terça-feira, 14 de setembro de 2010

Caso Clínico IV

M.T.S.O. 36 anos, branca, casada, advogada. Mãe de 01 filho de 12 anos. Residente em uma fazenda em Garanhuns, tenta sem sucesso engravidar novamente do seu segundo casamento. Histórico de 03 abortamentos naturais. As perdas embrionárias ocorreram logo nas primeiras semanas pós-implantação (entre a 2 e 4 semanas pós implantação). Procura auxílio em uma clínica de reprodução. Após o exame clínico a ginecologista explica que existem varias causas para os abortamentos ocorridos. Um dos questionamentos da médica foi o uso prolongado de contraceptivos ou a existência de vários parceiros, o que foi negado pela paciente. Desta forma a ginecologista, solicitou os seguintes exames, dosagens seriadas de hormônios para avaliar a segunda fase do ciclo menstrual, provas de função tiroidiana, exames laboratoriais rotina pré-natal, biópsia de endométrio, pesquisa Chlamydia e Micoplasma, bem como sorologias para listeriose, brucelose e cariótipo do casal. A paciente foi submetida a histerossalpingografia, pesquisa de fator anti-núcleo, pesquisa de células LE, anticorpo anti-cardiolipina e fator anticoagulante lúpico e pesquisa de fator aloimune (HLA), tendo sido submetido a paciente a uma exaustiva investigação diagnóstica com o intuito de esclarecer o motivo dos seus abortos freqüentes.

72 comentários:

  1. Objetivos:
    1- Identificar os Exames solicitados.
    2- Descrever possíveis causas de abortamento no caso citado, sabendo que há causas hormonais, genéticas, autoimunes, infecciosas e anatômicas.
    3- Caracterizar embrião da 1ª a 4ª semana.
    4- Identificar e caracterizar as fases do ciclo menstrual, cite sua importância.
    5- Reconhecer o uso prolongado de contraceptivo e a existência de vários parceitos como fatores de risco para o abortamento.

    ResponderExcluir
  2. 3-
    Há uma discordância sobre qual seria “1ª semana” de gravidez, visto que obstetras calculam a partir da data da ultima menstruação e embriologistas pelo período de fecundação na tuba uterina. Levando em conta como início da gravidez a fecundação, há a entrada do pró-nucleo masculino no ovócito II, onde há fusão de pró-nucleos e cria-se o ser diplóide. O zigoto sofre mitoses no seu percurso até a parede uterina, desde unicelular, mórula e blástula (4º dia após fertilização).
    Ainda durante a primeira semana, o embrião é formado por célula TROFOBLASTO (formará a placenta e anexos) e EMBRIOBLASTO, além da cavidade blastocistica. No 6º dia após fertilização ocorre a nidação pelo pólo embrionário, neste momento o trofoblasto se divide em citotrofoblasto e sincisiotrofoblasto(dará sustentação ao embrião). Enfim, durante a 1ª semana há implantação superficial no endométrio.
    Já durante a 2ª semana, ocorre a implantação efetiva completa, ocorre formação do saco vitelino primitivo e a formação do mesoderma extra-embrionário. Mais tarde há o aparecimento do celoma extra-embrionário que formará a cavidade coriônica. O saco vitelínico se dividirá em primário (aderido ao disco embrionário) e o secundário, que logo desaparece. Há a formação do disco bilaminar (epiblasto e hipoblasto) que dará a origem embrionária de toda essa estrutura. No fim da 2ª semana, forma-se a placa pré-cordal, que é um espessamento lateral do hipoblasto, a qual será a futura região cefálica, da boca e cabeça.

    ResponderExcluir
  3. 3- CONTINUAÇÃO:
    A 3ª semana é de extrema importância, visto que é nela o processo de gastrulação e a formação dos folhetos embrionários. O primeiro evento importante é a formação da linha primitiva (espessamento do epiblasto na extremidade caudal do disco) e invaginação de células para a área mediana do disco. Essa invaginação dá origem a células mesenquimais entre as duas laminas do disco embrionário. Assim, o epiblasto fica reconhecido como o ectoderma, as células mesenquimais como o mesoderma e o hipoblasto como o endoderma. Há a formação da notocorda, a qual guiará a formação do tubo neural, há o aparecimento de somitos paraxiais (os quais darão origem a vértebras e costelas), cria-se o celoma intra-embrionario responsável pelas cavidades corpóreas (peritoneal, pericárdica e pleural). Além de tudo isso, há a formação de vasos sanguineos e sangue e a conclusão da formação das vilosidades coriônicas (responsável pela formação da placenta).
    Na 4ª semana, há a visualização dos arcos faríngeos, sendo o 1º (mandibular e maxilar) e o 2º (hióideo) se individualizam. Há um leve encurvamento do embrião e já é visto o coração primitivo na saliência ventral, bombeando sangue. Há o surgimento dos brotos dos membros superiores e as fossetas ópticas já são evidentes. No fim da 4ª semana, há também o aparecimento dos brotos dos membros inferiores e uma longa eminência que lembra uma cauda. No fim da 4ª o sistema cardiovasculas já está bem desenvolvido, sendo ele o pioneiro.

    Fonte: Embriologia Básica - Keith L. Moore – 7ª edição

    ResponderExcluir
  4. 4-
    O ciclo menstrual se divide em fase: menstrual, proliferativa, lútea.
    A fase menstrual dura cerca de 4 a 5 dias e começa a ser contada a partir do primeiro dia de sangramento. Ela é o descamamento do tecido endometrial, que ao fim torna-se delgado.
    A proliferativa (folicular ou estrogênica) dura em média 9 dias, ocorre o crescimento dos folículos ovarianos e é mediada pelo estrógeno. O endométrio de espessa para se preparar para a implantação.
    A lútea (secretora, progestacional) dura 13 dias, nela ocorre ovulação, além da formação, crescimento e funcionamento do corpo lúteo na produção de hormônios. A rede venosa se torna complexa, para garantir bom suprimento sangüíneo no caso de implantação. Se houver fecundação, a implantação do zigoto ocorre neste período, geralmente no 6º dia da fase lútea, que corresponde ao dia 20 de um ciclo normal. Há nessa fase a produção do hCG, pelo sinciciotrofoblasto, que mantém os níveis hormonais e já é um indicador em exames para detectar a gravidez.
    Caso contrário, se não houver fertilização, o corpo lúteo é degenerado, os níveis hormonais caem subitamente e ocorre a menstruação, iniciando mais um outro ciclo.

    Fonte: Embriologia Básica - Keith L. Moore – 7ª edição

    ResponderExcluir
  5. 3-
    Complementando o que foi dito pela colega Aline, durante a terceira semana ocorre a vasculogênese, formação de novos canais vasculares pela reunião de precursores celulares, e a angiogênese, formação de novos vasos a partir de vasos preexistentes. Também, em relação a quarta semana é importante lembrar que o espessamento da prega cefálica forma o encéfalo.

