-Diagnostico e Tratamento em Emergencia.Ed 2
Complementando o que foi exposto por Bartira e esclarecendo alguns termos usados, o choque hipovolemico, resultante de uma grande perda sanguinea, ocasiona uma diminuição da pressão arterial.Também, promove uma excitação da parte simpaticoadrenal do SN autonomo e inibição do centro vagal.Ocorre alterações no sistema hipofise-supre-renal e aumento da atividade simpatica, com liberação de renina, angiotensina,ADH e insulina.Tal liberação de aumentada de insulina ,associada ao jejum do paciente podem explicar a dimiuição dos niveis de glicose no sangue.
ResponderExcluirFonte
Pires,M T B.Erazo Manual de Urgência em Pronto-Socorro.Ed 4.
Ana Claudia Torquato
ResponderExcluir3-
O choque é uma anormalidade do S.Circulatório que resulta em perfusão orgânica e oxigenação tecidual inadequada.A nível celular,há ausência de substratos essenciais ao metabolismo aeróbico e a produção ATP, levando inicialmente a mudança para o metabolismo anaeróbico que forma ácido lático, desenvolvendo acidose metabólica.Se o choque se prolongar a membrana celular perde a capacidade de manter sua integridade e o gradiente elétrico normal desaparece. A hipóxia causa edema do RE, lesão mitocondrial, rompimento dos lisossomos, entrada de água e sódio na celula levando a edema celular, lesão celular progressiva, agravamento do edema e por fim, morte celular.
fonte:
Suporte Avançado de vida no Trauma para Médicos-ATLS:manual do curso para alunos.7ed.American College of Surgeons;EUA,2004
Explicando um dos termos usados no caso, equimose são lesões caracteristicamente violáceas, pequenas, múltiplas e que não invadem tecidos profundos.
ResponderExcluirFonte
Martins, H S; Damasceno,M C T e Awada,S B.Pronto Socorro-Diagnostico e Tratamento em Emergencia.Ed 2
Ana Claudia Torquato
ResponderExcluir3-
A lesão celular gerada pelo transorte inadequado de O2 e substratos também induz a produção e a liberação de mediadores inflamátórios que comprometem ainda mais a perfusão por meio de alterações funcionais e estruturais dentro da microvasculatura, gerando um circulo vicioso no qual a perfusão prejudicada é responsável por lesão celular que causa má distribuição do fluxo sanguineo, comprometendo ainda mais a perfusão celular, a última acarreta falência de múltiplos órgãos e, se o processo não for interropido, a morte.
(transcrevi, achei bem sintético!)
fonte:
Harrison.Medicina interna.17ed.pag,1689.McGraw-Hill;Rio de Janeiro,2008.
Anne, já que você postou sobre a histologia do baço, fale um pouco sobre os cordões esplênicos e e sua importância.
ResponderExcluir1 –
ResponderExcluirComplementando o comentário de Anne sobre o baço e respondendo a questão atual abordada pelo professor, é importante saber que nele encontramos duas espécies de polpa, a branca e a vermelha, ambas localizadas no parênquima esplênico.
A branca, por sua vez, é responsável pela parte imunitária, pois é nela que encontramos maior acúmulo de nódulos linfáticos, com presença basicamente de linfócitos B e T.
Já a polpa vermelha, já elucidada por Anne, e agora mais apronfundada, tem função principal de filtro, ou seja, ela é um centro seletivo, o qual indicará as células defeituosas, senescentes (velhas) ou estranhas. Sua coloração vermelho escuro confirma a intensa rede vascular. Nessa polpa encontramos dois tipos de circulação: a FECHADA (do seio vascular), com drenagem para a circulação sistêmica e a ABERTA (da rede de cordões de estroma), a qual, ao contrário da outra, desvia cerca de 5 a 10% do sangue para os cordões esplênicos, que são uma rede repleta de macrófagos fagocíticos. Nesses cordões, os eritrócitos, plaquetas e granulócitos sofrem uma “seleção natural”, pois lá encontramos uma série de situações adversas para as células (hipoxia, hipoglicemia, acidose, passagem por interstícios estreitos) e toda essa trama de desafios estas células irá definir o que voltará ou não à circulação fechada, ou seja o que ainda é normal e útil para o nosso corpo!
Já relacionando com o caso II, a hemorragia é bastante compreensível, pois além do armazenamento de sangue, como disse Bartira, sendo o órgão reservatório de um terço das plaquetas do sangue periférico, ainda possui um extenso mecanismo vascular, que é a circulação fechada e pela aberta.
Fonte: Rubin, Patologia, 3ª ed. RJ 2002.
2-O rim em ferradura é uma anomalia renal congênita, logo não tem relação direta com o trauma abdominal apresentado no caso. Geralmente, nessa anomalia ocorre fusão dos pólos inferiores dos dois rins, porém este achado não sucede consequência clínicas de grande importância. Logo, o termo “rim em ferradura” não é conseqüência do trauma, como posto em dúvida na sala, mas sim um mal congênito.
ResponderExcluirFonte: Rubin, Patologia, 3ª ed. RJ 2002.
Questão 1
ResponderExcluirO baço é importante pois nele há formação de linfócitos, a destruição de eritrócitos, a defesa do organismo contra invasores e o armazenamento de sangue. Os macrófagos dos cordões esplênicos fagocitam hemácias inteiras e pedaços das hemácias que, frequentemente se fragmentam no espaço extracelular. E além de destruir hemácias , o baço também elimina plaquetas.
Fonte:
Junqueira,Histologia Básica, 10ª ed.RJ,2004
Como referido nas respostas acima, a polpa vermelha é formada por cordões esplênicos, que são contínuos e de espessura variavel,sendo constituido por uma rede de celulas reticulares e fibras reticulares(colageno tipo III), contendo macrofagos,linfocitos T e B,monocitos, dentre outras.Nesses cordões ocorre a fagocitose de plaquetas e hemacias velhas, atraves da ação dos macrofagos.
ResponderExcluirFonte
Junqueira,Histologia Básica, 10ª ed.RJ,2004
http://www.medicina.ufba.br/imuno/roteiros_imuno/orgaos_linfoides_01_2.pdf
4- No caso II em questão, é importante saber que o traumatismo fechado abdominal, somado a fratura de arcos costais à esquerda já são indícios clássicos de trauma esplênico.
ResponderExcluirSobre a esplenectomia, antigamente se acreditava que os efeitos gerados na retirada do baço não eram de grande importância, hoje, porém, o número de indicações para esplenectomia vem decrescendo, pois estudos revelam que as conseqüências dessa prática não tão desprezíveis como se acreditava antes.
Complementando Bartira, a suscetibilidade aumentada a infecções bacterianas pós-esplenectomia, desencadeando muitas vezes no quadro de "Sepse Fulminante Pós-esplenectomia", se deve a ser o baço um dos responsáveis pela produção de opsoninas, compostos úteis na fagocitose de bacterias encapsuladas, tais como Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo B e Neisseria meningitidis. Na retirada deste órgão, infelizmente há a redução das defesas dos hospedeiros à invasão dessas bactérias portadoras de cápsula protetora.
Fonte:
http://br.monografias.com/trabalhos/infeccao-fulminante-esplenectomia/infeccao-fulminante-esplenectomia2.shtml
2)
ResponderExcluirO que é?
É provavelmente a anomalia de fusão mais comum nos rins. A anomalia consiste em duas massas renais distintas situadas verticalmente em cada lado da linha média (do corpo) e conectadas, por seus respectivos pólos inferiores, por um istmo de tecido fibroso que atravessa a linha média. Existem muitas variações na forma básica do rim em ferradura. Em 95% dos pacientes, os rins são unidos pelo pólo inferior; em um pequeno número, entretanto, a conexão é estabelecida entre os dois pólos superiores.
