segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Caso clínico III

Instituto de Ciências Biológicas – ICB/ UPE
Módulo Doença I – 3M – 2º Semestre de 2010

Caso Clinico III

LMV, sexo feminino 58 anos, portadora de tipo sanguíneo AB(-), 58 anos, com sobrepeso, hipertensão arterial e diabetes de tipo II e úlcera varicosa na região do tornozelo direito. Usa medicação tópica para tratamento de candidíase vulvovaginal crônica, sem sucesso terapêutico por cerca de 2 meses. Trabalha em lavandaria hospitalar e foi vítima de acidente de trabalho quando da abertura defeituosa e súbita da porta de uma das lavadouras de roupas de porte industrial daquela dependência, que operava a uma temperatura de 80ºC no momento do acidente. A p paciente foi exposta a solução de água e sabão e substancias alvejantes naquela temperatura na região dos pés, pernas e coxas onde desenvolveu queimaduras de primeiro e de segundo graus, avaliados em 40% de área corporal queimada. A paciente foi atendida em estado de dor insuportável, estimada por escala objetiva de dor, no serviço de queimados do HR, quando foi realizada abundante lavagem das áreas queimadas, sob sedação, e procedida a colocação de curativos furacinados nas regiões afetadas. Foi instalado acesso venoso central, procedida a hidratação com hinger lactato e antibioticoterapia sistêmica. A paciente desenvolveu nas 48 horas seguintes picos hipertensivos, hiperglicemias acima de 300g/l, e leucocitose de 18.000 mil, e sinais hematológicos de hemoconcentração. Evoluiu na UTQ (unidade de terapia de queimados) com diminuição do débito urinário e exsudato supurativo nas faces internas das coxas e nas ulceras varicosas.

88 comentários:

  1. Objetivos:
    1-Definir os termos desconhecidos: úlcera varicosa, curativos furacinados e hinger lactato.
    2-identificar a ideologia da úlcera varicosa.
    3-Descrever os sinais hematológicos de hemoconcentração.
    4-Associar os picos hipertensivos, hiperglicemia e leucocitose com a queimadura, assim como os sinais hematológicos de hemoconcentração.
    5-Verificar a relação entre mecanismo e tratamento da candidíase vulvovaginal crônica e o quadro apresentado pela paciente.
    6-Caracterizar as queimaduras de 1º, 2º, 3º e 4º grau.
    7-identificar as causas possíveis da diminuição do débito urinário no caso em questão.
    8-Descrever a fisiopatologia dos queimados(inclusive, a resposta inflamtória sistemica).
    9- Distinguir as camadas da pele e sua função.
    10-Verificar a influência do tipo sanguíneo no caso em questão.

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  2. Ana Claudia Torquato

    1-

    Minha gente, depois de procurar muito hinger com "h", acho que é ringer Lactato com "r", até porque no caso fala-se em hidratação.
    Ringer lactato é uma substância de eletrólitos usada para reposição de fluido extracelular e eletrólitos perdidos.Ele é usado no choque hipovolêmico, muitas vezes, em detrimento de solução salina para evitar um quadro de acidose hiperclorêmica.
    É apresentado em embalagem de 500ml e contém 130 meq/l de sódio,4 meq/l de potássio,3 meq/l de cálcio,28 meq/l de lactato e 109 meq/l de cloreto.É hipo-osmolar em relação ao plasma.

    fonte:
    Harrison.Medicina interna.17ed.pag,1693.McGraw-Hill;Rio de Janeiro,2008
    http://www.medicinanet.com.br/conteudos/medicamentos-injetaveis/3545/ringer_lactato.htm
    http://www.saj.med.br/uploaded/File/artigos/Expansores%20do%20plasma.pdf

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  3. Ana Claudia Torquato

    9-

    A principal função da pele é PROTEÇÃO seja contra agressões externas(fungos, bactérias, produtos químicos,etc.) ou mesmo fatores ambientais, como o sol. Isso graças as células de suas camadas como também as secreções de glândulas(suor e sebo).
    No geral, as camadas são:
    -epiderme:tem função de proteção contra a entrada de microrganismos e substâncias estranhas e contra a saída de água.
    -derme: possui fibras, vasos e terminações nervosas.Ligada a sensibilidade.
    -hipoderme:células adiposas.reserna de energia.

    fonte:
    http://www.sbd.org.br/doenca/default.aspx

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  4. Ana Claudia Torquato

    9-EPIDERME

    Constituída por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado de origem ectodérmica.Produz e acumula melanina que protege o DNA dos raios UV por ser perinuclear,além de dá pigmentação à pele.Camadas da epiderme:
    -CÓRNEA:células achatadas, mortas,sem núcleo e citoplasma rico em queratina.
    -LÚCIDA:delgada camada de células achatadas, eosinófilas sem núcleo e nem organelas.
    -GRANULOSA:células poligonais achatadas, núcleo central e 2 tipos de grânulos:grânulos grosseiros e basófilos de querato-hialina sem membranaos(vão formar o citoplasma da camada córnea) e grânulos de substância fosfolipídica associada a GAGs envolvidos por membrana(contribuem para a formação do material extracelular).
    -ESPINHOSA:células poligonais cubóides ou ligeiramente achatadas com núcleo central e com pequenas expansões citoplasmáticas que contém tonofibrilas.
    -BASAL:células prismáticas ou cubóides repousando sobre a membrana basal que separa a epideerme da derme.Também chamada de germinativa por conter células fontes da epiderme.

    fonte:
    Junqueira et al.Histologia Básica.9ªed.Guanabara koogan;Rio de Janeiro, 1987.

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  5. Ana Claudia Torquato

    9-DERME

    tecido conjuntivo sobre o qual se apóia a epiderme.Contém fibras elásticas,vasos sanguíneos,linfáticos e nervos.Além de estruturas derivadas da epiderme:pelos,unhas, gândulas sebácias e sudoríparas.Camadas:
    -PAPILAR:penetra nas pailas dérmicas, delgada, constituída de tecido conjuntivo frouxo e possui fibras colágenas que prende a derme a epiderme.
    -RETICULAR:constituída de tecido conjuntivo denso.

    HIPODERME

    Une a derme aos órgãos subjacentes, sendo responsável pelo deslizamento da pelo sobre a estrutura que lhe dão apóio.constituída de tecido conjuntivo frouxo.Tecido adiposo.

    fonte:
    Junqueira et al.Histologia Básica.9ªed.Guanabara koogan;Rio de Janeiro, 1987

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  6. 5-
    As celulas epiteliais vaginais têm em sua superficie uma proteina (tool-like receptor 2), que pode se ligar aos fungos, isso desencadia a liberação de citocininas pelas celulas e isso ativa os linfocitos TH1. Essas celulas ativadas produzem interferon gama, que por sua vez ativa os macrofagos para destruir a candida. Atraves desse mecanismo a conc. de microorganismos na vagina é mantida em niveis subclinicos, qualquer ocorrencia q altere a imunidade, pode aumentar a proliferação do fungo. As drogas para o tratamento tem ação fungistática, não fungicida, sendo incapaz de eliminar totalmente microorganismo. O tratamento efetivo poderá ser ouso prolongado de medicações antifungicas via oral com o intuito de manter as concentrações em niveis mais baixos possiveis. em alguns pacientes q desenvolverem alguma alergia e a proproa candida pode ser o alergeno, usa-se anti-histaminicos ou inibidores na sintese de prostaglandinas.

    http://www.puc-campinas.edu.br/centros/ccv/revcienciasmedicas/artigos/871.pdf

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  7. Questão 6

    Queimaduras são lesões dos tecidos orgânicos em decorrência de trauma de origem térmica resultante da exposição a chamas, líquidos quentes, superfícies quentes, frio, substâncias químicas, radiação, atrito ou fricção. São classificadas de acordo com a extensão da superfície corpórea queimada,podendo ser de 1º,2º,3º e 4º graus. A queimadura de primeiro grau, que dura de 48 a 72 horas, atinge a epiderme (camada mais externa) e não provoca alterações na hemodinâmica, nem justifica internamento. Clinicamente, caracteriza-se por eritema e dor local sem a presença de bolhas ou flictenas. Um bom exemplo é a queimadura solar. As de 2º grau, que apresenta como característica marcante a presença de bolhas, atinge tanto a derme quanto a epiderme e pode ser caracterizada em superficial e profunda. A superficial atinge a epiderme e superfície da derme, apresentando lesões bolhosas eritematosas, enquanto a profunda acomete também uma porção mais profunda da derme com bolhas com fundo de coloração violácea e esbranquiçada. Quando acomete a parte profunda derme, embora haja preservação dos folículos pilosos e glândulas sudoríparas, gera uma expectativa de reepitelização que é prolongada tornando precário o resultado estético. O diagnóstico diferencial principal é com a lesão de terceiro grau: queimaduras de segundo grau são dolorosas e as de terceiro grau não costumam doer.
    Na queimadura de 3º grau, a pele é geralmente destruída (epiderme e derme), com danos
    profundos, necessitando de tratamento com intervenção cirúrgica para aproximação das
    bordas das feridas ou de enxertia cutânea. A lesão característica apresenta-se com aspecto duro, inelástico, esbranquiçado ou marmóreo, perda de sensibilidade no local e presença de vasos trombosados. As queimaduras de terceiro grau podem ter causa elétrica ou térmica.
    Há casos em que a queimadura, além da derme e epiderme, atinge a fáscia, músculos,
    tendões, articulações, ossos, cavidades, são gravíssimas e podem receber denominação de 4º grau. A paciente desenvolveu queimaduras de primeiro e segundo graus, ou seja, apresentava dor, eritema e bolhas.