    Fonte:Embriologia Básica - Keith L. Moore – 7ª edição

    ResponderExcluir
  6. 1-
    Sobre a pesquisa de células LE.Células LE é uma massa hialina, amorfa, de cor vemelho-púrpura ou levemente basófila, englobada por um, dois ou mais neutrófilos, que aparecem em atitude fagocitária. O núcleo dos neutrófilos encontra-se deslocado para extremidade oposta à massa fagocitada. Assim, em pacientes portadores de “Lupus Eritematoso Disseminado” (e em algumas outras raras condições patológicas), colocado em presença de leucócitos (do próprio paciente ou de outras pessoas) provoca o Fenômeno L.E. Isto ocorre porque o soro do paciente contém uma proteína (IgG) que “agride” e modifica núcleos
    celulares. Esta massa nuclear alterada será fagocitada por um ou mais neutrófilos,
    resultando em uma figura morfológica chamada “ Célula L.E.”

    Fonte:

    http://www.fcf.usp.br/Ensino/Graduacao/Disciplinas/Exclusivo/Inserir/Anexos/LinkAnexos/PESQUISA%20DE%20C%C3%89LULA%20L.pdf

    ResponderExcluir
  7. Detalhando o que foi dito por aline a respeito da formação dos 3 folhetos embrionários, com a formação da linha primitiva ocorre a migração de célúlas do epiblasto para a região entre o epiblasto e o hipoblasto. Essas células são as células mesenquimais (células frouxamente arranjadas suspensas numa matriz gelatinosa). Parte do mesênquima irá formar os mesoblastos (mesoderma indeferenciado) que formará o mesoderma embrionário. Além de formar o mesoderma, as céluals do epiblasto deslocam as células do hipoblasto e formam o endoderma embrionário. As células que permanecem no epiblasto (na superfíce) formam o ectoderma embrionário. Sendo assim,as células do epiblasto formam os 3 folhetos embrionários.

    Fonte:Embriologia Básica - Keith L. Moore – 7ª edição

    ResponderExcluir
  8. 5-
    Pesquisando as relações aborto - uso de anticoncepicionais e aborto-existência de vários parceiros, não encontrei nada que comprovasse que esses eram fatores de risco para o aborto. No entanto, o fato de uma mulher possuir vários parceiros e não utilizar camisinha (condon) aumenta significantemente as chances da mesma contrair doenças sexualmente transmissíveis. A Chlamydia (por exemplo) é uma bactéria potencialmente transmissível que pode causar abortos espontâneos.

    Fonte: http://www.scielo.br/pdf/%0D/rbgo/v22n4/12175.pdf

    ResponderExcluir
  9. 1-PESQUISA DE FATOR ANTI-NÚCLEO
    (também conhecido como FAN ou FAN-HEp-2)

    Esta relacionado a distúrbios auto-imunes, principalmente com LES(positivo para anticorpos anti-DNA nativo ou antinucleossomo) e AR, e desequilibrio imunológico como infecções virais recentes, uso de medicamento e processos neoplásicos.
    A pesquisa positiva do FAN não significa necessariamente que o indivíduo possui ou vai desenvolver uma doença auto-imune, mas sim que há uma atividade auto-imune pala demostração de auto-anticorpos através do FAN que, no caso em questão, pode desencadear processo inflamatório deletério para uma placenta em formação ou um desequilibrio imunológico que pode comprometer a gestação.

    fonte:

    DELLAVANCE, Alessandra; LESER, Paulo Guilherme and ANDRADE, Luís Eduardo Coelho. Análise crítica do teste de anticorpos antinúcleo (FAn) na prática clínica. Rev. Bras. Reumatol. 2007, vol.47, n.4, pp. 265-275.

    http://www.imunologiamedicina.com.br/medicina_laboratorial_e_imunologia_oque_imunologia_tem_a_ver_com_infertilidade.php
    http://www.imunologiaeinfertilidade.com.br/

    ResponderExcluir
  10. 1-SOROLOGIA PARA LISTERIOSE

    A listeriose é causada pela bactéria Listeria monocytogenes(Gram+) adquirida pelo contato com alguns animais e alimentos contaminados.É uma zoonose rara.Esta muito vinculada a aborto espontâneo e natimorto(a bactéria é capaz de atravessar a placenta).1/3 dos casos de listeriose é detectado em grávidas e 70-90% dos fetos de mães infectadas infectam-se também, sendo 50% a mortalidade entre fetos infectados in utero e 20% a mortalidade em RN.Geralmente é assintomático, mas pode apresentar uma clínica semelhante a influenza/gripe associada a hipertermia e diminuição dos movimentos fetais.

    fonte:
    Harrison.Medicina Interna.vol.1.pp.895-897.17ed.McGrawHill;Rio de Janeiro,2008.
    MILAN,Carla;FABRINA,Gabriele;BARBOSA,Fabiane Silva;KRAHEM,Cláudio.Listeriose na gestação: apresentação de caso, revisão de diagnóstico e conduta.Rev.Bras.Medicina.2005,vol.62,n.6-jun,pp.264-266.
    SCHWAB,JP.EDELWEISS,MIA.Identificação imuno-histoquímica de Listeria monocytogenes em placentas fixadas em formol e embebidas em parafina.Rev.Bras.Ginecol.Obstet.2003,vol.25,n.7,pp.501-505.
    http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001380.htm
    http://brasil.babycenter.com/pregnancy/infeccoes/listeriose/

    ResponderExcluir
  11. Questão 2
    Existem algumas possíveis causas da doença, dentre elas há as anormalidades cromossômicas as quais são as causas mais comuns, sendo as aneuploidias as mais comuns, por exemplo a Síndrome de Down. Decorrem de fertilização por gametas anormais, de fertilização anômala ou de irregularidades na divisão embrionária e são mais comuns em mulheres de IDADE AVANÇADA como é o caso da PACIENTE. Há também desordens anatômicas(miomas,malformações uterinas),doenças endócrinas(doenças da tireóide, diabetes tipo 1) mas não podemos afirmar para esse caso por não termos informações sobre isso no caso. Além desses,há os distúrbios imunológicos como emxemplo a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídio que é uma causa autoimune de abortamento de repetição, presente em 15 a 20% das mulheres com abortamento habitual, que se caracteriza pela presença no plasma materno de três variedades de autoanticorpos que conferem um maior risco de trombose: o anticoagulante lúpico, a anticardiolipina e o Beta2-GPI. Como ela tem um histórico de três abortamentos naturais, é uma possível causa e devido a isso a médica solicitou anticorpo anti-cardiolipina e fator anticoagulante lúpico. Há também como causa as infecções, sendo as principais rubéola, listeriose, herpes simples, infecção do trato urinário, HIV/sífilis(UM DOS MOTIVOS COMO DISSE ANA PAULA DE A MÉDICA TER PERGUNTANDO SE ELA TINHA VÁRIOS PARCEIROS-FATOR DE RISCO),infecções ascendentes como a clamídia. E por ser uma possível causa, a médica solicitou pesquisa Chlamydia e Micoplasma. Logo, já que há vários causas, deve ser solicitados vários exames para que possa descobrir a verdadeira causa.