O rim em ferradura ocorre mais comumente e homens, sendo descoberto clinicamente em qualquer faixa etária, desde pré-natais até indivíduos com 80 anos ou mais.
Qual a origem?
O rim em ferradura se origina entre a quarta e sexta semanas de gestação, quando o aparelho genito-urinário está sendo formado.
Uma explicação para o problema é que, em torno da 4ª e meia semana de gestação, as massas renais em formação situam-se muito próximas uma da outra; assim, qualquer distúrbio nesta relação pode resultar em fusão de seus pólos inferiores. Além disso, qualquer pequena alteração na posição das artérias umbilical ou ilíaca comum poderia mudar a orientação dos rins em formação durante sua migração, levando, assim, a um contato entre eles e, por causa disso, à sua fusão.
Postulou-se, também, que algum defeito na formação da cauda do embrião ou de algum órgão pélvico poderia contribuir para o processo de fusão; foi sugerido que células embrionárias que participam da formação dos rins (células nefrogênicas), situadas posteriormente no embrião, poderiam migrar de forma defeituosa e determinar uma conexão entre os dois rins em formação, originando o rim em ferradura.
2)
ResponderExcluirAnormalidades Associadas
Apesar de não produzir sintomas por si mesmo, o rim em ferradura é freqüentemente associado a outras anomalias congênitas. Inversamente, muitas crianças com anomalias congênitas múltiplas apresentam rim em ferradura.
O rim em ferradura é encontrado em 3% das crianças com defeitos do tubo neural; pode ser encontrado em aproximadamente 20% de pacientes com trissomia do cromossomo 18 e até em 60% das mulheres com Síndrome de Turner.
Concomitantemente ao rim em ferradura, os sistemas mais comumente afetados são o esquelético, o cardiovascular (principalmente, defeitos do septo interventricular) e o sistema nervoso central.
Estudos mostraram que hipospádia (situação anormal da uretra) e criptorquidia (não descida dos testículos) são encontrados em 4% dos homens com rim em ferradura e que útero bicorno ou vagina septada ocorrem em 7% das mulheres com a anomalia renal.
Outros estudos mostraram que duplicação do ureter ocorreu em 10% dos pacientes com rim em ferradura, sendo associada, em alguns casos, a ureterocele ectópica; refluxo vesicoureteral foi observado em mais da metade dos pacientes, segundo um outro estudo.
Quais são os sintomas?
Apesar de aproximadamente um terço dos pacientes com rim em ferradura permanecerem assintomáticos, quando os sintomas estão presentes, eles são relativos a hidronefrose (acúmulo de urina nos rins), infecção ou cálculos renais. O sintoma mais comum que reflete essas condições é uma dor abdominal inespecífica, vaga, que irradia para a região lombar inferior; queixas gastrintestinais também podem estar presentes.
2)
ResponderExcluirComo é feito o diagnóstico?
Exceto pela possibilidade de o médico encontrar uma massa abdominal palpável na linha média, a malformação pode não ser suspeitada até que o paciente faça uma ultra-sonografia renal ou uma urografia excretora.; a ultra-sonografia pré-natal pode, atualmente, detectar o rim em ferradura antes do nascimento. Outros exames, como pielografia retrógrada ou tomografia computadorizada, podem ser necessários para confirmar o diagnóstico.
Qual o prognóstico para o paciente?
Um importante estudo acompanhou pacientes com rim em ferradura por 10 anos após o diagnóstico e chegou às seguintes conclusões: aproximadamente, 60% dos pacientes permaneceram livres de sintomas; apenas 13% apresentaram infecções urinárias persistentes ou dores e 17% apresentaram cálculos renais recorrentes. Nesse estudo, nenhum paciente teve benefício da divisão do istmo para alívio da dor, prática cirúrgica que, hoje, é repudiada pelos médicos.
Muitos pacientes com rim em ferradura apresentam outras anomalias congênitas, muitas delas incompatíveis com a vida além do período neonatal ou da primeira infância; excluindo estes pacientes, a sobrevivência em indivíduos com rim em ferradura não é diminuída somente pela presença desta malformação.
O rim em ferradura é associado ao aparecimento de alguns tipos de câncer, como o Tumor de Wilms e o carcinoma renal. Sugeriu-se que a maior ocorrência de infecções repetidas, de obstruções e de formação de cálculos possam ter algum papel na incidência maior que a esperada de tumores da pelve renal neste grupo. A sobrevivência dos pacientes que apresentam estes tumores está relacionada às características patológicas e ao estágio do tumor no momento do diagnóstico e, não, ao rim em ferradura propriamente dito.
Devido à sua localização, o rim em ferradura não deve afetar a gestação ou o parto.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir2)
ResponderExcluirExiste tratamento?
Na verdade, o tratamento é baseado em medidas de suporte para as complicações e sintomas já apresentados; cirurgias não têm resultado para os sintomas.
FONTE:
www.sbu-sp.org.br (Sociedade Brasileira de Urologia – SP)
falem sobre as consequencia da asplenia e sobre os tipos de choque hemorrágico.
ResponderExcluirComentando Asplenia e suas consequências:
ResponderExcluirO baço, órgão linfóide que apresenta ampla variedade de funções imunológicas, como atividades imunes regulatórias, a remoção de microrganismos e imunocomplexos da circulação sangüínea, sendo o principal sítio de produção de anticorpos opsonizantes.
A Asplenia é a ausência ou deficiência da função esplênica e tem por principal conseqüência uma elevada suscetibilidade às infecções graves, especialmente por Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae, Neisseria meningitidis e Klebsiella sp., entre outros. Podendo desenvolver quadros de meningites ou septicemias graves associadas a altos índices de letalidade. Essa é a principal causa de morte por tais nóxias na primeira infância. No diagnóstico de asplenia é indicado fazer-se uso de vacinas pneumocócicas no intuito de amenizar as consequências da sepse.
Fonte:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1516-84842007000300003&script=sci_arttext&tlng=d_0100-6916
Acessado em 12/08/2010
Escorel, cade sua participação no blog.
ResponderExcluirComo podemos justificar a hipoglicemia como resposta ao trauma.
ResponderExcluirNos choque hipovolêmicos como devemos proceder?
ResponderExcluirQuais as consequencias da ausência ou do retardo no tratamento do choque hipovolemico.
CADÊ A PARTICIPAÇÃÇÃO VOCÊS: ANAS(ANA CLAUDIA ARAUJO, ANA JULIET, ANA PAULA)ESCOREL,ALLYSON E ARTHUR.
ResponderExcluirPESSOAL PARTICIPEM VOCÊS ESTAM SENDO AVALIADOS.
EXISTE DIFERENÇA ENTRE OS TERMOS HIPOXIA TECIDUAL E HIPOXEMIA?
ResponderExcluirExiste sim diferença entre hipóxia tecidual e hipoxemia.
ResponderExcluirEm resumo, hipoxemia refere-se a uma redução arterial de oxigênio. A hipoxemia é diagnosticada pelos níveis baixos de pressão parcial de O2 no sangue arterial e pela baixa na saturação de hemoglobina. Considera-se, portanto, que um paciente está com hipoxemia quando a pressão parcial de O2 está abaixo de 60mmHg e/ou quando a saturação da hemoglobina se encontra menor do que 90% ou tem um decréscimo maior do que 5% do valor inicial. No caso da hipóxia tecidual o que ocorre é a inadequada oxigenação tecidual. A hipóxia geralmente resulta de uma hipoxemia. No entanto, em casos de envenenamento por CO, por exemplo, pode ocorrer um quadro de hipóxia sem que o conteúdo arterial de oxigênio se altere.