    Fontes:
    http://www.saj.med.br/uploaded/File/artigos/Queimados.pdf

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  8. 6-
    1º grau: mais superficial, com hiperemia, edema e ardor.
    2° grau: prolonga-se até a derme com, presença de bolhas(flictenas), dor local intensa, e tambem, hiperemia e edema, geralmente necessitando de ação cirurgica.
    3º grau: atinge toas as camadas da pele indo até a hipoderme. Apresenta uma lesão escura ou esbranquiçada,seca, dura e indolor. Nos casos mais graves com aparencia carbonizada.
    4º grau: Não atigem somente as camadas da pele, mas tambem, tecido adiposo, músculo, osso e orgão adjacente.

    http://www.prac.ufpb.br/anais/xenex_xienid/xi_enid/monitoriapet/ANAIS/Area6/6CCSDEMCAMT10.pdf

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  9. 8-
    A queimadura provoca no organismo uma resposta local, causando necrose de coagulação teciduale trombose. No começo a região da queimadura é um local esteril, porem com a necrose há uma rápida proliferação das bacterias. Nas grandes queimaduras, há uma reação sistemica, que se caracteriza por febre, circulação sanguinea hiperdianmica, metabolismo acelerado, aumento do catabolismo muscular, por causa do disturbio hipotalamico( aumentando a secreção de glucagon, cortiso e catecolaminas), perda de calor(causando hipotermia) e perda de fluidos(desequilibrio hidroeletrolitico).

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962005000100003

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  10. Objetivo 6

    Dependendo da profundidade das lesões, as queimaduras podem ser classificadas em: queimadura de primeiro grau, queimadura de segundo grau de espessura parcial, queimadura de segundo grau de espessura total e queimadura de terceiro grau.
    A QUEIMADURA DE PRIMEIRO GRAU são aquelas mais superficiais, ou seja, envolvem apenas as camadas externas da epiderme. As queimaduras desse tipo são vermelhas ou rosadas, secas, dolorosas e, geralmente, não formam bolhas. Nesse tipo de queimadura, a pele mantem sua capacidade de operar como uma barreira ao vapor de água. A cicatrização ocorre em 3 a 10 dias.
    As QUEIMADURAS DE SEGUNDO GRAU DE ESPESSURA PARCIAL são mais profundas do que as queimaduras de primeiro grau, envolvendo a epiderme e vários graus da derme. Essas queimaduras são dolorosas, úmidas, vermelhas e formam bolhas. Sob as bolhas, existem exsudação (formação de material inflamatório que sai dos vasos sanguíneos e se depositam nos tecidos), pele rosada ou vemelho-brilhante, sensível às alterações de temperatura, exposição ao ar e toque. Por conta dessas bolhas, a perda de água do corpo e das células superficiais da derme é impedida. A cicatrização ocorre em 1 ou 2 semanas.
    As QUEIMADURAS DE SEGUNDO GRAU DE ESPESSURA TOTAL atingem toda a epiderme e derme. No entanto, as estruturas que se originam da tela subcutânea permanecem intactas. Essas queimaduras são rosadas ou vermelhas, com bolhas e edema. As bolhas da queimadura de 2º grau de espessura total, ao contrário das bolhas da queimadura de 2º grau de espessura parcial, são planas. Outra característica desse tipo de queimadura é a ausência ou diminuição dos sensores tácteis nas áreas de destruição mais profunda. A cicatrização ocorre em aproximadamente um mês. Após cicatrização as queimaduras desse tipo mantêm sua maciez e elasticidade, mas pode haver algumas perdas de sensação.
    As QUEIMADURAS DE TERCEIRO GRAU estendem-se para o tecido subcutâneo e podem atingir os músculos e ossos. Vasos trobosados podem ser vistos sob a pele queimada, indicando que a vasculatura da área foi envolvida. Essas queimaduras são secas, duras e formam edemas. Esses edemas são extensos na área queimada e na área circundante. Como os sensores nervosos são destruídos, não há dor.

    Fonte: PORTH, Carol Mattson. Fisiopatologia. Páginas 1395 a 1399.

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  11. 10-
    Pelo o que eu pesquisei, não há indicios de uma relação direta entre queimadura e grupo sanguíneo. No entanto, eu econtrei em minha pesquisas que pessoas com grupo sanguíneo A são mais propensas a desenvolver quelóides (cicatriz espessa e elevada). Dessa forma, pessoas desse grupo sanguíneo, quando queimadas, possuem mais chances de formarem um quelóide.

    Fonte: http://cicatrizes.org/images/pesquisas5disfuncoeshiper.pdf

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  12. 1-
    Complementando o comentário sobre o objetivo 1 de Ana Claudia, úlceras varicosas são úlceras de origem venosa que surgem principalmente na região mais distal das pernas (como é o caso da paciente) em áreas de dermatite ou de celulite endirecida na região dos maléolos.
    E o que são úlceras? úlceras são lesões teciduais de difícil cicatrização que surgem por conta de um pequeno trauma ou de uma infecção secundária em regiões onde há distúrbios nutricionais da pele.

    Fonte: http://iris.sel.eesc.usp.br/lavi/pdf/BORELLI_J_E_ULTRA_SOM.pdf

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  13. Questão 7

    A falta abrupta de água(desidratação severa), a perda repentina de sangue(hemorragias) ou do plasma(queimaduras) faz com que não haja formação de urina(anúria) ou somente pequenas quantidades de urina por dia(oligúria).
    A perda de água, sangue ou plasma são as principais causas de insuficiência renal aguda(IRA) provocada por falta de volume do líquido circulante.
    Fonte :
    http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?266

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  14. Questão 4 - sinais hematológicos

    No início há um aumento do hematócrito devido à perda de líquido e consequente hemoconcentração. Nos dias seguintes há queda do hematócrito por reabsorção do edema, reposição volêmica adequada e intensa destruição eritrocitária nos grandes queimados, que varia de 8 a 12% da massa eritrocitária total por dia. Essa destruição decorre da lise de células pelo calor, com liberação de substâncias de efeito agregante(agragação plaquetária) o que produz tromboses microvasculares das áreas afetadas e conseqüente anemia microangiopática.
    Fontes:
    http://agalmasaude.com.br/cursos/queimaduras.pdf

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  15. Mais uma referência sobre queimaduras:

    As queimaduras deixam sequelas graves em aproximadamente 20% dos casos. A porcentagem total da superfície queimada é o mais importante para avaliação da morbidade e mortalidade dos pacientes. As lesões térmicas são as mais freqüentes. A progressão da lesão da queimadura química é típica e ocorre quando não há inativação ou completa remoção dos agentes corrosivos. Agentes de origem de álcalis são mais agressivos que os ácidos. A diluição é a maneira mais eficaz de inativar os agentes. As queimaduras resultam em destruição tecidual da superfície cutânea em diferentes profundidades, com consequente resposta sistêmica. O organismo responde de forma local e sistêmica à queimadura. A resposta local tem origem na lesão direta do tecido, pela coagulação protéica em virtude do calor dissipado. A perda final, porém, é progressiva e tem relação com a resposta metabólica local, com alteração do fluxo sanguíneo, edema e presença de processo infeccioso. Existem três zonas distintas da resposta local à queimadura:
    Zona de coagulação: centro da queimadura, com máxima lesão tecidual. As reações são irreversíveis e caracterizam tecido necrótico.
    Zona de estase: área com diminuição da perfusão tecidual. Há risco de evolução para lesão irreversível.
    Zona de hiperemia: área de acometimento mínimo, com recuperação completa. Há hiperemia devido ao aumento de perfusão tecidual.
    Sistematicamente, a perda de líquido está associada à liberação de mediadores inflamatórios e citocinas. As alterações mais evidentes são: aumento do metabolismo basal em até três vezes e aumento da permeabilidade vascular, com conseqüente extravasamento de fluidos e de proteínas do intravascular, resultando em hipovolemia e déficit de perfusão tecidual. A presença de catecolaminas, angiotensina e vasopressina causa vasoconstrição, enquanto que TNF e outras citocinas inflamatórias diminuem a contratilidade cardíaca. Além disso, são observadas resposta metabólica aumentada e queda da resposta imune celular e humoral.
    A queimadura pode atacardesde a epiderme até tecidos mais profundos, como músculo e ossos.
    Queimadura superficial ou do 1° grau: Acomete penas a epiderme.
    Queimadura parcial superficial ou do segundo grau: atinge a epiderme e a derme superficialmente. Área hiperemiada com, com bolhas.
    Queimadura parcial profunda ou do 2° grau: Atinge a epiderme e a derme profunda. Há deslocamento da pele, mas mantém-se alguma sensibilidade.
    Queimadura de espessura total ou de 3° grau: Todas as camadas da pele são acometidas. aspecto é nacarado e indolor. Deve ser tratada de forma cirúrgica.


    Pronto Socorro - Diagnóstico e tratamento em emergências. 2ª Edição. Ed. Manole.

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  16. O curativo furacinado é um tipo de curativo em que são aplicadas gazes adjacentes ao material de que é feito o curativo. Nesse caso, trata-se de curativo semi-oclusivo. Este tipo de curativo é absorvente ,e comumente utilizado
    em feridas cirúrgicas, drenos, feridas exsudativas, absorvendo o exsudato e isolando-o da pele.

    http://www.santacasago.org.br/docs/ccih_manual_de_curativos.pdf
    adjacente saudável.

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  17. As úlceras venosas ou varicosas são lesões crônicas associadas com hipertensão venosa dos membros inferiores. Cerca de 10% dos diabéticos apresentam úlcera varicosa, devido à dificuldade de retorno venoso e aprisionamento de sangue nos membros inferiores. Esse é o caso da paciente do caso.
    As úlceras varicosas provocam dor em diferentes níveis e alteram a mobilidade.
    Seu processo patológico provêm de problemas vasculares profundos em que o aumento crônico da pressão sangüínea intraluminal nos membros inferiores deforma e dilata os vasos, tornando as microvalvas, no interior desses vasos, incompetentes para o efetivo retorno venoso, ocasionando estase e edema persistente. Essa pressão constante e retorno venoso dificultado comprometem as funções celulares, ocorrendo, então, necrose tecidual e ulceração da pele com áreas de coloração enegrecida adjacentes ao leito da ferida, efeito do extravasamento de ferro das hemácias.