    ResponderExcluir
  12. Fontes da resposta anterior:
    http://www.meac.ufc.br/obstetricia/manual_meac/ABORTAMENTO.pdf
    http://www.ipas.org.br/arquivos/cristiao/abortamento.doc

    ResponderExcluir
  13. Continuando a questão 1

    Em relação aos exames laboratoriais de rotina pré-natal,segundo o Ministério da Saúde, devem ser solicitados rotineiramente: ABO-Rh, hemoglobina/hematócrito, na primeira consulta; glicemia de jejum, sendo um exame na primeira consulta e outro próximo à 30ª semana de gestação; VDRL, deve ser repetido no momento do parto ou em caso de aborto; urina tipo 1; testagem anti-HIV; sorologia para hepatite B, com um exame, de preferência, próximo à 30ª semana de gestação; sorologia para toxoplasmose na primeira consulta se disponível.
    Fontes:http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=3&ved=0CB0QFjAC&url=http%3A%2F%2Fwww.enf.ufmg.br%2Finternatorural%2Ftextos%2FManuais%2Fassistenciaprenatal.pdf&ei=zOuQTPLGHcH-8AbVysShDQ&usg=AFQjCNE5jMmyuiH_DQB1RxAoBq4st8wRJA

    ResponderExcluir
  14. Continuando questão 1:
    SOROLOGIA PARA BRUCELOSE
    A transmissão da doença se dá através do germe brucela, presente no leite de vaca, na urina e no sangue contaminado do boi, cavalo, porco, da cabra e da ovelha. Como a brucelose causa aborto entre os animais, suspeita-se que aconteça o mesmo com os seres humanos. A doença é rara e não há comprovação de riscos para o feto. Alguns obstetras pedem o exame no começo da gravidez, como rotina. Outros, entretanto, costumam indicá-lo somente em casos de abortos de repetição ou se a mulher mora ou já morou em área rural. Como ela mora em uma fazenda em Garanhuns - possível área rural, e teve três abortos naturais pode ser uma hipótese plausível.

    Fonte: http://www.gravidaemcampinas.com.br/gravidez/durante-a-gravidez/exames-da-gravida/exames-laboratoriais/

    ResponderExcluir
  15. caros alunos não estamos respondendo questionários e sim discutindo objetivos.

    ResponderExcluir
  16. Gostaria que meus caros alunos argumentassem sobre as diferentes causas de abortamentamentos.
    Gostaria também que os meus nobres alunos explicassem o porque da solicitação de exames na rotina do pré-natal.

    ResponderExcluir
  17. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  18. A disfunção subclínica da tireóide pode ser diagnosticada por testes de função tireoideana antes mesmo dos sintomas e complicações ocorrerem; por isso considera-se muito importante a verificação do perfil tireoideano em mulheres a partir de 35 anos, buscando assim uma prevenção de possíveis alterações hormonais decorrentes da idade. A elevação do hormônio tireoideano aumenta as taxas de secreção da maior parte das demais glândulas endócrinas, mas também aumenta as necessidades teciduais de hormônios. Aumenta a taxa de inativação de glicocorticóides adrenais pelo fígado, o que leva à elevação por feedback da produção do hormônio adrenocorticotrópico pela hipófise anterior e, portanto, ao aumento da secreção de glicocorticóides pelas adrenais. Glicocorticóides provocam o aumento do cortisol, queda da progesterona e aumento do estradiol, mecanismo semelhante ao que ocorre no desencadeamento do parto normal. Por isso, os glicocorticóides são vistos como hormônios indutores do parto e o uso de sintéticos deve ser evitado por mulheres em período gestacional. Diante disso, é compreensível o porquê da médica do caso relatado ter solicitado o exame de função tireoideana.

    Lara MG. Deitos F. Estudo da função tireoidiana de pacientes do sexo feminino da unidade básica de saúde da cidade de Campo Bom/ RS. Disponível em: http://www.sbac.org.br/pt/pdfs/rbac/rbac_38_03/rbac3803_08.pdf

    http://www.mca.ufms.br/producao/dissertacoes/2007/luiz_fabiano.pdf

    Arthur C. Guyton e John E. Hall. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª edição.

    ResponderExcluir
  19. Complementando a resposta de Bartira sobre as possíveis causas de aborto:

    - Causas genéticas: A anormalidade mais freqüente é a translocação balanceada observada no cariótipo de um dos parceiros. Outras anormalidades cromossômicas que podem ser encontradas são: mosaicismo sexual, inversão cromossômica e cromossomos em anel.

    - Causas endócrinas: Dentre elas a mais relatada é a Insuficiência de Corpo Lúteo, caracterizada por uma produção diminuída de progesterona na segunda fase do ciclo, período de implantação, onde tal hormônio tem participação fundamental. Por isso, a médica solicitou exames para verificar os hormônios da segunda fase do ciclo menstrual.

    - Causas anatômicas: As mais descritas são malformações uterinas(mullerianas ou exposição DES), pólipos uterinos,sinéquias, miomatose uterina, incompetência istmo cervical.

    - Causas hematológicas: Distúrbios da coagulação, tendência a tromboembolismos (trombofilias). Entre as trombofilias
    descritas como tendo relação com abortos de
    repetição podemos destacar trombofilias
    hereditárias e adquiridas.

    - Causas ambientais: É descrita uma maior incidência de abortos espontâneos em pessoas com hábito de ingestão excessiva de café, álcool e tabagismo. É sabido o efeito abortivo da radiação, embora não haja determinação de dose especifica. Gases anestésicos também parecem elevar o risco de
    aborto.

    Filho M A. Aborto espontâneo tem alterações imunológicas como principal fator. Disponível em: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/ju348pg08.pdf

    ResponderExcluir
  20. Contrariando o que Bartira e Ana Paula pesquisaram, nesse artigo que eu li, ele comenta que atualmente é bastante questionável a relação entre infecções genitais por clamídia, micoplasma e ureaplasma e a elevada incidência de aborto de repetição. Além disso, ele acrescenta que que as causas imunológicas são as mais frequentes em abortos por repetição.

    ResponderExcluir
  21. FATOR ALOIMUNE

    Achei bastante interessante a explicação sobre o fator aloimune.

    Dentre as alterações de caráter imunológico,
    o fator aloimune aparece como a primeira causa de aborto espontâneo recorrente. Presente em 85%
    dos casos, esse problema pode ser explicado pela dificuldade do organismo feminino em se adaptar à gravidez. Ou seja, o sistema imunológico da mulher produz uma resposta “agressora” e não “protetora” em relação ao embrião. O feto é formado pelas cargas genéticas do pai e da mãe. Quando ocorre a união
    de um homem e uma mulher que apresentam semelhanças do ponto de vista imunológico, o excesso de compatibilidade pode ser prejudicial.
    Juntos, eles produzem embriões que normalmente são interpretados pelo organismo da gestante
    como agentes estranhos, como se fossem células da grávida com características anormais ou células doentes.

    Filho M A. Aborto espontâneo tem alterações imunológicas como principal fator. Disponível em: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/ju348pg08.pdf

    ResponderExcluir
  22. Complementando a resposta de Bartira sobre os exames de rotina:

    Na primeira consulta, devem ser solicitados:
    - eritrograma, para verificar uma possível anemia ou poliglobulia materna, fato que prejudicaria a nutrição do embrião.

    - grupo sanguíneo e fator Rh, para verificar uma possível incompatibilidade sanguínea mãe-feto, fato que geraria doenças hemolíticas, como eritroblastose fetal.

    - glicemia de jejum, para rastrear os riscos de desenvolvimento de Diabetes Gestacional, doença que provoca crescimento excessivo do feto e abortos por prematuridade.

    - VDRL, para verificar infestação do treponema. Através da placenta, o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica rapidamente em todo o organismo fetal, desenvolvendo a sífilis congênita.