Fonte: http://www.rbaonline.com.br/files/rba/jul00317.pdf
Hipoglicemia como resposta ao trauma.
ResponderExcluirApesar de haver uma elevação de glucagon e cortisol no paciente traumatizado, ele pode apresentar a síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SRIS)que freqüentemente cursa com Hipoglicemia hipoinsulinêmica. No início da instalação do quadro inflamatório, observa-se aumento da produção de glicose e de sua captação pelo tecido muscular e pelos órgãos ricos em macrófagos (fígado, baço e pulmões). Com a progressão do quadro, ocorre redução da produção hepática de glicose que não se acompanha de uma menor captação pela periferia. Conseqüentemente, ocorre Hipoglicemia.
Fonte :
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1358/hipoglicemia.htm
Esqueci de comentar que a SIRS tem como causas mais frequentes septicemia, grandes POLITRAUMATISMOS, grandes queimados, morte encefálica embolia pulmonar, entre outros.O termo Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) foi proposto para descrever a reação inflamatória desencadeada pelo organismo frente a qualquer agressão infecciosa ou não-infecciosa, podendo estar relacionado ao trauma.
ResponderExcluirFonte:
http://www.scielo.br/pdf/ramb/v45n1/1703.pdf
O que é o Choque?
ResponderExcluirChoque ou colapso cardiovascular é uma via final de eventos clínicos sequênciados e potencialmente letais, como por exemplo hemorragia grave e trauma extensivo. O choque tem como consequência hiperfusão sistêmica causada pela redução no débito cardíacoou no volume sanguíneo efetivo., cujos resultados finais são hipotensão,perfusão tecidual deficiente e hipóxia celular.
O choque hemorragíco écausado pela perda de volume sanguíneo.
Fonte:
Patologia - Bases Patológicas das Doenças - Rio de Janeiro: Elsevier,2005. pág.147
http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoartecir8.htm
http://www.fo.usp.br/lido/patoartegeral/patoartecir8A.htm
acessado em 13/08/2010
Questão 4
ResponderExcluirSó para complementar o que já foi exposto pelas colegas é importante ressaltar que, quanto ao perfil hematológico, no período pós-esplenectomia imediato é comum o desenvovimento de leucocitose(até 25.000/ml e trombocitose(até 1x106/ml), fato que retorna ao estado normal em 2 ou 3 semansa do pós-operatório. Como consequências crônicas da esplenectomia é possível que o paciente apresente:
1.anisocitose e pecilocitose;
2.presença na circulação de corpúsculos de Howell-Jolly(remanescentes nucleares) e corpúsculos de heinz(Hb desnaturada);
3.eritrócitos nucleados no sangue periférico.
Fonte:
Harrison.Medicina interna.17ed.McGraw-Hill;Rio de Janeiro,2008.
Ana Claudia Torquato
ResponderExcluirNos choque hipovolêmicos como devemos proceder?
Inicialmente, rápida expansão do volume sanguíneo intravascular circulante.A reposição é feita com solução salina isotônica ou balanceada(lactato de ringer) através de grossos cateteres intravenosos.Se a instabilidade hemodinâmica persisttir, é sinal de que não houve reversão e que há perda de grande volume de sangue.tem idicação de transfusão sanguinea para perda de sangue ativa com Hb igual ou menor q 10g/dl.Com hipovolemia grave e /ou prolongada recomenda-se suporte para manter o desempenho ventricular como dopamina ou vasopressina.
A recuperação do trauma requer suporte da função respiratória.
fonte:
Harrison.Medicina interna.17ed.pag,1693.McGraw-Hill;Rio de Janeiro,2008
Aanda você poderia explicar o que significa os termos:anisocitose e pecilocitose;
ResponderExcluir2.corpúsculos de Howell-Jolly(remanescentes nucleares) e corpúsculos de heinz(Hb desnaturada);
Como commentado por Ana Claudia Torquato,no choque hipovolemico, a infusão de eletrolitos é recomendada, sendo a sua fração correspondente a 3 vezes mais do volume perdido, ou seja, se um paciente apresenta uma perda de 2.000ml, ele devera receber 6.000ml de solução eletrolitica balanceada, visando restaurar o volume plasmatico.Como mencionado pela colega, quando a perda sanguinea foi bem significativa, é indicado uma transfusão sanguinea.Atualmente, ja existem aparelhos simples para reaproveitamento do sangue perdido pelo paciente.O sangue perdido é aspirado, filtrado, acrescido de anticoagulantes e reinfundido no paciente.
ResponderExcluirFonte
Pires,M T B.Erazo Manual de Urgência em Pronto-Socorro.Ed 4
Explicando os termos usados por Amanda e respondendo a pergunta do professor Anchieta, o termo ANISOCITOSE significa variação do TAMANHO das hemácias.
ResponderExcluirO termo PECILOCITOSE ou poiquilocitose se refere à variação da FORMA das hemácias.
Os CORPÚSCULOS DE HEINZ são encontrados nas hemácias e consistem na precipitação de cadeias de globina que se libertam quando a hemoglobina é oxidada. Esses corpúsculos aparecem quando há alguma deficiência de G6PD ou quando há hemoglobinas instáveis.
Os CORPÚCULOS DE HOWELL-JOLLY são micronúcleos os quais, por sua vez, sãs massas de cromatina citoplasmática com aspecto de pequenos núcleos basófilos, constituídos principalmente por fragmentos cromossômicos ou por cromossomos retardados durante a migração anafásica. Os micronúcleos podem aparecer por diversas razões, aparecendo, geralmente, como conseqüência de doenças genéticas.
Tanto os corpúsculos de Heinz como os de Howell-Jolly são removidos pelo baço. Por essa razão, como foi dito por Amanda, uma das conseqüências da esplenectomia é a presença desses corpúsculos na circulação.
Fontes:
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia Médica. Editora Guanabara Koogan. 4ª edição.
http://www.oecologiaaustralis.org/ojs/index.php/oa/article/view/137/62
Em geral no trauma os pacientes tem lesões intra e extra abdominal, muitas vezes os sintomas abdominais são obscurecidos por lesões associadas com dor referida por alterações no nível de consciência, principalmente decorreste de trauma craniano. Para saber da ocorrência do tipo de lesão é importante aos socorristas entender da biomecânica, q irão auxiliar na suspeita de trauma abdominal. No trauma contuso de abdome, as vísceras são submetidas a movimentos de aceleração, desaceleração,compressão e cisalhamento nas diversas direções. O baço é o órgão lesado em cerca de 40 a 55% das laparotomias por trauma
ResponderExcluircontuso e o fígado em 35 a 45%.Na avaliação do paciente com suspeita de trauma abdominal o quadro clinico mais freqüente é o choque hemorrágico sem causa aparente. OS pacientes com trauma abdominal instabilidade hemodinâmica deve ser submetido a exploração cirúrgica imediata, porem Os pacientes conscientes, com mecanismo de
trauma pouco sugestivo e sem achados suspeitos de trauma abdominal no exame físico, não necessitam ser investigados.
http://www.fmrp.usp.br/revista/2007/vol40n4/4_abordagem_geral_trauma_abdominal.pdf
O baço desempenha função importante sobre a imunidade e os elementos figurados, protege o organismo nas queimaduras térmicas por meio do fator esplênico lipoidal e diminui a predisposição à embolia microvascular pulmonar. Após a esplenectomia, ocorrem alterações na imunidade, representadas pela diminuição da IgM sérica, pela redução da capacidade de opsonização do soro e pela incapacidade e cessação da produção de tuftisina (tetrapeptídeo facilitador da fagocitose bacteriana) e que predispõem a riscos de infecção cuja incidência varia de 0,3 a 4,25%, com taxa de mortalidade de até 50%. O melhor conhecimento das conseqüências da esplenectomia acarretou mudanças na conduta cirúrgica em relação ao tecido esplênico voltada à sua conservação, como esplenectomias parciais, tamponamentos, aplicação tópica de hemostáticos e embolização . Nas situações em que a esplenectomia é inevitável, como em alguns tipos de trauma e doenças hematológicas, tem-se procurado preservar baços acessórios e realizar o implante de tecido esplênico.
ResponderExcluirhttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-86502005000300011
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirGente teve alguns termos que eu não encontrei, ou então não consegui explicar, como: fator esplenico lipoidal e porque a esplenectomia diminui a predisposição à embolia pulmonar.
ResponderExcluirPARTE 1
ResponderExcluirChoque circulatório é uma condição na qual há um fluxo inadequado em todo o corpo. Isso pode resultar de diversas causas especificas, porém o efeito resulta do baixo debito cardíaco, que pode resultar de anormalidades cardíacas (infarto do miocárdio, arritmias, disfunção das valvas cardíacas, etc.) ou da redução do retorno venoso (diminuição do volume sanguíneo, diminuição do tônus vascular, etc). Contudo, o choque também pode ocorrer sem que ocorra baixo debito cardíaco em situações especiais, como um aumento excessivo do metabolismo e perfusão tecidual anormal.
O choque circulatório pode estar em um de três estágios: não-progressivo, progressivo ou irreversível. (1) No não-progressivo, o próprio corpo, através dos mecanismos que buscam manter a pressão arterial e o débito cardíaco normal (reflexos barorreceptores, resposta isquêmica do SNC, relaxamento reverso por estresse do sistema circulatório, sistema angiotensina-aldosterona, formação de vasopressina e mecanismos compensatórios), tem condição de “tratar” o choque e voltar sozinho ao estado normal através desses feed-backs negativos. (2) No progressivo, o choque é mais grave e o próprio organismo não tem condições de retornar ao estado normal pelos mecanismos normais. Contudo, o uso das terapias pode reverter o quadro. Neste estagio, os mecanismos de feed-backs positivos, que serão comentados a seguir e que tendem a piorar o estado de choque, superam os feed-backs negativos, que tentem a reverter o estado de choque. (3) Como o próprio nome já diz, no estagio irreversível não há condições de se salvar, embora em alguns raros casos a terapia surta efeito. Neste estágio o dano tecidual já bem elevado e as complicações são tamanha que as terapias não surtam efeito em médio e longo prazo, de modo que as chances de óbito são muito grandes.
PARTE 2
ResponderExcluirOs mecanismos de feed-backs negativos, aos quais me referi a cima, são aqueles que buscam reverter o quadro de choque. Eles provocam uma vasoconstricção vascular, de modo que a pressão arterial mantenha os níveis normais e o sangue armazenado nas veias retorne ao coração para manter o debito cardíaco; um aumento da freqüência cardíaca, para tentar também manter o debito cardíaco normal; uma maior absorção de liquido e sais no intestino e nos rins, a fim de aumentar o volume sanguíneo.
Já os mecanismos de feed-backs positivos que agravam o estado de choque são decorrentes dos efeitos do próprio choque. Um dos efeitos do choque circulatório, como falei, é a diminuição da irrigação tecidual que compromete o funcionamento dos tecidos. Assim, o coração, mesmo que não sofra grande influencia no inicio do choque, começa a funcionar em menor intensidade à medida que o fluxo coronariano diminui. Como resultado da baixa contração cardíaca, o debito cardíaco diminui, o que gera uma diminuição no fluxo coronariano, formando, desse modo, um círculo vicioso que cada vez mais agrava o estado de choque.
Outro efeito importante da irrigação deficiente é a depleção do centro vasomotor do SNC. O centro vasomotor tem a função de gerar a constricção vascular. Assim, com o centro vasomotor “danificado” os vasos ficam mais dilatados e a resistência arterial diminui e a capacitância vascular das veias aumenta, o que provoca diminuição da pressão arterial e diminuição do retorno venoso, respectivamente. O dano celular causado pelo baixo fluxo sanguíneo causa a liberação de toxinas, principalmente de endotoxina (produzido pela morte de bactérias do intestino e absorvidos por este órgão), que causa um aumento do metabolismo celular agravando um estado de baixo aporte de nutrientes e de oxigênio.
PARTE 3
ResponderExcluirAlguns órgãos são mais sensíveis do que outros a baixa irrigação sanguínea. Assim, o fígado que tem um alto metabolismo, e necessita de grande aporte de nutriente, sofre bastante durante o choque de modo que suas funções são bastante comprometidas, principalmente a função de desintoxicação e metabólicas. Outro órgão que sofre é o pulmão que pode desenvolver edema pulmonar, devido ao aumento da permeabilidade capilar e o coração, como eu já falei.
É comum também ocorrer acidose durante o choque, uma vez que a formação de ácido lático é estimulada na hipoxia e o fluxo sanguíneo não consegue eliminar satisfatoriamente o gás carbônico do tecido, que forma assim ácido carbônico.
Assim, o choque pode causar diversos distúrbios em todo o sistema. Há acidose devido à produção de gás carbônico e acido lático; há aumento do liquido intersticial, devido ao aumento da permeabilidade capilar, e possível formação de edemas; há comprometimento cardiovascular, devido ao baixo fluxo coronário; há intoxicação devida, principalmente, à presença das endotoxinas; há depleção das reservas de fosfato e de adenosina, devido ao esgotamento das reservas energéticas; há lesão cerebral, pois o sistema nervoso não consegue sobreviver por muito tempo com baixa quantidade de glicose nem de oxigênio.
Só para citar, também existem os choques neurogênicos, quando ocorre lesão do centro vasomotor e comprometimento da regulação da pressão arterial pelo sistema dos baroreceptores e conseqüente perda do tônus dos vasos; choque anafilático e histamínico ocorrem quando grandes quantidades de histamina são liberadas causando grande vasodilatação; e choque séptico, causado por infecção bacterianas que causam múltiplas lesões por todo o corpo.
Observação a todos!!!!!!! As postagens devem ter referências bibliográficas.
ResponderExcluirFonte: Guyton e Hall. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª edição.
ResponderExcluirA hemorragia tecidual pode ocorrer com padrões distintos, cada um com suas implicações clínicas próprias:
ResponderExcluir* A hemorragia pode ser externa ou estar confinada dentro de um tecido; qualquer acúmulo nos tecidos é chamado de hematoma. Os hematomas podem ser relativamente insignificantes ou tão graves que resultam em óbito,
*Hemorragias minúsculas (1 a 2mm) na pele, nas membranas e mucosas ou nas superfícies serosas são chamados de petéquias. Estas são mais comumentes associadas ao aumento local da pressão intravascular, diminuição da contagem de plaquetas ou defeitos na função plaquetária.
*Hemorragia levemente maiores (> 3mm) são chamadas de púrpuras. Estas podem estar associadas às mesmas doenças que causam as petéquias, ou podem ser secundárias a trauma, inflamação vascular ou a aumento da fragilidade vascular.