    Silva FAA, Freitas CHA, Jorge MSB, Moreira TMM, Alcântara MCM. Enfermagem em estomaterapia: cuidados clínicos ao portador de úlcera venosa. Rev. bras. enferm. vol.62 no.6 Brasília Nov./Dec. 2009

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  18. Só complementando o que Torquato falou, é preciso ter cuidado com a administração de ringer lactato no caso da paciente em questão. Isso porque trata-se de um composto que predispõe o organismo a edemas, devido a sua hiposmolaridade. A paciente já tem tendência a desenvolver edemas devido aos distúrbios circulatórios oriundos do diabetes e da hipertensão.

    EXPANSORES DO PLASMA

    http://www.saj.med.br/uploaded/File/artigos/Expansores%20do%20plasma.pdf

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  19. Fisipatologicamente, a hemoconcentração geralmente ocorre quando a taxa de diurese excede a taxa de re-enchimento intravascular pelo conteúdo extravascular. Os sinais hematológicos mais frequentes são:
    Hematócrito: crianças até 12 anos – Hto > 38%, mulheres – Hto > 40%; homens – Hto > 45%
    Í ndice hematócrito/hemoglobina: >3,5 (indicador de hemoconcentração simples e prático. Obtido mediante a divisão do valor do hematócrito pelo da hemoglobina).
    Plaquetopenia: plaquetas < 100.000 mm3.
    A hemoconcentração está associada a doses mais altas de diuréticos de alça, maior diurese e maior perda de peso, e piora da função renal.


    http://www.fmt.am.gov.br/areas/arbo/dengue_rotina.htm
    Moreira HG. Descongestão agressiva na insuficiência cardíaca descompensada melhora sobrevida mesmo com piora transitória da função renal. http://cientifico.cardiol.br/cardiosource2/ic/int_artigo04.asp?cod=115
    http://www.charqueadas.rs.gov.br/vigilancia/vig_epi/agravos/dengue.htm

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  20. comentem sobre a origem da pele e sobre a origem e estrutura de seus anexos.

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  21. como ocorre o processo de regeneração em um paciente com queimadura de 3º grau extensa, e qual a importância dos anexos da pele no processo de reepitelização deste paciente.

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  22. Alguém sabe postar imagem neste blog? Se alguem souber poste alguma imagem sobre histologia da pele para podermos visualizar discutir melhor o assunto.

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  23. Origem da pele

    A pele deriva dos folhetos ectodérmicos e mesodérmicos. As estruturas epiteliais são as que derivam da ectoderme são elas: unidades pilossebáceas, glândulas apócrinas, glândulas écrinas e unhas. Os melanócitos e nervos também derivam da ectoderme, mais especificamente da neuroectoderme. A mesoderme dá origem aos fibroblastos, vasos sangüíneos, músculos e adipócitos.
    Didaticamente dividimos a embriologia da pele em três fases: Embrionária (até o 2º mês de gestação) ,Fetal precoce (do 2º ao 5º mês),
    Fetal tardia (do 5º ao 9º mês).
    Na primeira fase temos a divisão celular rápida (clivagem e blástula), seguida da gástrula (período de migração das células em volta do blastóporo) e a formação dos 3 folhetos germinativos (ectoderme, mesoderme e endoderme), de onde, derivam as demais estruturas do organismo. A ectoderme subidivide-se dando origem a neuroectoderme e à epiderme primordial.
    Na fase fetal precoce observamos pleno desenvolvimento das estruturas cutâneas, com a formação da camada córnea, glândulas e unidades pilossebáceas.A pele está bem formada por volta do início da fase fetal tardia.
    Fonte:http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1340
    http://www.dermatopatologia.com/pele/embriologia.asp

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  24. Ana Claudia Torquato

    A origem da epiderme é o ectoderma, da derme é o mesoderma e dos anexos como pelos e unhas é a própria epiderme que invagina.

    fonte:
    Junqueira et al.Histologia Básica.9ªed.Guanabara koogan;Rio de Janeiro, 1987

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  25. Complementando ao que Ana Torquato falou sobre as camadas da pela encontrei que a epiderme inicialmente é um epitélio simples cúbico porém com o passar do tempo passa a ter duas camadas, sendo a mais externa constituída por células achatadas. Gradualmente, graças à proliferação e diferenciação da camada mais profunda, ele se torna estratificado pavimentoso córneo, com suas camadas características: basal, espinhosa, granulosa e córnea. A epiderme começa com uma camada simples de células ectodérmicas. Na 5ª semana de gestação aparece mais uma camada, a periderme, logo acima da camada basal. As células da periderme são grandes, exuberantes, na superfície da epiderme e estão em contato com o líquido aminiótico. Com cerca de 10 semanas uma nova camada de células aparece entre estas duas camadas é o desenvolvimento do estrato intermediário.
    A queratinização torna-se bem desenvolvida somente a partir da 23ª semana com o estrato intermediário apresentando pequenos grânulos queratohialinos e várias camadas. Nessa semana a maioria das células da periderme já estarão achatadas e se desprenderão para que as células queratinizadas que estão logo abaixo formem a camada córnea.
    Já a derme: do mesoderma local originam-se fibroblastos que produzem fibras do conjuntivo, vasos sanguíneos e linfáticos e fibras musculares lisas dos músculos eretores do pêlo. O limite entre a derme e a epiderme, antes regular, torna-se irregular, formando saliências, as papilas dérmicas.

    Fonte:http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=1340
    http://www.dermatopatologia.com/pele/embriologia.asp

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  26. Ana Claudia Torquato

    8-QUEIMADURAS QUIMICAS

    O dano tecidual vai depender da concentração e quantidade do agente, modo e duração do contato, mecanismo de ação e extensão de penetração no tecido.

    Os agentes podem ser oxidantes(ácido crômico, o hipocloreto de sódio e o permanganato de potássio), corrosivos(fenol, o fósforo branco e os bicromatos), agentes desidratantes(ácido sulfúrico e clorídrico), agentes desnaturante(ácido tânico) e vesicantes(causa bolhas ao liberar amina-gasolina).

    álcali causa mais danos tissulares que os ácidos por causar necrose por liquefação, permitindo uma maior difusão do agente na profundidade dos tecidos, ao passo que os ácidos costumam causar necrose por coagulação.

    0 principal mecanismo de ação dos agentes químicos se dá pela ionização dos grupamentos ácidos e álcali, das proteínas celulares, produzindo desnaturação das mesmas.

    O ácido por ser ressecante, tende a cessar a queimadura em 48-72h.O álcali por penetrar mais e reagir com as gorduras formando sabões, tende a cronicidade com maior risco de infecção.

    NO CASO, A QUEIMADURA SE DEU POR UMA SOLUÇÃO DE ÁGUA, SABÃO E SUBSTANCIAS ALVEJANTES A 80ºc(ALVEJANTES SÃO A BASE DE CLORO SE ENQUADRANDO COMO AGENTE OXIDANTE), LOGO UMA QUEIMADURA POR ÁLCALI.

    fonte:
    Gomes, Dino et al.Condutas atuais em queimaduras.pag,117-119.Revinter;Rio de Janeiro,2001.

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  27. Ana Claudia Torquato

    8-NA QUEIMADURA OCORRE:

    -Aumento da Permeabilidade Vascular
    -Edema
    -Diminuição da Volemia
    -Aumento do Hematócrito
    -Aumento da Viscosidade Sangüínea
    -Aumento da Resistência Periférica
    -Diminuição do Débito Cardíaco
    -Choque Hipovolêmico

    fonte:
    Gomes, Dino et al.Condutas atuais em queimaduras.pag,21.Revinter;Rio de Janeiro,2001

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  28. http://curiofisica.com.br/wp-content/uploads/2009/07/pele.jpg
    Pelo link acima observar histologicamente a pele com suas camadas.
    É importante saber que embriologicamente a pele possui origem dos folhetos ectoderma (epiderme, unhas, pêlos, glandulas: sebaceas e sudoriparas, melanócitos e nervos) e mesoderma (derme: vasos, musculos, adipocitos e fibroblastos).


    http://www.dermatopatologia.com/pele/embriologia.asp

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  29. Funções básicas da pele:
    1. barreira física contra microorganismos;
    2. mantém o corpo hidratado, por isolá-lo do meio externo;
    3. regulação da temperatura corporal (células adiposas protege o corpo em baixas temperaturas, os pêlos, auxiliados pelos múculos piloeretores, e glandulas sudoriparas auxiliam na liberação de calor principalmente após exercicio físico);
    4. percepção de temperatura, movimento, pressão e dor para indicar situações adversas para o corpo;
    5. fabricação de vitamina D auxiliando o metabolismo do calcio;
    6. absorção, por exemplo na administração de farmacos topicos;
    7. defesa imune, pelas CÉLULAS de LANGERHANS, são celulas apresentadoras de antigenos.



    http://www.dermatologia.net/novo/base/pelenormal.shtml
    http://ltc.nutes.ufrj.br/toxicologia/mII.pele.htm

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  30. Ana Claudia Torquato

    8-

    A sindrome da resposta sistêmica e inflamatória(SIRS) é responsável pelo aumento da permeabilidade capilar(local e em áreas não-queimadas) como um reflexo de um distúrbio na microcirculação mediada por ciitocinas(principalmente bradicinina que aumenta a permeabilidade venular), serotnina(aumenta a resistência vascular-produzida pelas plaquetas), PGs(vasodilatação arterial) e histamina(na fase inicial-produzida por mastócitos),isso desencadeando edema.