    - sorologia IgG, IgM para toxoplasmose (o protozoário pode atravessar a barreira placentária e prejudir a desenvolviemento fetal)

    - EUR e urocultura

    - HbsAg: também conhecido como Antígeno Austrália, é um determinante antigênico encontrado na superfície do HBV, em partículas menores não infectantes e em formas tubulares produzidas por este vírus. O vírus da hepatite também pode prejudicar o desenvolvimento fetal.

    - Teste de HIV/AIDS oferecido para todas as gestantes

    http://www.pbh.gov.br/smsa/biblioteca/protocolos/prenatal.pdf

    ResponderExcluir
  23. Voltando à discussão sobre causas do insucesso da gravidez da mulher do caso. Embora ela tenha tido um filho há 12 anos, podem ter ocorrido modificações em seu organismo que não permitem que a fertilização ocorra. Nesse caso, não seria aborto e sim, infertilidade. Cerca de 5% a 10% das mulheres são inférteis. As causas podem variar desde anormalidades nos órgãos genitais femininos, a uma função fisiológica anormal do sistema genital ou desenvolvimento genético anormal dos próprios óvulos. A causa mais comum de infertilidade feminina é a anovulação, que pode resultar de hipossecreção dos hormônios gonadotrópicos ou vários anômalos que impedem a ovulação. Um dos testes para verificar a anovulação é analisar a presença de um pico de pregnanediol, um produto final do metabolismo da progesterona. Outro método é medir a temperatura da mulher durante o ciclo menstrual. Outra causa comum de infertilidade é a endometriose, que, com frequência, obstrui as trompas de Falópio. Por fim, há a salpingite (o exame para verificar uma possível inflamação foi solicitado pela médica), uma inflamação nas trompas que causa fibrose e obstrução. Essa inflamação é decorrente de inflamações gonocócicas. Ocorre uma secreção anormal de muco pelo colo uterino. No momento da ovulação, o meio hormonal de estrogênio causa secreção de muco com características especiais que permitem rápida mobilidade de espermatozóides para o útero. Muitas inflamações ou infecções no colo uterino podem criar um tampão mucoso que impede a fertilização.

    Arthur C. Guyton e John E. Hall. Tratado de Fisiologia Médica. 11ª edição.

    ResponderExcluir
  24. Complemetando o que eu já tinha falado e o que Ana Claúdia falou, a explicação de a médica ter solicitado exames de rotina do pré-natal é justamente para verificar dentre as possíveis causas que eu falei se ela apresenta alguma. Por exemplo, a glicemia de jejum poderia revelar uma possível diabetes que pode levar ao abortamento sendo classificada como causa endócrina.Quando está no útero materno, a criança vive em regime de alta glicemia. O excesso do açúcar no sangue da mãe faz com que ela e o bebê fiquem acima do peso ideal, o que pode causar problemas para ambos na hora do parto ou até ABORTO ESPONTÂNEO. VDRL e anti-HIV para detectar ou não possíveis contaminações já que são causas infecciosas prováveis de abortamento e que causam lesões ao feto. Outro exame é a tipagem sanguínea, para descobrir qual é seu grupo sanguíneo (A, B, AB ou O) e se você é fator Rh positivo ou negativo.O fator Rh só é importante na gravidez se a mãe for Rh negativo e o bebê for Rh positivo (a criança pode herdar essa característica se o pai for Rh positivo). Se o sangue do bebê entrar na sua corrente sanguínea, seu sistema imunológico pode reagir contra o antígeno D do sangue do bebê, como se ele fosse um "invasor", e produzir anticorpos contra ele.
    Esse fato é conhecido como eritroblastose fetal e também é mais uma causa. Além disso, ela solicitou também dentre os exames de pré-natal a sorologia para toxoplasmose que também pode ser um quadro infeccioso que causa abortamento. Logo ela solicitou esses exames por ser possíveis através deles descobrir ou eliminar hipóteses diagnósticas.
    Fontes: http://www.meac.ufc.br/obstetricia/manual_meac/ABORTAMENTO.pdf
    http://www.ipas.org.br/arquivos/cristiao/abortamento.doc
    http://www.e-familynet.com/artigos/articles.php?article=812
    http://guiadobebe.uol.com.br/planej/aborto_de_repeticao.htm

    ResponderExcluir
  25. Eu acho tambem importante a gente falar um pouco sobre as formas clinicas de aborto. Vou tentar resumir eles aqui, já que nós os estudaremos de forma mais profunda na 6M em GO.
    Existem basicamente 7 formas clinicas de abortos: ameaça de aborto, abortamento inevitavel, abortamento completo, abortamento incompleto, abortamento infectado, abortamento retido e abortamento habitual(que é o do caso).

    Na ameaça de aborto, é possivel reverter o quadro. Há um descolamento parcial da placenta, com dores e sinais de contração uterina.

    No abortamento inevitavel, há amenorréias de curta duração, que pode se confundida com a menstruação(porém em quantidade menor). Se o aborto ocorreu após a 8a semana, adquire aspectos de trabalho de parto.

    Já o abortamento completo é um episodio frequente até a 8a semana. Nele há a eliminação total do ovo ao ponto que as colicas acabam e, ao ultra-som, aparece "utero vazio".

    No abortamento incompleto ocorre a eliminação parcial do ovo causando hemorragia e deixa um terreno propicio para infecções. Nesse tipo de abortamento, o sangramento nao para e pode ser intenso.

    No abortamento infectado há infecção decorrentes principalmente por más condicoes técnicas. Os germes são quase sempre da flora normal da genitalia ou dos intestinos. A classificação clinica pode ter 3 formas: forma I, é mais simples, a infecção é mais limitada, não apresenta grandes desconfortos; forma II, é mais grave, atinge mais tecidos e há infecção do peritoneo pélvico e de todo o miometrio. na forma III, há uma infecção generalizada, na qual vários orgãos do corpo pode ser afetado em diferentes graus.

    O abortamento retido é aquele no qual o utero retém o embrião morto na sua parede.

    O abortamento habitual é este do caso, no qual há varios abortos seguidos. Normalmente é dificil detectar a etmologia definida mas há alguns aspectos que precisa-se ser analisado. (1)Fatores geneticos, que é investigado pelo cariotipo. A causa mais comum é a translocação balanceada na mulher. (2)Embora seja especulativa, há grandes chances da insuficiência luteínica seja uma causa de abortamentos habituais. Ela pode ser devido a curta fase lútea (< 10 dias) da menstruação ou inadequada (dosagem inferior < 10ng/ml). (3)Outras causas endocrinas, como o hipotireoidismo, DM, ovário policístico (hiperandrogenismo), podem gerar abortos repetitivos, embora isto não esteja provado ainda. (4)Fatores infecciosos estão mais associados a abortamentos esporádicos do que a abortamentos habituais. Contudo, acredito que, se a infecção persistir por longa data, vários abortamentos "esporádicos" podem ocorrer, caracterizando assim abortamentos habituais. (5)Anticorpos Antifosfolipídios em dosagens significativas pode gerar a Síndrome Antifosfolipídica (abortamento habitual, morte fetal tardia, trombose). O diagnostico é feito por achado de anticorpo lupo anticoagulante, ou de anticardiolipina, ou ambos. (6)Malformações ulterinas estão assoaciadas a abortamentos habituais precoces normalmente no 2o trimestre. O defeito mais importante é o útero septado. (7)Aborto Habitual Inexplicável é caso de mais de 50% dos abortos habituais, pois, como eu disse, nao se consegue explicar a causa definida. (7)Insuficiencia Cervical, na qual a cérvice não se mantem fechada e, assim, nao é capaz de manter o produto da concepção até o fim da gravidez.