*Hematomas subcutâneos maiores (> 1 a 2 cm) são chamados de equimoses. Os glóbulos vermelhos nessas lesões são degradados e fagocitados pelos macrófagos; a hemoglobina é ,então, convertida enzimaticamente em bilirrubina e depois em hemossiderina, representando as mudanças de cor características em uma contusão
*Dependendo da localização, um grande acúmulo de sangue em uma cavidade corporal é denominado de hemotórax, hemopericárdio ou hemartrose. Os pacientes com sangramento excessivo podem desenvolver icterícia pela destruição intensa de glóbulos vermelhos e hemoglobina.
Fonte: Bases Patológicas das Doenças, Robbins e Contran , 8ª edição, pág 114.
Já que tanto se falou em hemorragia e hematomas.
Anisocitose:o aumento da variabilidade do tamanho dos eritrócitos que excede a observada em um indivíduo sadio
ResponderExcluirPECILOCITOSE: célula que tem forma anormal. Fala-se em poiquilocitose, quando há um número exagerado de células de forma anormal.
obs.:Os demeis termos já foram explicados.
Fonte:
Harrison.Medicina interna.17ed.McGraw-Hill;Rio de Janeiro,2008.
1)
ResponderExcluirO baço é o maior acúmulo de tecido linfóide do organismo e, na espécie humana, o único órgão linfóide interposto na circulação sanguínea. Em virtude de sua riqueza em células fagocitárias e do contato íntimo entre o sangue e essas células, o baço representa um importante órgão de defesa contra microrganismos que penetram no sangue circulante e é também o principal órgão destruidor de eritrócitos desgastados pelo uso. Como os demais órgãos linfáticos, origina linfócitos que passam para o sangue circulante. Por sua localização na corrente sanguínea, o baço responde com rapidez aos antígenos que invadem o sangue, sendo um importante filtro fagocitário e imunológico para o sangue e grande produtor de anticorpos.
O baço possui uma cápsula de tecido conjuntivo denso, a qual emite emite trabéculas que dividem o parênquima ou polpa esplênica em compartimentos incompletos. A superfície medial do baço apresenta um hilo, ao nível do qual a cápsula mostra maior número de trabéculas, pelas quais penetram nervos e artérias. Saem pelo hilo as veias nascidas no parênquima e vasos linfáticos originados nas trabéculas, uma vez que, na espécie humana, a polpa esplênica não possui vasos linfáticos.
1)
ResponderExcluirNa espécie humana, o tecido conjuntivo da cápsula e das trabéculas apresenta algumas fibras musculares lisas, pouco numerosas. Mas em certos mamíferos (gato, cão, cavalo), essas fibras são abundantes e sua contração provoca a expulsão do sangue acumulado no baço.
Observando-se a olho desarmado a superfície de corte do baço, a fresco ou fixado, observam-se em seu parênquima pontos esbranquiçados, que são nódulos linfáticos fazendo parte da polpa branca, que é descontínua. Entre os nódulos há um tecido vermelho-escuro, rico em sangue, a polpa vermelha.
O exame microscópico, em pequeno aumento, mostra que a polpa vermelha é formada por estruturas alongadas, os cordões esplênicos ou cordões de Billroth, entre os quais se situam os sinusóides ou seios esplênicos.
1)
ResponderExcluirToda polpa esplênica é formada por tecido conjuntivo linfóide, contendo células e fibras reticulares, macrófagos, células apresentadoras de antígenos, células linfóides e algumas outras células em menor proporção.
A polpa branca é constituída pelo tecido linfático que constitui as bainhas periarteriais e pelos nódulos linfáticos que se formam por espessamentos dessas bainhas. No tecido linfático das bainhas periarteriais predominam os linfócitos T, mas nos nódulos existe predominância dos linfócitos B. Entre a polpa branca e a vermelha existe uma zona mal delimitada, constituída pelos seios marginais. Nestes seios encontram-se linfócitos, macrófagos e células dendríticas (apresentadoras de antígenos) que retêm e processam antígenos trazidos pelo sangue. A zona marginal contém muitos antígenos trazidos pelo sangue e desempenha importante papel imunitário. Muitas arteríolas derivadas da artéria central drenam nos seios marginais e outras estendem-se além da polpa branca, mas fazem um trajeto curvo e retornam, indo desembocar também nos seios marginais. Assim, essa zona tem papel importante na "fitragem" do sangue e na iniciação da resposta imunitária.
1)
ResponderExcluirA polpa vermelha é formada por cordões esplênicos, separados por sinusóides. Os cordões, também chamados cordões de Billroth, são contínuos e de espessura variável, conforme o estado local de distensão dos sinusóides. São constituídos por uma rede frouxa de células reticulares e fibras reticulares (colágeno tipo III) que contêm outras células, como macrófagos, linfócitos B e T, plasmócitos, monócitos, leucócitos granulócitos, além de plaquetas e eritrócitos.
Os sinusóides esplênicos são revestidos por células endoteliais alongadas, com seu eixo maior paralelo ao sinusóide. Essa parede delgada e incompleta é envolvida por lâmina basal descontínua e por fibras reticulares que se dispõem principalmente em sentido transversal, como os aros de um barril. As fibras transversais e as que correm em diversas direções unem-se e formam uma rede em torno das células do sinusóide, à qual se associam macrófagos. os espaços entre as células de revestimento dos sinusóides esplênicos medem 2-3 micrometros ou menos.
As funções mais conhecidas do baço são a formação de linfócitos, a destruição de eritrócitos, a defesa do organismo contra invasores e o armazenamento de sangue. A polpa branca do baço produz linfócitos, que migram para a polpa vermelha e atingem a luz dos sinusóides, incorporando-se ao sangue aí contido.
1)
ResponderExcluirOs glóbulos vermelhos do sangue têm uam vida média de 120 dias e, quando envelhecidos, são destruídos principalmente no baço. Esse fenômeno da remoção das hemácias em via de degeneração é denominado hemocaterese e ocorre também, embora com intensidade muito menor, na medula óssea. Há indicações de que a redução da flexibilidade das hemácias e modificações de sua membrana são os sinais para a destruição das hemácias envelhecidas.
Os macrófagos dos cordões esplênicos fagocitam hemácias inteiras e pedaços das hemácias que frequentemente se fragmentam no espaço extracelular.
As hemácias fagocitadas são digeridas pelos lisossomos dos macrófagos e a hemoglobina é desdobrada em diversos fragmentos, dando origem a um pigmento sem ferro, a bilirrubina. Esta é devolvida ao sangue, captada pelas células hepáticas e por estas excretada como um dos constituintes da bile. Outro produto do desdobramento da hemoglobina é a proteína globina, que é digerida ao estado de aminoácidos, que são reaproveitados.
O ferro formado pelo desdobramento da hemoglobina pode ser imediatamente armazenado nos macrófagos, sob a forma de ferritina, ou passar para o sangue, onde se combinará com a transferrina, proteína plasmática transportadora de ferro. O complexo ferro-transferrina será captado por endocitose pelas células que possuem em suas membranas receptores para transferrina, como os eritroblastos, e reutilização para a síntese de hemoglobina.
Após a remoção cirúrgica do baço (esplenectomia) aparecem hemácias deformadas nos esfregaços de sangue e aumenta a concentraçõa de plaquetas no sangue, uma indicação de que o baço, além de destruir hemácias, também elimina plaquetas.
Graças aos seus linfócitos T e B, macrófagos e células apresentadoras de antígenos, o baço é um importante órgão de defesa imunitária. Dom mesmo modo que os linfonodos filtram a linfa, o baço atua como um "filtro" para o sangue. De todos os macrófagos do organismo, os do baço são os mais ativos na fagocitose de microrganismos e partículas inertes que penetram no sangue.