    Paralelo, há por mediação das catecolaminas um HIPERMETABOLISMO(que perdura até a reepitelização da ferida)pelos hormônios do estresse, esgotando as reservas mesmo diante de glicogenólise, proteólise e lopólise. levando a perda de tecido muscular ativo, podendo também ocorrer desnutrição.

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  31. 10-
    AB negativo é o tipo sanguineo mais raro, apenas 0,5% de ocorrência.
    O sangue ser negativo ou positivo (mais comum) significa exatamente a ausência ou presença de antígeno Rh na membrana das hemacias.
    No caso em questão, LMV era portadora do tipo sanguineo AB negativo, o que indica que ela pode receber transfusão tanto de pessoas de sangue A, B, AB e, evidentemente O. Porém, ela não é "receptora universal", visto que há ausência do fator Rh. Pessoas sem esse fator só podem receber sangue de também não portadores dele, caso contrario geraria, quando sensibilizada, produção anticorpo Anti-Rh e, consequentemente, problemas na compatibilidade sanguínea.
    Enfim o Rh positivo, pode receber de Rh positivo ou negativo; mas o Rh negativo só recebe do negativo.

    http://www.tudoresidenciamedica.hpg.ig.com.br/estudar/febrasgodoencahemoliticarn.htm

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  32. 5-
    A candidiase vaginal é bastante comum em mulheres adultas (cerca de 75% a possuem). É uma patologia originada de micose (=fungica da Candida). Algumas mulheres possuem essa doença e não apresentam nenhum sintoma, porém, em situações de deficiencias imunologicas podem ocorrer o aparecimento de sintomas, como coceira, ardência, edema labial, vermelhidão, corrimento branco leitoso e inodoro.
    Como a paciente apresentava disturbios imunologicos gerados pela diabetes mellitus e hipertensão, apresentou a candidiase sem sucesso terapeutico.
    Diabetes mellitus está relacionada com infecção fungica, exatamente por deixar o sangue com muito açúcar, o que atrai microorganismos.
    A leucocitose é de certo modo influenciada pela inflamação da paciente gerado por essa micose, além dos outros achados patologicos, o que registrou leucocitose de 18 mil.

    http://www.emmanuelfranca.com.br/doencas/doencas113_candidiases.html

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  33. 7-
    A diminuição do débito urinario é facilmente compreendida: o aumento da permeabilidade capilar gera um maior extravazamento de substâncias coloidais, o que torna o sangue mais hemoconcentrado (viscoso), formação de edemas, desidratação e possivel choque hipovolêmico.
    Com isso, há a redução da quantidade de sangue dentro dos vasos, e, evidentemente, essa conjuntura gera complicações renais.
    Com o menor fluxo de sangue, o rim filtrará com maior dificuldade, ocasionando a insuficiencia renal e consequente diminuição do debito urinario.
    Como o corpo reage?
    Para tentar reverter esse triste quadro, o corpo intensifica o trabalho das supra-renais na produção de aldosterona e o sistema renina-angiotensina-aldosterona também é ativado, o que diminui ainda mais a liberação de água pela urina na retenção de sodio, há também a maior liberação de ADH, métodos para evitar o aumento do estado de desidratação.
    Toda essa conjuntura intensifica a oligúria nos queimados, como o visto no caso III.

    http://www.hospitalameijeiras.sld.cu/hha/mpm/documentos/CIRUGIA%20RECOSTRUCTIVA%20Y%20QUEMADO/PA/ATENCIoN%20INICIAL%20AL%20PACIENTE%20QUEMADO.pdf
    http://www.unieuro.edu.br/downloads_2009/reeuni_04_003.pdf

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  34. Vocês têm mais alguma sugestão acerca da fisiopatologia das queimaduras? Pergunto isso porque de todas as questões, imagino ser essa a mais importante, já que aborda o principal problema da paciente.

    Abraço.

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  35. 9)

    A pele recobre a superfície do corpo e apresenta-se constituída por uma porção epitelial de origem ectodérmica, a epiderme, e uma porção conjuntiva de origem mesodérmica, a derme. Dependendo da espessura da epiderme, distingue-se a pele fina e a espessa. A pele espessa é encontrada na palma das mãos e na planta dos pés. O resto do corpo é protegido por pele fina. Abaixo e em continuidade com a derme encontra-se a hipoderme ou tecido celular subcutâneo, que não faz parte da pele, apenas lhe serve de união com os órgãos subjacentes. A hipoderme é um tecido conjuntivo frouxo que pode conter muitas células adiposas, constituindo o panículo adiposo. A pele é um dos maiores órgãos, atingindo 16% do peso corporal. Desempenha múltiplas funções. Graças à camada córnea da epiderme, protege o organismo contra a perda de água e contra o atrito.

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  36. 9)

    Através de suas terminações nervosas sensitivas, recebe constantemente informações sobre o ambiente e as envia para o sistema nervoso central. Por meio dos seus vasos sanguíneos, glândulas e tecido adiposo, colabora na termorregulação do corpo. Suas glândulas sudoríparas participam da termorregulação e da excreção de várias substâncias. Um pigmento que é produzido e acumulado na epiderme, a melanina, tem função protetora contra os raios ultravioleta. Na pele se forma vitamina D3 pela ação da radiação ultravioleta do Sol sobre precursores sintetizados no organismo. A junção entre a epiderme e a derme é irregular. A derme possui projeções, as papilas dérmicas, que se encaixam em reentrâncias da epiderme, aumentando a coesão entre essas duas camadas. Os pêlos, unhas e glândulas sudoríparas e sebáceas são estruturas anexas da pele.

    (CONTINUA...)

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  37. Este comentário foi removido pelo autor.

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  38. 4-
    Complementando o que foi dito por Bartira, inicialmente, tem-se uma elevação do hematócrito como conseqüência da diminuição do volume plasmático circulante. A conseqüente maior viscosidade sangüínea leva a uma estase microcirculatória, agravada por uma adesividade plaquetária aumentada. A destruição eritrocitária inicial causada pela injúria térmica direta é usualmente menor do que 15% do total circulante. Na fase aguda, estas perdas iniciais são mascaradas pela hemoconcentração, porém uma perda adicional de 10-25% ocorre mais tarde, devido a um encurtamento do tempo de vida médio das hemácias.
    Em relação ao aumento da PA,em virtude da queimadura, ocorre uma maior liberação de catecolaminas endogenas,podendo ocorrer pressão arterial sistólica de 120 mmHg em queimados em franca hipovolemia.

    Fonte

    Gomes, Dino et al.Condutas atuais em queimaduras.pag,21.Revinter;Rio de Janeiro,2001

    http://www.lauep.com/CURSO_PS2008/QUEIMADOS%20-%20FASE%20AGUDA.pdf

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  39. 8-

    Complementando o que foi dito por Torquato,a formação do edema é decorrente diminuição do gradiente de pressão oncótica do plasma em relação ao tecido intersticial resulta num desequilíbrio das forças de Starling, favorecendo o fluxo dos fluidos para fora
    dos vasos. Segundo, a depleção de proteínas intersticiais aumentaria a facilidade de
    transporte de água (condutibilidade de fluidos) do espaço intravascular para o espaço intersticial .Também,a pele lesada perde a capacidade de retenção de calor e manutenção da temperatura corporal. É importante evitar a hipotermia, aumentando-se a temperatura ambiente no quarto do paciente.
    Outra caracteristica é que imediatamente após a queimadura, o organismo entra em um estado de hipermetabolismo, com elevado consumo de oxigênio, acentuado gasto de energia e grave
    catabolismo.

    Fonte

    http://www.lauep.com/CURSO_PS2008/QUEIMADOS%20-%20FASE%20AGUDA.pdf

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  40. Durante as leituras complementares sobre o assunto, encontrei uma explicação adicional que fala um pouco sobre a pergunta do colega Alex.

    Fisiopatologia:

    O gasto de energia e o catabolismo protéico são maiores e se mantêm por mais tempo do que em qualquer outro estado fisiológico de estresse. O gasto de energia pode exceder mais de duas vezes o gasto usual, para suportar a circulação hiperdinâmica, o fluxo respiratório acelerado, o fluxo protéico, as perdas de calor pela evaporação e pela incapacidade da pele de manter a temperatura corporal. O paciente com uma queimadura grave já alcançou sua reserva fisiológica máxima e não consegue aumentar seus gastos de energia para suportar qualquer estresse adicional. Embora o gasto de energia possa ser diminuído pelo aumento da temperatura ambiente — o cuidado que deve ser sempre tomado
    no quarto do paciente — o queimado continua a ter uma temperatura corporal elevada, em
    torno de 38-39ºC.

    Fonte

    http://www.lauep.com/CURSO_PS2008/QUEIMADOS%20-%20FASE%20AGUDA.pdf

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  41. AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE DA QUEIMADURA:
    História:

    Tanto os aspectos relacionados com os eventos que levaram à queimadura, quanto a história clínica do paciente são de grande importância para avaliação da gravidade de uma queimadura. A história do trauma vai nos indicar elementos para buscar lesões associadas, lesões por inalação e até mesmo a profundidade de determinada lesão.

    A história clínica, obtida do paciente ou de sua família, vai determinar a presença de fatores agravantes do estado geral, como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, pulmonares ou renais, além do uso crônico de medicamentos ou drogas. Alerta também quanto às alergias ou hipersensibilidades.