    No livro, no qual eu pesquisei, tem uma tabela com as caracteristicas de cada forma clinica. Nao consegui colocar a tabela no comentario, entao eu fiz como figura. É so entrar neste link http://img10.imageshack.us/img10/2738/tabela1c.jpg


    Eu tirei xerox de capitulos de 2 livros na biblioteca. Mas esqueci de anotar as referencias. Amanhah eu posto aqui as referencias.

    ResponderExcluir
  26. Ana Claudia Torquato

    1-HISTEROSSALPINGOGRAFIA:

    Raio-X com contraste da cavidade uterina e das trompas, serve para avaliação da permeabilidade das trompas(se estão abertas ou se há obstrução),incompetência istimocervical,alterações anatômicas,entre outros.


    BIÓPSIA DO ENDOMÉTRIO:

    Avalia lesões/alterações,sangramentos anormais e qual adequada é a fase lúteo do ciclo reprodutor.

    Elevação do LH é associado a uma subfertilidade por haver retardo da reativação da segunda divisão meiódica liberando um óvulo já envelhecido e outro defeito da fase lútea é a maturação inadequada do endométrio, resultado de uma produção insuficiente de progesterona, ou por uma diminuição da duração da fase lútea. Os defeitos de fase lútea como causa de aborto recorrente estariam presentes em 23% a 60% das pacientes.

    fonte:
    BARINI,Ricardo et al.Fatores Associados ao Aborto Espontâneo Recorrente.Rev.Bras.Ginecol. Obstet.2000,vol.22,n.4,pp.217-223.
    PEREZ,Juliano Adams et al.Prevalência de alterações uterinas e tubárias na histerossalpingografia em mulheres inférteis:estudo de 48 casos.Radiol Bras.2001,vol.34, n.2,pp.79-81.
    http://www.fertilityportugal.com/treatment/The_Doctors_Visit/Female_Specialist_Tests/Endometrial_Biopsy.jsp
    http://www.unifesp.br/grupos/rhumana/hsg.htm
    http://www.crh.com.br/crh.asp?pasta=33&livro=1&txt=14

    ResponderExcluir
  27. Ana Claudia Torquato

    2-No primeiro trimestre de gestação, cerca de metade do aborto são causados por anomalias cromossômicas do concepto,podendo ser aneuploidias(mais frequentes),trissomias(50 a 60%),monossomia do X (15 a 25%) e poliplodia (20 a 25%)5. Rearranjos cromossômicos estruturais,envolvendo as translocações equilibradas e inversões são as anomalias cromossômicas mais freqüentes em casais com abortamentos de repetição.

    fonte:
    Teixeira, Aline C et al.Estudo citogenético de abortos espontâneos.Arq. ciênc. saúde; 16(2): 59-61, abr.-jun. 2009.

    ResponderExcluir
  28. Ana Claudia Torquato

    2-Estima-se que até 60 % das pacientes que não apresentam nenhuma alteração clínica identificável sejam portadoras de perturbações aloimunes(diferenças imunológicas entre indivíduos de mesma espécie) associadas ao aborto.
    Na implantação do embrião o antígeno HLA-G presente no trofoblasto e as células NK do endométrio vão determinar o grau de invasão desse "corpo estranho que é o embrião". Inibição inadequada das células NK pode culminar em aborto, passando por problemas de nutrição responsável pelos óbitos fetais e retardo de crescimento intra-útero e inclusive se associar à hipertensão gestacional.

    fonte:
    BARINI,Ricardo et al.Abortamento recorrente de causa imunológica: avaliação de um protocolo de investigação e tratamento.Rev.Bras. Ginecol. Obstet.1998, vol.20, n.2, pp. 83-89.

    ResponderExcluir
  29. Ana Claudia Torquato

    1-Na análise do cariótopo, os cromossomos são identificados de acordo com determinadas características (tamanho, posição do centrômero, características de coloração - banda G), permitindo a verificação numérica e estrutural dos mesmos.
    O exame de cariótipo é, portanto, esclarecedor em uma parcela significante de casais com abortamento em que é identificada uma anomalia cromossômica, como TRANSLOCAÇÃO ou INVERSÃO.Esta informação é importante para o clínico estabelecer o risco de outras perdas gestacionais ou malformações fetais nas gestações futuras, ou no caso de casais com cariótipo normal,direcionar as investigações para outras causas genéticas ou não genéticas.

    fonte:
    Silva,AL et al.Casais com abortamento espontâneo recorrente: participação das translocações cromossômicas.Arq. ciênc. saúde; 14(4): 211-215, out.-dez. 2007.
    http://www.icb.ufmg.br/big/genegrad/genetica/genetica/citogene.htm

    ResponderExcluir
  30. Ana Claudia Torquato

    1-exames que fazem parte do pré-natal:

    -hemograma
    -tipagem sanguínea e fator Rh
    -sorologia para sífilis
    -parcial de urina
    -glicemia de jejum
    -teste de tolerância à glicose
    -citologia oncótica
    -anticorpos anti-HIV
    -ulltra-sonografia

    fonte:
    FEBRASGO(Federação Brasileira das Sociedades de Genicologia e Obstericia).Manual de Orientação:Assistência pré-natal.

    ResponderExcluir
  31. 3)Acerca da caracterização do embrião:

    1ª Semana

    A cada ciclo ovariano alguns folículos primários começam a crescer, mas em geral apenas um chega à maturidade plena e somente um oócito é eliminado na oocitação. À oocitação o oócito encontra-se na metáfase da segunda divisão meiótica e é circundado pela zona pelúcida e por algumas células granulosas. A ação de varredura das fímbrias tubárias leva o oócito II (secundário) para dentro da tuba uterina.
    Antes que possam fertilizar os oócitos, os espermatozóides têm de passar pela (a) capacitação, período durante o qual uma capa glicoprotéica e proteínas do plasma seminal são removidas da cabeça do espermatozóide, e pela (b) reação acrossômica, durante a qual acrosina e substâncias semelhantes à tripsina são liberadas para a penetração na zona pelúcida. Durante a fertilização o espermatozóide tem de penetrar (a) na coroa radiada, (b) na zona pelúcida e (c) na membrana celular do oócito. Logo que o espermatozóide penetra no oócito, (a) o oócito termina sua segunda divisão meiótica e forma o pró-núcleo feminino; b) a zona pelúcida se torna impenetrável a outros espermatozóides; (c) e a cabeça do espermatozóide se separa da cauda, expande-se e forma o pró-núcleo masculino.

    ResponderExcluir
  32. 1-
    Sobre o anticorpo anti-cardiolipina,existem vários tipos de anticorpos como: antifosfolipídeos e o anticoagulante lúpico. O mais analisado é o anticorpo anticardiolipina. O anticorpo anticardiolipina (ACL) é um auto-anticorpo dirigido contra fosfolipídeos. Está associado ao lúpus (LES) é a Síndrome caracterizada por trombose, trombocitopenia e abortos por repetição. Também ocorre em 22% dos pacientes com hepatite C( HCV). Descobriu-se que a presença de anticorpo anticardiolipina parece aumentada em mulheres lúpicas grávidas que tenham tido aborto.