FONTE:
Junqueira e Carneiro; Histologia Básica; 10ªedição, Guanabara Koogan editora; pág. 276 a 280
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ResponderExcluirA ascenção dos rins é impedida pela artéria mesentérica inferior ao nível de L3 ou L4, não ocorrendo também sua rotação normal. Desta forma, a pelve renal fica localizada ventralmente e os ureteres freqüentemente cruzam sobre o istmo. O suplemento vascular dos rins em ferradura pode ser complexo, sendo que, na maioria dos casos, recebe múltiplas artérias e veias(Figura 1). Habitualmente, o istmo recebe vascularização própria, podendo receber ramos arteriais das artérias mesentérica inferior, ilíaca ou sacrais.
ResponderExcluirhttp://www.urovideo.org/files/cientifico/cirurgias_velap.pdf
Complementando o exposto sobre o rim em ferradura
Postando para Allyson Tito
ResponderExcluirO Baço possui como uma de suas funções a de eliminação de plaquetas, como já mencionado por Bartira. Por isso, após uma esplenectomia a contagem de plaquetas pode elevar-se consideravelmente no pós-operatório, com pico ultrapassando 1000 x 109/L após 1 a 2 semanas.Complicações trombóticas ocorrem em alguns pacientes, de modo que nesse período há indicação de prevenção com ácido acetilsalicílico ou heparina (por exercerem funções anticoagulantes). Alterações a longo prazo podem ser vistas, incluindo trombocitose presistente, linfocitose ou monocitose.
FONTE: FUNDAMENTOS EM HEMATOLOGIA. A.V. Hoffbrand, P. A. H. Moss & J. E. Pettit. 5ª Ed. Editora: Artmed.
4)
ResponderExcluirAlgumas considerações sobre o baço e sua anatomia antes do esclarecimento acerca da esplenectomia:
O BAÇO
(ANATOMIA)
O baço é um órgão friável, de coloração púrpura escura, localizado na porção posterior do hipocôndrio esquerdo, relacionando-se com diafragma, estômago, rim, pâncreas e cólon através de ligamentos. O ligamento gastroesplênico, que se estende da grande curvatura do estômago ao baço, contém os vasos gástricos curtos. Os ligamentos esplenofrênico, esplenorrenal e esplenocólico são avasculares, exceto em pacientes com hipertensão portal.
No hilo, situado na face gástrica, encontra-se o pedículo esplênico, contendo artéria e veia esplênica e vasos linfáticos. A artéria esplênica tem origem do tronco celíaco e divide-se em ramos que penetram no hilo e ramificam-se por todo o órgão, diminuindo seu calibre. A veia esplênica é formada da união dos ramos que emergem do hilo e penetra no sistema porta.
Freqüentemente são encontrados pequenos nódulos de tecido esplênico, conhecidos como baços acessórios, mais comuns no hilo, ligamentos e grande omento.
(ESTRUTURA)
O baço é um órgão linfo-reticular, dividido em pequenos compartimentos por trabéculas de tecido conjuntivo que partem de sua cápsula.
A região medular do parênquima apresenta três áreas: polpa vermelha, polpa branca e zona marginal. A polpa vermelha é formada pelos sinusóides ou seios esplênicos, entre os quais se situam os cordões de Billroth, formando os plexos sanguíneos; as células predominantes são macrófagos, hemácias e plaquetas. A polpa branca é formada por nódulos linfáticos e a bainha em torno das arteríolas, apresentando-se como zonas branco-acinzentadas difusas na polpa vermelha; encontram-se principalmente linfócitos. A zona marginal situa-se na periferia da zona branca e contém as artérias marginais.
(FISIOLOGIA)
No período embrionário, o baço tem funções eritro e leucopoiética, que são perdidas na vida adulta, passando a produzir linfócitos e monócitos.
As hemácias são remodeladas no baço, passando de redondas a discos bicôncavos, além de haver remoção de substâncias depositadas em sua superfície, como proteínas, corpúsculos de Howell-Jolly (restos nucleares), corpúsculos de Heinz (hemoglobina desnaturada) e corpúsculos de Pappenheimer (grânulos sideróticos). Ocorre ainda destruição das hemácias envelhecidas, mal formadas ou recobertas por anticorpos. Tais funções são atribuídas à polpa vermelha. O número de plaquetas circulantes também é controlado pelo baço.
O baço exerce importante papel na resposta imunológica, tanto específica quanto inespecífica. As funções são variadas, tais como: transformação dos linfócitos em plasmócitos passando a produzir anticorpos; os parasitas intracelulares das hemácias podem ser retidos; síntese de IgM e opsoninas, como a properdina e a tuftissina; fagocitose de bactérias encapsuladas, como meningococos e pneumococos.
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ResponderExcluir4)
ResponderExcluirINDICAÇÕES
A esplenectomia é a cirurgia para a retirada parcial ou total do baço.
A esplenectomia é normalmente indicada após avaliação por cirurgião e hematologista, exceto em casos agudos, como trauma.
As indicações podem ser assim agrupadas:
A)Para estagiar ou controlar doenças básicas;
B)Para hiperesplenismo crônico ou grave.
As principais são trauma, púrpura trombocitopênica imunológica e hiperesplenismo.
A)Para estagiar ou controlar doenças básicas
Ruptura: dilaceração do parênquima, da cápsula ou do suprimento sanguíneo. Quanto à etiologia, tem-se: traumatismo penetrante, traumatismo não-penetrante, iatrogênica e espontânea. Em casos de lesões penetrantes, a indicação cirúrgica é imediata. Nos traumas não-penetrantes o diagnóstico pode ser difícil, podendo-se pesquisar o sinal de Kehr (dor em ombro esquerdo após compressão do quadrante superior esquerdo, com o paciente em posição de Trendelenburg) e o sinal de Ballance (massa palpável na região, causada por hematoma subcapsular ou extracapsular); quando se formam hematomas subcapsulares pode ocorrer ruptura tardia do baço. Podem ocorrer ainda lesões durante cirurgias, especialmente no abdome superior, e ruptura espontânea, que é rara, sendo descrita em esplenomegalias como na mononucleose e malária.
A esplenectomia pode ser total ou parcial, a depender do grau da lesão.
Púrpura trombocitopênica imunológica: síndrome caracterizada por destruição de plaquetas expostas a fatores antiplaquetários IgG, com conseqüente trombocitopenia. O baço é a fonte desses fatores e seqüestra as plaquetas sensibilizadas. O sinal mais comum é a ocorrência espontânea de petéquias, hematomas e sangramento mucoso. Inicialmente, é tratada com corticóides, sendo a esplenectomia realizada em pacientes que não respondem a tal tratamento. Normalmente é eletiva, mas em pacientes com sinais de sangramento no sistema nervoso central é realizada cirurgia de emergência.
Púrpura trombocitopênica trombótica: síndrome de etiologia desconhecida, caracterizada por cinco manifestações clínicas: febre, púrpura, anemia hemolítica, insuficiência renal progressiva e alterações neurológicas, decorrentes da deposição de microtrombos em arteríolas e capilares. A esplenectomia é indicada após tentativa de terapia com plasma, agentes antiplaquetários e altas doses de corticóides.
Doença de Hodgkin: a cirurgia é útil para diagnóstico, estadiamento e tratamento.
Anemia hemolítica
- Esferocitose hereditária: é o tipo mais comum das doenças hemolíticas. As hemácias apresentam-se espessas e esféricas, impedindo que passem pela microcirculação esplênica, logo são retidas na polpa vermelha e posteriormente destruídas. Após a esplenectomia, a cura clínica é obtida na grande maioria dos pacientes.
- Anemia hemolítica hereditária não-esferocítica: caracterizada por deficiência de enzimas eritrocitárias. A cirurgia melhora o quadro, porém não cura, persistindo uma anemia branda.