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  42. Superfície Corporal Queimada:

    A forma clássica de se determinar a superfície corporal queimada é a que utiliza a regra dos nove. Desta maneira, dividimos o corpo em segmentos com nove ou múltiplos de 9% de superfície. Embora seja prática, de fácil memorização e objetiva, esta regra só se aplica aos adultos. Para as crianças, devemos lançar mão da tabela de Lund-Browder ou comparar a palma da mão da criança, sem os dedos, à área queimada. ou comparar a palma da mão da criança, sem os dedos, à área queimada.

    Profundidade da Queimadura:

    Além de sua importância na avaliação da gravidade da queimadura, a profundidade também dá informações sobre o planejamento do tratamento e para
    o prognóstico funcional e estético.

    Queimaduras de primeiro grau: São lesões secas, caracterizadas por intenso eritema e dor. Elas não representam risco de vida e normalmente não necessitam de reposição volêmica endovenosa. Exemplo: queimadura solar.

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  43. Este comentário foi removido pelo autor.

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  44. Queimadura de segundo grau: São queimaduras de acometem parcialmente a espessura da pele. Caracterizam -se por bolhas (íntegras ou rotas) que recobrem uma superfície de cor vermelha. Quanto maior a intensidade desta vermelhidão, mais superficial é a queimadura. Exemplo: escaldaduras.

    Queimaduras de terceiro grau: Nestes casos toda a espessura da pele é acometida. Tem coloração acinzentada e a pele fica semelhante a couro. A área queimada tem pouca ou nenhuma dor e os fâneros se soltam com facilidade.
    Exemplo: Queimaduras por contato direto com chamas.

    http://www.emv.fmb.unesp.br/aulas_on_line/plastica/Queimados2/lesoes_queimaduras.pdf

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  45. No caso foi citado que a dor foi estimada por uma escala objetiva.

    Vários métodos têm sido utilizados para mensurar a percepção/sensação de dor. Alguns métodos consideram a dor como uma qualidade simples, única e unidimensional que varia apenas em intensidade, mas outros a consideram como uma experiência multidimensional composta também por fatores afetivo-emocionais.

    Os instrumentos unidimensionais são designados para quantificar apenas a severidade ou a intensidade da dor e têm sido usados freqüentemente em hospitais e/ou clínicas para se obterem informações rápidas, não invasivas e válidas sobre a dor e a analgesia. Exemplos desses instrumentos são as escalas de categoria numérica/verbal e a escala analógico-visual que são freqüentemente empregadas em ambientes
    clínicos, por serem de aplicação fácil e rápida.

    http://www.scielo.br/pdf/rlae/v10n3/13355.pdf

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  46. Várias classificações existem para o calculo da Área Total de Superfície Corporal Queimada (ATSQ) entretanto, a Regra dos Nove de Wallace ,a soma aritmética das áreas queimadas é a que tem mais aceitação e é a mais empregada.

    Convém avaliar que entre o adulto e a criança, existe uma significante diferença no cálculo da área corporal queimada, devendo ser modificada a regra dos nove para a “Regra dos Onze” que compreende :

    Regra dos Nove de Wallace

    Cabeça e pescoço 9%
    Extremidades Superiores 9%
    Região anterior do tronco 18%
    Região posterior do tronco 18%
    Extremidades inferiores 18%
    Períneo 1%

    Regra dos onze, para criança

    Cabeça e face 11%
    Membros Superiores 11%
    Membros inferiores 11%
    Tronco em cada lado 11%


    http://www.saj.med.br/uploaded/File/artigos/Queimados.pdf

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  47. Resposta imune à queimadura

    Ocorre na área queimada aumento na produção de fator de necrose tumoral, IL-1 e IL-6. Essas citocinas ganham a circulação e promovem efeitos sistêmicos. A IL-1 E IL-6 funcionam como fatores quimiotáticos para neutrófilos. A IL-6 é um potente estimulador da síntese de proteínas de fase aguda pelo fígado. Os níveis de IL-2 se encontram deprimidos, o que pode justificar um déficit transitório na imunidade celular. Além de uma disfunção na resposta imune de origem celular, o paciente queimado apresenta imunidade humoral alterada, com diminuição na produção de imunoglobulina G. Observa-se também alteraçòes na função dos macrófagos e neutrófilos. Logo, como foi ressaltado por Aline além de fatores endógenos como diabetes mellitus e hipertensão que influenciam no aumento de leucócitos há também um aumento devido à queimadura já que esta interfere na imunidade do paciente.
    Fonte:
    http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/10163

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  48. falem mais sobre a imunologia da resposta inflamátória sIstemica(SIRS), no grande queimado.

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  49. 9)

    (CONTINUAÇÃO...)



    EPIDERME

    É constituída por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado. As células mais abundantes nesse epitélio são os queratinócitos. A epiderme apresenta ainda três tipos de células: os melanócitos, as células de Langerhans e as de Merckel.
    Os melanócitos são células que se originam das cristas neurais do embrião e invadem a pele entre a 12ª e a 14ª semanas da vida intra-uterina. Essas células produzem o pigmento melanina.
    As células de Langerhans, muito ramificadas, localizam-se em toda a epiderme entre os queratinócitos, porém são mais freqüentes na camada espinhosa. Essas células se originam de células precursoras da medula óssea que são transportadas pelo sangue circulante. As células de Langerhans são capazes de captar antígenos, processá-los e apresentá-los aos linfócitos T, participando da estimulação dessa células. Em conseqüência, elas têm um papel importante nas reações imunitárias cutâneas.
    As células de Merkel existem em maior quantidade na pele espessa da palma das mãos e planta dos pés, especialmente nas pontas dos dedos. Apresentam pequenos grânulos citoplasmáticos elétron-densos, de composição desconhecida. As células de Merkel se localizam na parte profunda da epiderme, apoiadas na membrana basal e presas aos queratinócitos por meio de desmossomos. Em contacto com a base das células de Merkel existe uma estrutura em forma de disco, onde se inserem fibras nervosas aferentes (conduzem impulsos para o sistema nervoso central). As células de Merkel são mecanorreceptores (sensibilidade táctil), embora existam algumas evidências de que elas também participam do sistema neuroendócrino difuso.

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  50. 9)


    A espessura e a estrutura da epiderme variam com o local estudado, sendo mais espessa e complexa na palma das mãos e na planta dos pés. Nessas regiões atinge a espessura de até 1,5mm e apresenta, vista da derme para a superfície, cinco camadas.
    • Camada basal, constituída por células prismáticas ou cubóides, basófilas, repousando sobre a membrana basal que separa a epiderme da derme. A camada basal, rica em células-tronco (stem cells) da epiderme, é também chamada de germinativa. Apresenta intensa atividade mitótica, sendo responsável, junto com a camada seguinte (a espinhosa), pela constante renovação da epiderme. Calcula-se que a epiderme humana se renova cada 15 a 30 dias, dependendo principalmente do local e da idade da pessoa. As células da camada basal contêm filamentos intermediários de queratina, que se vão tornando mais numerosos à medida que a célula avança para a superfície. As queratinas constituem a metade das proteínas da camada córnea (a mais superficial);
    • Camada espinhosa, formada por células cubóides ou ligeiramente achatadas, de núcleo central, citoplasma com curtas expansões que contém feixes de filamentos de queratina (tonofilamentos). Essas expansões citoplasmáticas se aproximam e se mantêm unidas com as das células vizinhas através de desmossomos, o que dá a cada célula um aspecto espinhoso. Ao microscópio eletrônico verificou-se que os tonofilamentos terminam inserindo-se nos espessamentos citoplasmáticos (attachment plates) dos desmossomos. Os filamentos de queratina e os desmossomos têm importante papel na manutenção da coesão entre as células da epiderme e na resistência ao atrito. Na camada espinhosa existem células-tronco dos queratinócitos, e as mitoses ocorrem na camada basal e, em menor número, na camada espinhosa;

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  51. 9)

    • Camada granulosa, com apenas 3-5 fileiras de células poligonais achatadas, núcleo central e citoplasma carregado de grânulos basófilos, chamados grânulos de querato-hialina, que não são envolvidos por membrana. Esses grânulos contêm um proteína rica em histidina fosforilada e também proteínas contendo cistina. Os numerosos grupamentos fosfato da histidina são responsáveis pela basofilia da querato-hialina. Outra característica das células da camada granulosa, que só pode ser visualizada com o microscópio eletrônico, são os grânulos lamelares, com 0,1-0,3 micrometros, que contêm discos lamelares formados por bicamadas lipídicas e são envoltos por membrana. Esses grânulos se fundem com a membrana plasmática e expulsam seu conteúdo para o espaço intercelular da camada granulosa, onde o material lipídico se deposita, indo contribuir para formar a pele impermeável à água, impedindo a desidratação do organismo. Esse impermeabilizante epidérmico surgiu nos répteis e foi um evento importante do ponto de vista evolutivo, para permitir a vida fora da água;
    • Camada lúcida, mais evidente na pele espessa e constituída por uma delgada camada de células achatadas, eosinófilas e translúcidas, cujos núcleos e organelas citoplasmáticas foram digeridos por enzimas dos lisossomos e desapareceram. O citoplasma apresenta numerosos filamentos de queratina, compactados e envolvidos por material elétron-denso. Ainda se podem ver desmossomos entre as células;
    • Camada córnea, que tem espessura muito variável e é constituída por células achatadas, mortas e sem núcleo. O citoplasma dessas células apresenta-se repleto de queratina. A queratina contém, pelo menos, seis polipeptídeos diferentes, com peso molecular entre 40 e 70 KDa. A composição dos tonofilamentos se modifica à medida que os queratinócitos se diferenciam. As células da camada basal apresentam queratinas de baixo peso molecular, enquanto os queratinócitos mais diferenciados sintetizam queratinas de peso molecular maior. Na camada córnea os tonofilamentos se aglutinam junto com uma matriz formada pelos grânulos de querato-hialina. Nessa altura da diferenciação, os queratinócitos estão transformados em placas sem vida e descamam continuamente.