    Sobre a pesquisa de Chamydia, que e um patógeno muito comumente relacionado às doenças sexualmente transmissíveis, apresentando uma alta incidência em todo o mundo, sua importância esta relacionada ao acometimento do trato genital superior, levando a sérias complicações como a Doença Inflamatória Pélvica e a Infertilidade.
    Por esta razão, é de grande importância a realização de exames diagnósticos de rotina.

    Gostaria apenas de ressaltar que em um dos artigos que eu li falava que a infecção materna por Clamydia pode estar relacionada ao aborto único, mas não ao aborto recorrente.

    Fonte

    http://www.camarpho.hpg.ig.com.br/LOBO/ANTICORPOS.HTM

    http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext &pid=S0100-72032000000400005

    ResponderExcluir
  33. 2-

    No caso relatado, a paciente apresenta abortos recorrentes,sendo assim, apesar dos fatores citados pela colega Ana Claudia serem causas relevantes,estudos relatam que o álccol, tabagismo e uso de cafeína não estão associados ao abortamento recorrente. Complementando o que foi dito pela colega, em fatores genéticos, a alteração mais comum é a translocação balanceada em mulheres.

    Outro fato bastante relevante é que a malformação uterina está associada via-de regra a abortamentos por repetição de segundo semestre. O defeito mais importante é o útero septado, sendo a deficiente vascularização do septo o fator mais recorrente das interrupções gestacionais.

    Estudos também demonstram que 50 % dos casos de abortos recorrentes não se consegue identificar nenhum fator causal.

    Fonte

    Monteiro, C A B et al. Obstetrícia Fundamental.11 Ed. Guanabara Koogan

    ResponderExcluir
  34. 5-
    Assim como Ana Claudia eu não encontrei uma fonte que explicasse claramente a relação do contraceptivo com o aborto, mas em um dos materiais pesquisados relatava que o uso prolongado de anti concepcionais orais está relacionado a hipertrofia uterina, amenorreia e formação de pólipos.
    Também, o uso prolongado pode produz aumento pequeno, porém significativo, nas pressões sistólica e diastólica.

    Fonte

    http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/impressos/folder/04_0318_F.pdf

    https://woc.uc.pt/fmuc/getFile.do?tipo=2&id=2331

    ResponderExcluir
  35. Complementando o que foi dito por Escorel sobre as formas de aborto o aborto retido ocorre quando há morte fetal, mas o feto permanece retido no útero por 4 semanas ou mais. Após 6 semanas dentro do útero, pode desenvolver-se a Sd. do óbito fetal, com CIVD, hipofibrinogenemia progressiva e uma possível hemorragia maciça quando o parto finalmente ocorre. A Sd. do óbito fetal ocorre somente nas perdas do 2º trimestre ou mais tarde.
    O aborto retido deve ser suspeitado quando não ocorre crescimento uterino, quando o BCF não é ouvido na época apropriada, ou quando o BCF estava presentes previamente e agora não o estão mais.

    Outra motivo de aborto é o séptico que ocorre quando o conteúdo uterino torna-se infectado antes, durante ou após um aborto. A paciente apresenta doença aguda, com sintomas de infecção e em ameaça de aborto ou aborto incompleto – calafrios. A paciente em estado crítico pode evidenciar choque bacteriano (choque séptico ou por endotoxinas) com colapso vasomotor, hipotermia, hipotensão, oligúria ou anúria e angústia respiratória. Os microrganismos causais do aborto septico incluem: E. coli, enterobacter, proteus, estreptococos, hemolíticos, estafilococos e alguns anaeróbios, como Clostridium perfringens.


    Fonte

    http://www.tudoresidenciamedica.hpg.ig.com.br/estudar/mmabortamento.htm

    ResponderExcluir
  36. Complementando o que já foi falado sobre as possíveis causas de aborto , durante a fase lútea o estrogênio é necessário para que ocorram as alterações induzidas pela progesterona no endométrio após a ovulação. Uma quantidade inadequada de receptores de progesterona pode levar a uma preparação inadequada do endométrio e, representar, portanto, uma POSSÍVEL CAUSA DE ABORTAMENTO PRECOCE.
    Fonte:
    Freitas F, Menke CH, Rivoire WA, Passos EP. Rotinas em Ginecologia. 5ª ed., artmed, 2006

    ResponderExcluir
  37. Com relação aos exames,a médica solicitou a biópsia do endométrio. Em alguns casos, apesar de ocorrer ovulação, o revestimento uterino não está preparado para receber o embrião. Durante a biopsia endometrial, é extraída uma pequena amostra do revestimento uterino (o endométrio), que é depois examinada ao microscópio. Esta biópsia fornece informações sobre a fase lútea da mulher (a fase do ciclo menstrual entre a ovulação e a menstruação). No entanto, este exame já não é utilizado com muita frequência no diagnóstico de problemas de fertilidade.O médico pode decidir realizar uma biópsia endometrial para verificar se o revestimento uterino reage normalmente à progesterona. A biópsia endometrial pode também ajudar a determinar a natureza de uma hemorragia uterina anômala, que constitui geralmente um indício de desequilíbrios hormonais, em que pode estar produzindo uma menor quantidade de progesterona, e isso interfere o período de implantação, onde tal hormônio tem participação fundamental como já havia falado Ana Cláudia em causas endócrinas. Encontrei também que esse exame, por ser um método invasivo, foi substituído pela dosagem sérica de progesterona e pela ultrassonografia transvaginal seriada. E, por esse motivo, ficou restrito a casos especiais, como , por exemplo, a identificação de processos infecciosos.
    Fontes:
    http://www.fertilidadeumaviagem.com/exames_e_diagnostico/exames_complementares_para_as_mulheres/biopsia_endometrial/index.asp?C=24198404397988773148
    Halbe HW. Tratado de Ginecologia. 3ª ed., Roca, 2000.

    ResponderExcluir
  38. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  39. Complementando o que foi dito por mim e por Anne a respeito da relação entre aborto e contraceptivos, eu encontrei que a gravidez com DIU (dispositivo intr-uterino) pode ser uma causa de abortamentos. O DIU age causando uma reação tipo corpo estranho, na qual o endométrio acaba destruindo espermatozódes. Além disso, alguns tipos de DIU (DIUs medicados) possuem um fio de cobre que também possui uma ação espermicida. No caso de gravidez tópica, o DIU deve ser imediatamente retirado, pois o mesmo aumanta as chances de abortos sépticos.

    Fonte: FREITAS, Priscilla Sodré. Revisão sobre dispositivo intra uterino - DIU. Disponível em

    ResponderExcluir
  40. Complementando sobre a importância da realização de alguns exames, é fundamental em qualquer gestação a ultra-sonografia; antes dos três meses, o bebe já aparece por inteiro na tela. Graças a procedimentos precisos, a ultra-sonografia confirma a data do início da gravidez. Além disso, verifica se o embrião está bem implantado no útero e se existem eventuais anomalias.

    Fonte

    http://www.folhainterior.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=222&catid=1:politica&Itemid=2

    ResponderExcluir
  41. Complementatando o que Anne expôs sobre ultrassonografia, dados atuais indicam que não há efeitos biológicos confirmados
    em grávidas e seus fetos.
    O ideal seria realização de três exames ultra-sonográficos, um em
    cada trimestre gestacional (11 a 14 semanas, 20 a 23 semanas e 31 a 36
    semanas). Se for disponibilizado apenas um exame, este deve ser realizado entre
    20 e 23 semanas, permitindo adequada avaliação da morfologia fetal, com boa
    precisão para determinação da idade gestacional.