- Talassemia: resulta de um defeito na síntese de hemoglobina. A esplenectomia não trata a doença básica, mas reduz a necessidade de transfusões.
- Anemia hemolítica auto-imune: decorre da destruição das hemácias por anticorpos produzidos pelo organismo. O tratamento inicial é feito com corticóides, partindo-se para a cirurgia quando não se obtém resposta ou são necessárias doses muito altas.
- Anemia falciforme: é hereditária, caracterizada por hemácias em forma de foice. A esplenectomia mostra-se mais eficaz em pacientes com esplenomegalia.
Pacientes com tipos mais raros, como anemia sideroblástica idiopática adquirida e porfiria eritropoética também são beneficiadas pela esplenectomia.
Cistos e tumores primários: são raros. Os cistos podem ser parasitários, normalmente causados por Taenia echinococcus, ou não-parasitários. Os tumores podem ser angiossarcomas, linfangiomas, hemangiomas e lipomas.
A esplenectomia está muito relacionada com infecção fulminante. A causa da sepse pós-esplenectomia não é inteiramente conhecida, mas dois fatores estão certamente envolvidos em sua patogenia: celular (fagocitose) e humoral (produção de anticorpos), ambos desempenhados pelo sistema mononuclear fagocitário (SMF). O baço tem maior capacidade do que o fígado para a fagocitose de microrganismos. Em pacientes sem baço, a porção não-esplênica do SMF compensa sua ausência, mas a formação de anticorpos é menos eficiente.
ResponderExcluirAs principais modificações na resposta imune do hospedeiro que ocorrem após esplenectomias são: diminuição da atividade fagocitária, com menor depuração sangüínea de partículas, principalmente as não-opsonizadas; aumento do tempo de permanência dos linfócitos no sangue; redução da IgM sérica; menor atividade da via alternativa do complemento e diminuição da formação de substâncias ligadas à ativação dos macrófagos.
Marques RG, Andy Petroianu A. Infecção fulminante pós-esplenectomia. Arq. Gastroenterol. vol.40 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2003.
4)
ResponderExcluirB)Para hiperesplenismo crônico ou grave
Os critérios para diagnóstico do aumento da atividade do baço incluem: anemia, leucopenia e trombocitopenia isoladas ou combinadas; hiperplasia compensatória da medula óssea e esplenomegalia. Pode estar presente nas seguintes patologias:
Linfoma não-Hodgkin: o baço normalmente encontra-se aumentado, podendo ocorrer hiperesplenismo, sendo a esplenectomia muito benéfica.
Leucemia linfocítica crônica: doença linfoproliferativa que acarreta linfocitose, esplenomegalia e linfadenopatia. O tratamento combina quimio e radioterapia, corticóides e esplenectomia.
Leucemia linfocítica crônica: caracterizada pelo aumento do número de leucócitos; é comum ocorrer esplenomegalia. A esplenectomia reduz a dor e os distúrbios sanguíneos causados por tal situação.
Síndrome de Felty: representada pela tríade artrite reumatóide, esplenomegalia e granulocitopenia. A cirurgia é recomendada para pacientes com infecções graves e recorrentes ou úlceras crônicas nas pernas.
Doença de Gaucher: caracterizada pelo acúmulo de glicocerebrosídeos nos macrófagos, tendo a esplenomegalia como principal manifestação clínica. A esplenectomia subtotal apresenta bons resultados.
Trombose da veia esplênica: secundária mais comumente a patologias do pâncreas, como pancreatite e carcinoma. A esplenectomia é curativa.
Duas outras informações que achei legais no artigo anterior são que indivíduos asplênicos têm maior tendência a desenvolver problemas respiratórios devido a relação do baço com o controle de células fagocitárias no pulmão. Além disso, indivíduos asplênicos ou hiposplênicos também são mais suscetíveis a cursos fatais de malária. A importância do baço na malária reflete-se na esplenomegalia que se desenvolve com infecções repetidas. A função fagocitária do baço é de primordial importância nessa enfermidade e a esplenectomia resulta em sua exacerbação, com aumento do número de eritrócitos parasitados na circulação.
ResponderExcluirAchei um dado bem interessante nesse artigo: os homens apresentam muito mais lesões esplênicas do que as mulheres, por causa dos acidentes de trânsito, agressões físicas e guerras, portanto, o estado asplênico é também mais freqüente no sexo masculino. Além disso, os óbitos por sepse sejam também mais comuns no sexo masculino por seu estado de imunodeficiência maior em relação ao feminino.
ResponderExcluirPetroianu A. Mortalidade após esplenectomia. Rev. Bras. Hematol. Hemoter. vol.29 no.2 São José do Rio Preto Apr./June 2007
4)
ResponderExcluirCONTRA-INDICAÇÕES
Devido à importância funcional do órgão, a esplenectomia total quando possível deve ser evitada, principalmente em crianças. As principais contra-indicações são:
Hiperesplenismo leve;
Anemia falciforme congênita;
Leucemia aguda;
Síndrome de Wiskott-Aldrich: doença ligada ao sexo, caracterizada por trombocitopenia, eczema e suscetibilidade a infecções.
Agranulocitose.
TÉCNICA CIRÚRGICA
Para prevenir infecções, já que os pacientes submetidos à esplenectomia tornam-se suscetíveis, todos devem ser vacinados com vacina pneumocócica polivalente, vacina meningocócica polivalente e vacina conjugada contra Haemophilus influenzae b, cerca de duas a três semanas antes da cirurgia.
O sangue e derivados para transfusão devem estar à disposição e, assim como a sala de cirurgia, devem ser previamente aquecidos para evitar hipotermia trans ou pós-operatória.
CIRURGIA ABERTA
Após anestesia geral, que pode ser complementada com relaxantes musculares, o paciente é colocado em decúbito dorsal semilateral direito, com a mesa em Trendelemburg reverso.
Pode-se usar sonda nasogástrica para esvaziamento do estômago, o que proporciona melhor exposição e visualização do baço, devendo-se analisar os riscos de sangramentos em pacientes com púrpura trombocitopênica imunológica.
As incisões mais utilizadas são laparotomia mediana ou para-mediana supra umbilical e subcostal esquerda.
Após acesso à cavidade abdominal, faz-se inspeção à procura de baços acessórios e palpação para detectar aderências do baço que poderiam causar lacerações e sangramentos. Precede-se então com a dissecção do ligamento gastroesplênico e ligadura dos vasos gástricos curtos. Localiza-se a artéria esplênica, com posterior reparo e ligadura, fazendo-se compressão do baço, manobra denominada autotransfusão, que possibilita o retorno de grande parte do sangue à circulação sistêmica, diminuindo a necessidade de transfusão.
O baço é mobilizado medialmente, fazendo-se secção dos ligamentos, normalmente avasculares, não necessitando de ligadura. Parte-se para a dissecção da veia esplênica, seguida de reparo e ligadura. Finaliza-se a cirurgia com a dissecção do pedículo vascular, cuidadosamente para evitar lesões no pâncreas, e exérese do órgão, seguida de nova inspeção da cavidade e síntese da parede abdominal.
4)
ResponderExcluir4. CONTRA-INDICAÇÕES
Devido à importância funcional do órgão, a esplenectomia total quando possível deve ser evitada, principalmente em crianças. As principais contra-indicações são:
Hiperesplenismo leve;
Anemia falciforme congênita;
Leucemia aguda;
Síndrome de Wiskott-Aldrich: doença ligada ao sexo, caracterizada por trombocitopenia, eczema e suscetibilidade a infecções.
Agranulocitose.