    A descrição acima corresponde à epiderme na sua maior complexidade, que é encontrada na pele espessa. Na pele fina, a epiderme é mais simples, faltando frequentemente as camadas granulosa e lúcida, e apresentando uma camada córnea muito reduzida.

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  52. 9)


    DERME

    É o tecido conjuntivo onde se apóia a epiderme e une a pele ao tecido celular subcutâneo ou hipoderme. A derme apresenta espessura variável de acordo com a região observada, atingindo um máximo de 3 mm na planta do pé. Sua superfície externa é irregular, observando-se saliências, as papilas dérmicas, que acompanham as reentrâncias correspondentes da epiderme. As papilas dérmicas, que acompanham as reentrâncias correspondentes da epiderme. As papilas aumentam a área de contacto da derme com a epiderme, reforçando a união ente essas duas camadas. As papilas são mais freqüentes nas zonas sujeitas a pressões e atritos.
    A derme é constituída por duas camadas, de limites pouco distintos: a papilar (a superficial), e a reticular (a mais profunda).
    A camada papilar é delgada, constituída por tecido conjuntivo frouxo que forma as papilas dérmicas. Nesta camada foram descritas fibrilas especiais de colágeno, que se inserem por um lado na membrana basal e pelo outro penetram profundamente na derme. Essas fibrilas contribuem para prender a derme à epiderme.
    A camada reticular é mais espessa, constituída por tecido conjuntivo denso. Ambas as camadas contêm muitas fibras do sistema elástico, responsáveis, em parte, pela elasticidade da pele. Além dos vasos sanguíneos e linfáticos, e dos nervos, também são encontradas na derme as seguintes estruturas, derivadas da epiderme: folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas.

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  53. 9)


    HIPODERME
    É formada por tecido conjuntivo frouxo, que une de maneira pouco firme a derme aos órgãos subjacentes. É a camada responsável pelo deslizamento da pele sobre as estruturas nas quais se apóia. Dependendo da região e do grau de nutrição do organismo, a hipoderme poderá ter uma camada variável de tecido adiposo que, quando desenvolvida, constitui o panículo adiposo. Este, modela o corpo, é uma reserva de energia e proporciona proteção contra o frio (a gordura é bom isolante térmico).

    FONTE:

    Histologia Básica, Junqueira e Carneiro,10ªedição, Guanabara Koogan editora, pág. 359 a 366

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  54. 6) Antes, uma definição básica acerca do que é uma queimadura:

    Queimaduras são lesões dos tecidos orgânicos em decorrência de trauma de origem térmica resultante da exposição a chamas, líquidos quentes, superfícies quentes, frio, substâncias químicas, radiação, atrito ou fricção.

    CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES

    Determinar o grau da lesão é determinar a profundidade da queimadura (se atingiu epiderme, derme ou outros tecidos). Muitas vezes a diferenciação entre os graus de lesão pode ser difícil e o diagnóstico de certeza só pode ser realizado através de histopatologia do tecido.

    Lesão de Primeiro Grau

    Atinge a epiderme (camada mais externa) e não provoca alterações na hemodinâmica. Clinicamente caracteriza-se por eritema e dor local sem a presença de bolhas ou flictenas. Um bom exemplo é a queimadura solar.

    Lesão de Segundo Grau

    Queimadura que atinge tanto a derme quanto a epiderme. A característica mais marcante é a presença de bolhas.
    Lesão de Segundo Grau Superficial: Atinge epiderme e superfície da derme apresentando lesões bolhosas eritematosas.
    Lesão de Segundo Grau Profunda: Acomete também uma porção mais profunda da derme. As bolhas apresentam fundo de coloração violácea ou esbranquiçada. O diagnóstico diferencial principal é com a lesão de terceiro grau ( queimaduras de segundo grau são dolorosas e as de terceiro grau não costumam doer). Como exemplo figuram as leões por escaldadura (líquido superaquecido).

    Lesão de Terceiro Grau

    É uma queimadura que acomete todas as camadas da pele e pode atingir também outros tecidos (subcutâneos músculos e ossos). A lesão característica apresenta-se com aspecto duro, inelástico, esbranquiçado ou marmóreo, perda de sensibilidade no local e presença de vasos trombosados. As queimaduras de terceiro grau podem ter causa elétrica ou térmica.

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  55. 6)

    SUPERFÍCIE CORPORAL QUEIMADA

    Para o cálculo da superfície corporal queimada (SQC) podem ser utilizados 2 esquemas:
    - Esquema de Lund-Browder
    - Regra dos Nove

    Nos serviços de emergência, durante o atendimento inicial ao paciente queimado, utiliza-se a regra dos nove que, apesar da praticidade, carece de embasamento cientifico.

    Regra dos Nove:

    ÁREA ADULTO CRIANÇA

    Cabeça e Pescoço 9% 18%
    Membro superior D 9% 9%
    Membro superior E 9% 9%
    Tronco anterior 18% 18%
    Tronco posterior 18% 18%
    Genitália 1% 1%
    Coxa D 9% 4,5%
    Coxa E 9% 4,5%
    Perna e Pé D 9% 4,5%
    Perna e Pé E 9% 4,5%

    - De maneira prática, considera-se a palma da mão do paciente como equivalente a 1% de SCQ.

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  56. 6)


    COMPLEXIDADE DAS QUEIMADURAS

    Pequeno queimado

    Considera-se como queimado de pequena gravidade o paciente com:
    • Queimaduras de primeiro grau em qualquer extensão, e/ou
    • Queimaduras de segundo grau com área corporal atingida até 5% em crianças menores de 12 anos e 10% em maiores de 12 anos.

    No pequeno queimado as repercussões da lesão são locais.

    Médio queimado

    Considera-se como queimado de média gravidade o paciente com:
    • Queimaduras de segundo grau com área corporal atingida entre 5% a 15% em menores de 12 anos e 10% e 20% em maiores de 12 anos, ou
    • Queimaduras de terceiro grau com até 10% da área corporal atingida em adultos, quando não envolver face ou mão ou períneo ou pé, e menor que 5% nos menores de 12 anos, ou
    • Qualquer queimadura de segundo grau envolvendo mão ou pé ou face ou pescoço ou axila.
    Obs.: todo paciente deverá ser reavaliado quanto à extensão e profundidade, 48 a 72 h após o acidente.

    Grande queimado

    As repercussões da lesão manifestam-se de maneira sistêmica. Considera-se como queimado de grande gravidade o paciente com:
    • Queimaduras de segundo grau com área corporal atingida maior do que 15% em menores de 12 anos ou maior de 20% em maiores de 12 anos, ou
    • Queimaduras de terceiro grau com mais de 10% da área corporal atingida no adulto e maior que 5% nos menores de 12 anos, ou
    • Queimaduras de períneo, ou
    • Queimaduras por corrente elétrica, ou
    • Queimaduras de mão ou pé ou face ou pescoço ou axila que tenha terceiro grau.
    Observação: É considerado também como grande queimado o paciente que for vítima de queimadura de qualquer extensão que tenha associada a esta lesão uma condição clínica que possa deteriorar seu estado geral.

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  57. 6)


    QUEIMADURAS QUE DEVEM SER ENCAMINHADAS A UM CENTRO ESPECIALIZADO DE QUEIMADOS

    • Queimaduras de espessura parcial superiores a 10% da superfície corporal;
    • Queimaduras que envolvem a face, mãos, pés, genitália, períneo e/ou articulações importantes;
    • Queimaduras de terceiro grau em grupos de qualquer idade;
    • Queimaduras causadas por eletricidade, inclusive aquelas causadas por raio;
    • Queimaduras químicas;
    • Lesão por inalação;
    • Queimadura em pacientes com problemas médicos preexistentes;
    • Qualquer paciente com queimaduras e trauma concomitante (tais como fraturas, etc.) no qual a queimadura apresenta o maior risco de morbidade ou mortalidade;
    • Crianças queimadas sendo tratadas em hospital sem pessoal qualificado ou equipamentos para o cuidado do caso.

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  58. 6)

    FONTE:

    www.medstudents.com.br

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  59. 8)


    As principais alterações fisiológicas que ocorrem num processo de queimadura são: aumento de permeabilidade capilar e edema. A lesão térmica determina a exposição do colágeno no tecido afetado levando à liberação de histamina. A histamina juntamente com outras cininas ativa o sistema do ácido arquidônico liberando prostaglandinas. Todos esses mediadores inflamatórios aumentam a permeabilidade capilar aos líquidos com conseqüente edema.

    FONTE:

    www.medstudents.com.br

    Em diversos estágios da queimadura térmica, por exemplo, ocorre extravasamento como decorrência da contração endotelial quimicamente mediada e das agressões direta e dependentes de leucócitos, bem como dos capilares em processo de regeneração, quando a agressão é resolvida. Isto explica a perda hídrica potencialmente fatal observada em pacientes com queimaduras graves.

    FONTE:

    Patologia Estrutural e Funcional, Robbins e Contran, 5ª edição, Guanabara Koogan editora, pág. 50

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  60. 8)

    OBS:

    Não postei mais informações acerca da fisiopatologia porque muito do que achei o pessoal já tinha postado. Então ficaria redundante...

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  61. 4)

    Segue-se à agressão promovida pela queimadura uma resposta inflamatória bem característica:

    Agressão -> Resposta inflamatória (fases eeb e flow) -> Mediadores inflamatórios -> Alterações metabólicas (combate ao agente agressor, hemostasia, reparação tecidual)


    Fase de Refluxo (ebb phase) de Cuthbertson

    Pós-trauma imediato: choque, hipometabólica, queda de consumo de O2, hipotermia, queda do débito cardíaco, queda dos níveis de insulina, normo ou hiperglicemia, leve proteólise.