    Francisco Pimentel Cavalcante
    Carlos Augusto Alencar Júnior. ULTRA-SONOGRAFIA OBSTÉTRICA
    disponível em: http://www.meac.ufc.br/obstetricia/manual_meac/ULTRA-SONOGRAFIA_EM_OBSTETRICIA.pdf

    ResponderExcluir
  42. Sobre o DIU, eu encontrei também que ele modifica o revestimento interno do útero para que a criança em desenvolvimento, que vêm da Trompa de Falópio, não possa estabelecer-se. A mulher em uso de DIU tem risco de esterilidade aumentado em 10%. Quando não há aborto, há grandes risco de nascimento prematuro, que é uma grande causa do atraso mental.

    FEBRASGO(Federação Brasileira das Sociedades de Genicologia e Obstericia).
    http://www.anael.org/portugues/aborto/index.htm

    ResponderExcluir
  43. Pessoal, li um artigo de revisão que comenta que não há evidências significativas para determinar o tempo de espera para tentar uma nova gravidez após um aborto espontâneo. Ele ainda acrescenta que são precários os estudos em relação a esse tema do tempo. Além disso, um fator que precisa ser ressaltado é a importância de analisar também o sêmen do genitor, uma vez que este também pode induzir alterações cromossômicas no feto que resultam em abortos.

    Caetano MR, Couto E, Junior RJ, Simoni RZ, Barini R. Gestational prognostic factors in women with recurrent spontaneous abortion. DISPONÍVEL EM: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-31802006000400002&lang=pt

    ResponderExcluir
  44. Pessoal não encontrei nenhuma relação entre o uso prolongado de anticoncepcionais e abortamento. A informação que encontrei sobre o uso prolongado é que dificulta a fertilização, mas não causa esterilidade, pois é natural que ao longo de anos de interrupção da ovulação, o organismo diminua a produção dos óvulos, problema resolvido com medicamentos que estimulam o processo de ovulação no corpo feminino.
    Fonte:http://www.correiodatarde.com.br/editorias/correio_natal-57104
    Halbe HW. Tratado de Ginecologia. 3ª ed., Roca, 2000.

    ResponderExcluir
  45. 3)

    2ªSemana

    Ao início da segunda semana o blastocisto está parcialmente incrustado no estroma endometrial. O trofoblasto diferencia-se em (a) uma camada mais interna, proliferativa, o citotrofoblasto, e (b) uma camada externa, o sinciciotrofoblasto, que acarreta a erosão dos tecidos maternos. Por volta do 9º dia formam-se lacunas no sinciciotrofoblasto. Subsequentemente, os sinusóides maternos sofrem erosão por parte do sinciciotrofoblasto, o sangue materno passa à rede lacunar e, ao final da segunda semana, tem início uma circulação uteroplacentária primitiva. Nesse ínterim, o citotrofoblasto forma colunas celulares que penetram no sinciciotrofoblasto e são por ele circundadas. Estas colunas são verdadeiras vilosidades primárias. Ao final da segunda semana o blastocisto encontra-se inteiramente incrustado e o "defeito" (resultante da nidação), na superfície da mucosa, já se consolidou.

    ResponderExcluir
  46. 3)

    2ªSemana

    A massa celular interna, depois embrioblasto, enquanto isso, diferencia-se em (a) epiblasto e em (b) hipoblasto, que formam juntos um disco bilaminar. As células epiblásticas dão origem a amnioblastos que revestem a cavidade amniótica superiormente à camada epiblástica. As células do hipoblasto são contínuas com a membrana exocelômica e juntas circundam o saco vitelino primitivo. Ao final da segunda semana o mesoderma extra-embrionário primitivo enche o espaço entre o trofoblasto e âmnio e a membrana exocelômica internamente Quando ocorrem vacúolos nesse mesoderma, forma-se o celoma extra-embrionário primitivo ou cavidade coriônica. O mesoderma extra-embrionário primitivo que reveste o epiblasto e o âmnio é o mesoderma somatopleural extra-embrionário primitivo; o revestimento que circunda o saco vitelino é o mesoderma esplancnopleural extra-embrionário primitivo.

    ResponderExcluir
  47. 3)

    2ªSemana

    A segunda semana do desenvolvimento é denominada a semana dos dois: o trofoblasto diferencia em duas camadas, o citotrofoblasto e o sinciciotrofoblasto. O embrioblasto forma os dois folhetos embrionários iniciais, o epiblasto e o hipoblasto. O mesoderma entra-embrionário primitivo se organiza permitindo o surgimento de dois folhetos, a somatopleura e a esplancnopleura, e formam-se duas cavidades, a cavidade amniótica e a do saco vitelino. A implantação (nidação) ocorre ao final da primeira semana. As células trofoblásticas invadem o epitélio e o estroma endometrial subjacente com a ajuda de enzimas proteolíticas. A implantação também pode ocorrer fora do útero, como na bolsa retouterina (Fundo de Saco de Douglas), no mesentério, na tuba uterina ou no ovário (gravidez ectópica).

    FONTE: Langman Embriologia Médica - 9ªedição, T.W. Sadler, Guanabara Koogan editora, pág-42.

    ResponderExcluir
  48. 3)

    3ªSemana

    O evento mais característico que ocorre durante a terceira semana é a gastrulação, que começa pelo aparecimento da linha primitiva, que tem em sua extremidade cefálica o nó primitivo. Na região do nó e da linha, as células epiblásticas movem-se internamente (invaginam-se) para que se formem novos folhetos, o endoderma e o mesoderma. O epiblasto, portanto, responde pela formação dos três folhetos germinativos do embrião. As células do folheto germinativo mesodérmico intra-embrionário migram entre os dois outros folhetos germinativos, até estabelecerem contato com o mesoderma extra-embrionário primitivo que reveste o saco vitelino e o âmnio.

    ResponderExcluir
  49. 3)

    3ªSemana


    As células pré-notocordais invaginando-se na fosseta primitiva movem-se para diante até chegarem à placa pré-cordal. Elas se intercalam no endoderma como placa notocordal. Com o desenvolvimento adicional a placa se desprende do endoderma e forma-se um cordão sólido, o notocórdio. Ele forma um eixo na linha média, que servirá de base para o esqueleto axial. As extremidades cefálica e caudal do embrião são formadas antes que surja a linha primitiva. Assim, células do hipoblasto (endoderma), na margem cefálica do embrião em formação, criam o endoderma visceral anterior, que expressa genes que formam a cabeça, incluindo o OTX2, o LIM1 e o HESX1 e o fator segregado Cerberus. O gene Nodal, um membro da família de genes do TGF-BETA, é então ativado e desencadeia e mantém a integridade do nó e da linha.

    ResponderExcluir
  50. 3)

    3ªSemana


    A BMP-4, na presença de FGF, ventraliza o mesoderma durante a gastrulação, de modo que ele forma o mesoderma intermediário e o lateral. A cordina, a noguina e a folistatina antagonizam a atividade da BMP-4 e dorsalizam o mesoderma, formando o notocórdio e os somitômeros na região da cabeça. A formação destas estruturas em regiões mais caudais é regulada pelo gene Brachyury (T). A assimetria esquerdo-direita é regulada por uma cascata de genes; primeiro o FGF-8, secretado por células do nó e da linha, induz a expressão Nodal e Lefty-2 do lado esquerdo.Estes genes supra-regulam o PITX2, um fator de transcrição responsável pela lateralidade esquerda.