5. TÉCNICA CIRÚRGICA
Para prevenir infecções, já que os pacientes submetidos à esplenectomia tornam-se suscetíveis, todos devem ser vacinados com vacina pneumocócica polivalente, vacina meningocócica polivalente e vacina conjugada contra Haemophilus influenzae b, cerca de duas a três semanas antes da cirurgia.
O sangue e derivados para transfusão devem estar à disposição e, assim como a sala de cirurgia, devem ser previamente aquecidos para evitar hipotermia trans ou pós-operatória.
4)
ResponderExcluirCIRURGIA ABERTA
Após anestesia geral, que pode ser complementada com relaxantes musculares, o paciente é colocado em decúbito dorsal semilateral direito, com a mesa em Trendelemburg reverso.
Pode-se usar sonda nasogástrica para esvaziamento do estômago, o que proporciona melhor exposição e visualização do baço, devendo-se analisar os riscos de sangramentos em pacientes com púrpura trombocitopênica imunológica.
As incisões mais utilizadas são laparotomia mediana ou para-mediana supra umbilical e subcostal esquerda.
Após acesso à cavidade abdominal, faz-se inspeção à procura de baços acessórios e palpação para detectar aderências do baço que poderiam causar lacerações e sangramentos. Precede-se então com a dissecção do ligamento gastroesplênico e ligadura dos vasos gástricos curtos. Localiza-se a artéria esplênica, com posterior reparo e ligadura, fazendo-se compressão do baço, manobra denominada autotransfusão, que possibilita o retorno de grande parte do sangue à circulação sistêmica, diminuindo a necessidade de transfusão.
O baço é mobilizado medialmente, fazendo-se secção dos ligamentos, normalmente avasculares, não necessitando de ligadura. Parte-se para a dissecção da veia esplênica, seguida de reparo e ligadura. Finaliza-se a cirurgia com a dissecção do pedículo vascular, cuidadosamente para evitar lesões no pâncreas, e exérese do órgão, seguida de nova inspeção da cavidade e síntese da parede abdominal.
4)
ResponderExcluirLAPAROSCOPIA
A técnica laparoscópica vem evoluindo e substitui com sucesso a cirurgia aberta, apresentando as vantagens comuns à videolaparoscopia, tais como menores índices de infecção, mortalidade e morbidade; menor dor pós-operatória e restabelecimento das funções gastrintestinais mais rapidamente. Porém sua aplicação é limitada, sendo as principais indicações púrpura trombocitopênica imunológica e estadiamento da doença de Hodgkin. Não é aplicada em grandes esplenomegalias, sendo necessária a conversão para cirurgia aberta na maioria das cirurgias, segundo estudo de Targarona e cols., devido a sangramentos ou impossibilidade da retirada do órgão através dos trocartes. Em casos de ruptura e pacientes com distúrbios da coagulação, prefere-se a cirurgia aberta devido a possível necessidade de hemostasia rápida.
Os tempos cirúrgicos são semelhantes aos da cirurgia convencional, diferindo nos equipamentos cirúrgicos.
ESPLENECTOMIA SUBTOTAL
Devido a importância das funções do baço, especialmente imunológicas, deve-se lançar mão da esplenectomia parcial, quando possível. A preservação de 20 a 25% do tecido esplênico é suficiente para manter seu papel de filtração de defesa imunológica.
A técnica consiste na ligadura e secção dos vasos que suprem o segmento a ser retirado. O segmento desvascularizado define a linha de transsecção. Para hemostasioa, pode-se utilizar retalho do omento, fibrina ou cianoacrilato.
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ResponderExcluirCOMPLICAÇÕES
Infecção da ferida operatória
Hemorragia
Alterações na composição do sangue: na maioria dos casos são desejáveis, servindo como parâmetro de avaliação dos resultados da cirurgia. Não são, portanto, consideradas complicações normalmente. Observam-se hemácias alteradas, granulocitose, linfocitose, trombocitose e monocitose.
Lesões em órgãos adjacentes: as mais comuns são atelectasia do lobo inferior do pulmão esquerdo, hematoma e abscesso subfrênico e lesão no pâncreas e ângulo esplênico do cólon.
Suscetibilidade a infecções por bactérias encapsuladas: principalmente devido à redução das opsoninas properdina e a tuftissina, além da redução da concentração de IgM e comprometimento da via alternativa de ativação do complemento.
Sepse grave: o risco de sepse é muito elevado em pacientes asplênicos. Os patógenos mais comuns são Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae.
Trombose venosa mesentérica e da veia porta.
O tecido esplênico controle é do tipo reticular, com células reticulares, linfócitos e macrófagos, com uma cápsula fibroelástica com trabéculas que se dirigem para a região central. Entre a cápsula e as trabéculas observa- se tecido pouco consistente e com pouca quantidade de vasos sangüíneos, identificados como polpa branca e vermelha. A polpa branca é constituída por sinusóides, que formam um extenso plexo de espaços sangüíneos irregulares e com dilatações. Entre os sinusóides estão os cordões da polpa (Cordões de Billroth). Na polpa branca, nota- se a presença de folículos linfóides e arteríolas centrolobulares, ramos das artérias trabeculares envolvidos por um manto linfático constituído por uma rede de células reticulares e por um arcabouço de fibras reticulares com numerosos linfócitos. Podem ser observados linfócitos em fases distintas de diferenciação, macrófagos e plasmócitos dando origem ao centro germinativo. A zona marginal é constituída predominantemente por linfócitos pequenos e células reticulares.
ResponderExcluirTorres OJM, Macedo EP, Picciani ERG, Nunes PMS,Costa JVG, Carvalho AB, Junior PSL. ESTUDO HISTOLÓGICO DA REGENERAÇÃO ESPLÊNICA DE RATOS SUBMETIDOS A ESPLENECTOMIA SUBTOTAL. Acta Cir. Bras. vol.15 n.2 São Paulo Apr./May/June 2000
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ResponderExcluirFONTES:
Raina Neto JH, Gonçalves JE, Goffi, FS. Cirurgia do Baço. In: Goffi, FS. Técnica Cirúrgica – Bases Anatômicas, Fisiopatológicas e Técnicas da Cirurgia, 4a ed., Atheneu, São Paulo, p. 740-750, 1996.
Sheldon GF, Croom RD, Meyer AA. O Baço. In: Sabiston DC, Lyerly HK. Tratado de Cirurgia – As Bases Biológicas da Prática Cirúrgica Moderna. Vol. 2, 15a ed., Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, p. 1104-1129, 1999.
Schwartz SI. Baço. In: Schwartz SI, Shires GT, Spencer FC. Princípios de Cirurgia. Volume 2, 6a ed., McGraw-Hill, Cidade do México, p. 1301-1315, 1996.
Targarona, E M e cols. Effect of Spleen Size on Splenectomy Outcome. A Comparison of Open and Laparoscopic Surgery. Surg. Endosc; 1999; 13(6): 559-62.
No choque hipovolêmico ocorre diminuição das pressões de enchimento das câmaras cardíacas, inicialmente compensada pela taquicardia. Por isso o paciente está taquicárdico. Além disso podemos imaginar que o trauma cranioencefálico do paciente é do tipo difuso. Isso porque ele não apresentou período lúcido após o trauma, o que seria sugestivo de lesão focal, com formação de um hematoma extradural. A lesão do fígado pode ser resultante de um súbito aumento da pressão intraabdominal, devido ao trauma, o que pode resultar em ruptura de vísceras ocas. A hipótese de perfuração do baço pelas próprias costelas não deve ser descartada.
ResponderExcluirPronto Socorro - Diagnóstico e tratamento em emergências. 2ª Edição. Ed. Manole. capt: 25, 75,80.