    Fase Fluxo (flow phase) de Cuthbertson

    *Hipermetabolismo - elevação do consumo de O2
    *Hiperglicemia - resistência insulínica
    - hiperinsulinemia
    - hiperlactecemia
    *Lipólise - hipertrigliceridemia
    *Proteólise - Somática
    - Visceral
    *Hipertemia
    *Taquicardia
    *Hipotensão
    *Dispnéia
    *Oligúria
    *Anasarca
    *Hipoferremia
    *Hipozincemia
    *Hipercupremia
    *Imunossupressão

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  62. Questão 8 - SRIS

    A síndrome da resposta inflamatória sistêmica(SRIS)ou resposta da fase aguda consiste na resposta inflamatória aguda mediada por fatores inflamatórios relacionada a sepse e traumatismos extensos, como as queimaduras. Característica marcante e invariável da SRIS consiste na indução e liberação de citocinas e proteínas de fase aguda, tanto pró-inflamatórias quanto antiinflamatórias, cujos níveis séricos se elevam durante a resposta inflamatória. Vários estudos têm documentado que as principais citocinas (TNF-alfa, IL-1, IL-6, IL-8, IL-10, IL-12 e IL-18) e alguns de seus receptores solúveis (por exemplo, receptor TNF-R55) estão aumentados. A febre é uma das manifestações mais proeminentes da resposta da fase aguda, especialmente quando a inflamação está associada a uma infecção. As proteínas de fase aguda são proteínas plasmáticas, sintetizadas principalmente pelo fígado, estão elevadas e muitas delas, como proteína C-reativa e proteína amilóide sérica A ligam-se à parede microbiana e podem agir como opsoninas e fixar o complemento. Elas ligam também a cromatina, provavelmente ajudando a eliminar o núcleo de células necróticas. Como apresentado pela paciente, a leucocitose é uma característica comum das reações inflamatórias, especialmente as induzidas pelas infecções bacterianas. Outras manifestações da resposta de fase aguda incluem um aumento da frequência cardíaca e da pressão sanguínea que no caso dela é agravado pela paciente ser hipertensa.



    FONTES:
    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962007000400010

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  63. 4)

    Mediadores da resposta inflamatória:

    *Citocinas (macrófagos, linfócitos, endotélio e Kupfer)

    -Fator de Necrose Tumoral (TNF alfa)
    -Interferon gama
    -Interleucina 1,2,8 e 6(em função da extensão da área queimada, renovação protéica e catabolismo)

    *Catecolaminas

    -Adrenalina (medula adrenal)
    -Noradrenalina (sinapses neuronais)

    *Cortisol (medula adrenal)

    -Proteólise (via ubiquitina-proteassoma)

    *Glucagon e insulina (pâncreas)

    As alterações metabólicas começam a partir de 15% a 20% da superfície corporal queimada(SCQ).

    *Fase inicial (6 a 24h)

    - Aumento da permeabilidade da microcirculação
    - Acúmulo de água na ferida
    - Choque com redução da perfusão tecidual

    *Fase de estabilização

    - Resposta inflamatória sistêmica
    - Hipermetabolismo proporcional à SCQ e está presente até a cicatrização > 60% da SCQ (2,2 vezes a taxa metabólica basal)
    - Imunodepressão

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  64. 4)

    Graves alterações metabólicas, hormonais e imunológicas podem ser provocadas pelas queimaduras. Grandes injúrias térmicas induzem aumento acentuado da taxa metabólica basal (TMB). Na fase imediata após a queimadura, as necessidades energéticas do paciente queimado se aproximam do limite de reserva fisiológica, excedendo em até duas vezes os níveis calóricos basais exigidos por uma pessoa saudável.
    O quadro de hipermetabolismo tem intensidade e duração variável de paciente para paciente, dependendo entre outros fatores, da extensão e da profundidade da superfície corporal queimada, da presença de infecções e da eficácia do tratamento incial.

    (CONTINUA...)

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  65. Complementando o que foi dito anteriormente por mim e por Anne sobre a questão 4, há um aumento na secreção de catecolaminas(adrenalina e noradrenalina),após queimaduras,, que tem como função atividades metabólicas diretas como a glicogenólise , liberação de aminoácidos pelo tecido muscular, depressão da secreção da insulina e atividades hemodinâmicas como estimulação cardíaca e VASOCONSTRIÇÃO. Logo, os picos hipertensivos são devido a ela já ser hipertensa, além de ser consequência da resposta de fase aguda e da ação de catecolaminas. Além disso, como resultado da diminuição da insulina, a glicemia tende a manter-se elevada e somado à condição de diabetes apresentada pela paciente agravou a hiperglicemia que se encontrou acima de 300g/l, quando os valores normais oscilam entre 80 e 110 g/l.
    Fonte:
    Manual de Cierurgia, de M.ALLGOWER e RUY G. BEVILACQUA. São Paulo, E.P.U./Springer, Cap.2

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  66. qual a conduta inicial em pacienet queimado?

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  67. que importância tem os grupamentos sanguineos do sistema AB0 e Rh para as hemotransfusões.

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  68. Ana Claudia Torquato

    Queimadura é toda lesão causada por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radioativos que agem no tecido de revestimento do corpo humano, destrói parcial ou totalmente a pele, podendo também atingir camadas mais profundas como tecidos, músculos, tendões e ossos.

    fonte:
    http://www.prohps.org.br/queimaduras.htm

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  69. Ana Claudia Torquato

    medidas imediatas:

    1-Verificar se há lesão de via aéria:existindo evidência de lesão, oferecer suporte respiratório.

    2-Promover a interrupção do processo de queimadura: retirar roupas e corpo estranho da ferida, propciar água corrente na área comprometida e oferecer cobertor quente e seco pra evitar hipotermia.

    3-Acesso venoso: queimaduras >20% de área necessita de reposição de volume.

    fonte:
    ATLS:Suporte avançado de vida no trauma para médicos.7ed.p,268-269.American College of Surgeons;Chicago,2004.

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  70. como se dá o tratamento sistêmico e controle da dor bem como o manuseio das complicações infecciosas em um paciente grande queimado?

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  71. A fisiopatologia da queimadura ocorre por uma serie de fenomenos que inicia pela lesão da pele e de outros tecidos decorrentes do proprio dano. Essa destruição leva a liberação de mediadores quimicos (histamina, prostaglandina, serotonina e leucotrienos) que irão causar vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular, o que gerará edema. Há também comprometimento da bomba de sódio-potassio, o que levará à morte celular.
    A propria queimadura causará uma diminuição do volume sanguineo levando a um debito cardiaco dimuinuido e os várias consequencias que nós ja falamos no caso anterior decorrentes do choque hipovolemico. O organismo entra também em um estado de hipermetabolismo, o metabolismo pode aumentar em até 6 meses. Desse modo, a lipolise e a gliconeogenese começam a liberar acidos graxos e glicose no sangue como medida de dar aporte a esse metabolismo aumentado.
    Pode haver também na queimadura dano muscular, o que se evidencia pelo aumento da concentracao de enzimas desse tecido, como a CPK-MB.


    Fonte: http://www.slideshare.net/FisiomedBrasil/fisioterapia-em-queimaduras

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  72. Para o controle da dor devem ser empregados os agonistas morfínicos, como a meperidina na dose de 100mg para adultos, via endovenosa, diluída em 20ml de água destilada ou solução fisiológica, administrada por 30 minutos. Posteriormente, quando necessário, pode ser mantida, se possível por via oral, na dose de 50mg a cada quatro ou seis horas. Nos casos refratários podem ser associados benzodiazepínicos.


    Fonte:

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0365-05962005000100003

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  73. Comentando as complicações infecciosas em um paciente grande queimado:

    Choques, sepses* e insuficiência respiratória são os principais riscos à vida de pacientes queimados. Estas complicações se tornam mais graves quando a área corporal lesionada é maior que 20%, pois há uma rápida troca de fluídos corporais nos compartimentos intersticiais, a nível local e sistêmico, o que pode provocar choque hipovolêmico. Um efeito fisiopatológico comum ao paciente queimado é o estado hipermetabólico associado ao aumento da perda de calor e da necessidade de suprimento nutricional.

    As complicações da sepse podem ser divididas em:
    -infecção da corrente sanguínea
    Uma das origens desta infecção pode ser
    o cateter utilizado para acesso venoso central. Esse dispositivo é necessário para a administração de nutrição parenteral, de medicação,de produtos sangüíneos, de fluidos e para monitorização da pressão venosa central em pacientes grandes queimados.A dificuldade de acesso venoso é crítica no paciente grande
    queimado, por isso, o uso de cateter venoso central é inevitável.Os fatores de risco para infecções relacionadas ao cateter são:
    a longa permanência da cateterização, a ausência de cuidados adequados, a inserção em situações de emergência, a localização
    femoral e a manipulação freqüente do cateter10.
    Uma complicação da infecção ocasionada pelo cateter é a tromboflebite** supurativa, cuja confirmação diagnóstica é feita
    pela incisão da parede da veia e demonstração de supuração intraluminal. O tratamento é realizado pela excisão do segmento
    envolvido da veia até um ponto proximal que não apresente mais supuração.

    -infecção da ferida do queimado
    Nas feridas produzidas por queimaduras, moléculas tais como, fibronectina, fibrinogênio, colágeno e muitas outras, são
    expostas na superfície da lesão. Muitas espécies bacterianas possuem receptores específicos para tais moléculas, por isso, as
    feridas queimadas são facilmente colonizadas por bactérias. Portanto, a freqüente avaliação microbiológica da ferida é necessária em pacientes queimados internados para que se
    mantenha um adequado programa de controle de infecção.

    Quanto as lesões das vias aéreas e nos pulmões podem desenvolver-se de 24-48 horas pós trauma, podendo resultar do efeito direto do calor sobre boca, nariz e vias aéreas superiores ou da inaação de químicos aquecidos gerando um quadro inflamatório que e a obstrução total ou parcial destas vias.


    Fonte:
    http://www.rbcp.org.br/detalhe_artigo.asp?id=108

    www.rbcp.org.br/audiencia

    Robbins e Cotran, Bases Patológicas das Doenças/Vinay Kumar...[et al]; [tradução de Patricia Dias Fernandes...et al.].-RJ:Elsevier,2010.8ªed, pag.429

    *Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.

    **Estado em que a inflamação da parede da veia precede a formação de trombo.

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  74. Pessoal amanhã o nosso horário do caso é 9:30 é?????

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  75. 4)

    *Gliconeogênese refratária

    - Precursores: AA livres e triglicerídeos

    Os AA constituem a principal fonte energética da fase aguda da lesão. A alanina e glutamina são maciçamente mobilizados p/gliconeogênese.

    *Resistência à insulina - Hiperinsulinemia

    - Glucagon, cortisol, catecolaminas e GH

    *Tecidos não dependentes de insulina

    - Cérebro, rins e células hematopoiéticas

    *Lipólise inefetiva p/suprimir a proteólise

    - Cetonemica suprimida: hiperinsulinemia
    - Ativam a lipase resultando em: ác. graxos livres e glicerol
    Catecolaminas e glucagon

    - Inibição da lipase lipoprotéica: acúmulo de triglicerídeos
    TNF alfa e interleucinas 1 e 6

    - Queda de carnitina
    TCL - Mitocôndria hepática

    - Hipoperfusão do tecido adiposo
    - Preferência do uso de lactato

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  76. 4)

    *Balanço nitrogenado negativo

    - Catecolaminas, cortisol, glucagon
    - TNF alfa, interleucina 1

    *AA (glutamina e alanina - 80%) do músculo esquelético

    - Gliconeogênese (fígado)
    - Enterócito, células do sistema imunológico
    - Proteínas da fase aguda

    As perdas de nitrogênio corporal podem atingir valores acima de 40 gramas/dia em pacientes queimados graves alimentados. Estas grandes perdas de nitrogênio corporal ocorrem principalmente pela exsudato de proteínas pela pele queimada, mas também porque nesta situação de estresse catabólico as proteínas corporais podem ser o substrato metabólico utilizado para a produção de 15% a 20% da energia total requerida pelo organismo.

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  77. 4)

    A resposta metabólica mais frequente nas agressões orgânicas é a perda rápida e significativa de massa muscular esquelética e das proteínas corporais. A musculatura esquelética, que compõe a principal reserva de proteína do organismo é o principal sistema orgânico em que o catabolismo protéico é mais intenso.
    A depleção muscular do paciente grave é consequência do hipermetabolismo, catabolismo protéico, hiperglicemia e lipólise ineficaz decorrentes do padrão hormonal e metabólico da resposta inflamatória ao estresse, com o objetivo de fornecer substratos energéticos para defesa e homeostasia.
    A intervenção nutricional precoce atenua a resposta inflamatória e minimiza a perda nitrogenada.

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  78. 4)

    As modificações hormonais do paciente queimado promovem aumento da proteólise e da lipólise com liberação de grandes quantidades de aminoácidos, especialmente alanina e glutamina glicerol e ácidos graxos livres na circulação sistêmica.
    A desnutrição protéico-calórica em pacientes queimados é evidenciada por grandes perdas de peso corporal e balanço nitrogenado acentuadamente negativo, consequências comuns da resposta metabólica à queimadura.

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  79. 4)

    FONTES:

    *De Bondt Jp. J. Trauma, 1994
    *Mitch WE. N Engl J. Med, 1996
    *Wilmore ecol, 1981
    *Artuson G. Burns, 1996
    *Monafo W.W.N England I Med, 1996
    *Cunningham e cols, 1989
    *Saffle e cols, 1985
    *Wolfe, 1996
    *Tredget e cols, 1992
    *Deitch ED, 1995
    *Mayes T, 1998
    *Goodwin, 1993
    *Crim & Munro, 1994
    *Clark MA JPEN, 1996
    *Rocha EEM Rev. Bras. Nutr. Clín. 1998
    *Takala J. Clim Nutr. Metab. Care, 1999
    *Chandra, 1991
    *Goodwin, 1993
    *Gottschlich e cols, 1990

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  80. Morfologia das Queimaduras.

    Na realização de exame macroscópico, as queimaduras de espessura total são brancas ou carbonizadas, secas e anestésicas (devido à destruição das terminações nervosas); e, dependendo da profundidade, as queimaduras de espessura parcial são rosadas ou mosqueadas com bolhas e são dolorosas. No exame histológico, o tecido desvitalizado revela necrose coagulativa; o tecido vital adjacente desenvolve rapidamente alterações inflamatórias e exsudação acentuada.

    Fonte: ROBBINS: Patologia Estrutural e Funcional. 6ª Ed. Editora: Guanabara Koogan.

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  81. A infecção secundária da queimadura representa uma importante complicação em todos os queimados que perderam a epiderme. O local da queimadura é ideal para o crescimento de microrganismos; o soro e resíduos fornecem nutrientes, e a lesão da queimadura compromete o fluxo sanguíneo, bloqueando as respostas inflamatórias eficazes. O agressor mais comum é o microrganismo oportunista Pseudomonas aeruginosa; entretanto, podem ocorrer também cepas de outras bactérias resistentes a antibióticos, como S. aureus e fungos, particularmente espécies de Candida (que é o caso da nossa paciente). Além disso, as defesas celulares e humorais contra as infecções estão comprometidas, e as funções tanto de linfócitos quanto dos fagócitos estão afetadas O debridamento agressivo e precoce das feridas por queimaduras destina-se não apenas a proporcionar uma superfície vascular limpa para reparo da ferida, como também a propiciar o rápido acesso dos fagócitos aos microrganismos infectantes. Os antibióticos tópicos podem ser úteis, porém a infecção da queimadura continua sendo um importante problema.

    Fonte: ROBBINS: Patologia Estrutural e Funcional. 6ª Ed. Editora: Guanabara Koogan.

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  82. A principal medida de tratamento do queimado é o controle da volemia. Ela deve ser iniciada em todo paciente com queimadura em área corporal acima dos 15%. Contudo, a via oral é contra-indica, pois um dos sinais da queimadura é a íleo paralitico, ou seja, parada nos movimentos peristauticos do tubo digestivo.
    Há uma formula pratica para se calcular a hidratação. Segundo a formula de Parkland, deve-se iniciar com 4ml/kg/% de área queimada, para pacientes acima de 15 anos, e 3ml/kg/% de área queimada, para pacientes abaixo dos 15 anos. A essa quantidade deve-se somar as perdas insensiveis decorrentes da evaporação pela área lesada da pele. Para tal calculo, usa-se:

    Perda Insensivel = (25 + %AQ)XSuperficie Corporal

    Metade da quantidade total deve-se ser adminstrado nas primeiras 8 horas e o restante nas 16 horas seguintes. Deve-se dar prioridade para as soluções cristalóides, de preferencia o Ringer-Lactato por ser mais barato e de mesma eficiencia e evita-se complicações cardiopulmonares que podem ocorrer utilizando as soluções colóides.
    Para avaliar a reposição deve-se utilizar o debito urinario como parametro. O uso de diureticos é contra-indicado, exceto em 4 situações: queimaduras eletricas; associação a trauma mecânico de partes moles; queimaduras profundas atigindo musculo; e paciente oligurico mesmo com reposição acima do previsto. As 3 primeiras situações decorrem do risco de ocorrer Insulficiente Renal Aguda devido devido a liberação de mioglobina.
    No dia seginte ao trauma, deve-se reduzir de 25 a 50% o volume infudido. Depois da reposição pode correr hipernatremia, hiperpotassemia, hiponatremia e hipocalcemia.
    Para os pacientes com queimaduras nos membros e no torax deve-se fazer monitoramente da circulação periferica e da ventilação. Os sinais clinicos do comprometimento da circulação são cianose, diminuição/ausencia de pulso periferico, diminuição do enchimento capilar e sintomas neurologicos. O cateter deve-se usado para avaliar a pressão intra-compartimental, mas quando acima de 30mmHg deve-se utilizar a escarotomia unilateral. Se nao ocorrer restauração do fluxo arterial, realiza-se outra no lado contralateral.
    --------------------
    Obs: escarotomia é um procedimento na qual realiza-se uma incisão em toda a espessura da pele até atingir o subcutaneo.
    Fonte: http://enfermagemsaocarlos.blogspot.com/2007/09/queimaduras.html
    --------------------
    Nas alterações de ventilação devido a edema, deve-se realizar escarotomia bilateral na linha axilar anterior, estendendo da clavicula ate o rebordo costal. Nos raros casos em que a escarotomia nao restabelece o fluxo, indica-se fasciectomia. A fascienctomia normalmente é feixa em grupos musculares que são duros a palpação.
    --------------------
    Obs: fasciectomia é uma incisão realizada na fascia muscular.
    Fonte: http://www.dicio.com.br/fasciotomia
    --------------------
    Nos casos de inalação de fumaça, deve-se utilizar um volume 50% acima do calculado a fim de evitar marginalização de neutrofilos nos capilares pulmonares. O tratamento é de acordo da severidade do quadro. Nos casos leves e moderados, a administração de ar umificado rico em O2 é suficiente. Nos casos graves(com hipoxemia refratária), indica-se TOT com ventilação mecanica. Não há necessidade de corticoterapia.

    Fonte: Lacativa M. Revisão sobre Queimaduras. MedStudents.

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  83. Pessoal o nosso horario amanha é de 9:30 é???

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