    ResponderExcluir
  51. 3)

    3ªSemana


    As células epiblásticas que passam pelo nó e pela linha são predeterminadas por sua posição, para se tornar tipos específicos de mesoderma e endoderma. Portanto, é possível elaborar-se um mapa do destino final do epiblasto mostrando este padrão.
    Ao final da terceira semana estão estabelecidos na região cefálica três folhetos germinativos básicos, consistindo em ectoderma, mesoderma e endoderma, enquanto o processo continua de modo a produzir estes folhetos germinativos em áreas mais caudais do embrião até o final da 4ª semana. Tem início a diferenciação de tecidos e órgãos, que ocorre numa direção cefalocaudal enquanto continua a gastrulação.
    Enquanto isso, o trofoblasto progride rapidamente. As vilosidades primárias adquirem um cerne mesenquimal de que se originam pequenos capilares. Quando estes capilares vilosos fazem contato com capilares na coriônica e no pedículo de ligação, o sistema viloso está pronto para suprir o embrição de nutrientes e oxigênio.

    FONTE: Langman Embriologia Médica - 9ªedição, T.W. Sadler, Guanabara Koogan editora, pág-56

    ResponderExcluir
  52. Primeira Semana :
    • Acontece a clivagem do zigoto , que resulta em várias células denominadas blastômeros. Depois da clivagem em 9 células os blastômeros mudam de forma e aderem firmemente uns aos outros , processo conhecido como compactação.
    • Quando se tem de 12 a 15 blastômeros , o embrião é chamado de mórula.
    • Pouco depois de entrar no útero (cerca de 4 dias após a fertilização) , a mórula forma em seu interior um espaço fluido (derivado da cavidade uterina) , denominado cavidade blastocística. Esse acúmulo de fluido separa os blastômeros em trofoblasto e massa celular interna. Nesse estágio o concepto é chamado de blastocisto.
    • Cerca de 6 dias após a fertilização o embrião se adere ao epitélio endometrial, pelo pólo embrionário (lado adjacente a massa celular interna.)
    • Logo após implantação trofoblasto se divide em citotrofoblasto (camada celular interna) e sinciciotrofoblasto (camada celular externa , que consiste em uma massa protoplasmática, multinucleada, sem limite entre as células).
    • Por volta do sétimo dia , aparece o hipoblasto , derivado da massa celular interna.
    Embriologia Clínica- Moore e Persaud- cap. 02

    ResponderExcluir
  53. Segunda Semana:
    • A implantação do blastocisto começa no fim da primeira semana e termina no fim da segunda (por volta do 10° dia o embrião já está completamente implantado). As células do estroma do endométrio situadas em torno do local da implantação tornam-se carregadas de glicogênio e lipídios (células deciduais), a função primária da reação da decídua é criar um ambiente imunologicamente privilegiado para o concepto, tais células também vão servir de nutrição para o embrião.
    • O sinciciotrofoblasto começa a produzir o hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana), ao fim da segunda semana já há quantidade suficiente para um teste de gravidez dar positivo, mas como a falha da menstruação ainda não veio a mulher ainda não sabe que está grávida.
    • Ocorrem mudanças na massa celular interna que irá produzir o epiblasto (+hipoblasto = disco embrionário) ,simultaneamente a esse processo surge a cavidade amniótica (derivada da massa celular interna) e o epiblasto dará origem ao âmnio, que envolve a cavidade amniótica.
    • O hipoblasto forma o teto da cavidade exocelômica que é contínuo com a membrana exocelômica, os dois formaram o saco vitelíno primitivo.
    • Células endodérmicas do saco vitelíno dão origem ao mesoderma extra-embrionário, que envolve o âmnio e saco vitelino.
    • Simultaneamente a formação do âmnio , saco vitelíno e do disco embrionário, aparecem cavidades isoladas , lacunas, no sinciciotrofoblasto. Logo estas lacunas se enchem com um mistura de sangue materno , proveniente dos capilares endometriais, e de secreções de glândulas uterinas . O fluído dos espaços (embriotrofo) chega ao disco embrionário por difusão.
    • Com 12 dias as lacunas se fundem formando redes de lacunas.
    • O mesoderma extra-embrionário cresce e formando espaços isolados dentre dele que rapidamente se fundem formando o celoma extra-embrionário. Com a formação do celoma extra-embrionário o saco vitelino diminui de tamanho formando o saco vitelino definitivo. Uma grande parte do saco vitelino primitivo se destaca (resquício do saco vitelino primário).
    • O celoma extra-embrionário divide o mesoderma extra-embrionário em duas camadas. O mesoderma somático extra-embrionário, que reveste o trofoblasto e recobre o âmnio e o mesoderma esplâncnico extra-embrionário, que envolve o saco vitelínico.
    • O mesoderma somático + as duas camadas de trofoblasto = córion.
    • Placa pré-cordal , que é o futuro local da boca e organizador da região da cabeça.
    • O fim da segunda semana caracteriza-se pelo aparecimento das vilosidades coriônicas primárias, que são extensões celulares do citotrofoblasto.
    Embriologia Clínica- Moore e Persaud- cap. 03

    ResponderExcluir
  54. Segunda Semana:
    • A implantação do blastocisto começa no fim da primeira semana e termina no fim da segunda (por volta do 10° dia o embrião já está completamente implantado). As células do estroma do endométrio situadas em torno do local da implantação tornam-se carregadas de glicogênio e lipídios (células deciduais), a função primária da reação da decídua é criar um ambiente imunologicamente privilegiado para o concepto, tais células também vão servir de nutrição para o embrião.
    • O sinciciotrofoblasto começa a produzir o hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana), ao fim da segunda semana já há quantidade suficiente para um teste de gravidez dar positivo, mas como a falha da menstruação ainda não veio a mulher ainda não sabe que está grávida.
    • Ocorrem mudanças na massa celular interna que irá produzir o epiblasto (+hipoblasto = disco embrionário) ,simultaneamente a esse processo surge a cavidade amniótica (derivada da massa celular interna) e o epiblasto dará origem ao âmnio, que envolve a cavidade amniótica.
    • O hipoblasto forma o teto da cavidade exocelômica que é contínuo com a membrana exocelômica, os dois formaram o saco vitelíno primitivo.
    • Células endodérmicas do saco vitelíno dão origem ao mesoderma extra-embrionário, que envolve o âmnio e saco vitelino.
    • Simultaneamente a formação do âmnio , saco vitelíno e do disco embrionário, aparecem cavidades isoladas , lacunas, no sinciciotrofoblasto. Logo estas lacunas se enchem com um mistura de sangue materno , proveniente dos capilares endometriais, e de secreções de glândulas uterinas . O fluído dos espaços (embriotrofo) chega ao disco embrionário por difusão.
    • Com 12 dias as lacunas se fundem formando redes de lacunas.
    • O mesoderma extra-embrionário cresce e formando espaços isolados dentre dele que rapidamente se fundem formando o celoma extra-embrionário. Com a formação do celoma extra-embrionário o saco vitelino diminui de tamanho formando o saco vitelino definitivo. Uma grande parte do saco vitelino primitivo se destaca (resquício do saco vitelino primário).
    • O celoma extra-embrionário divide o mesoderma extra-embrionário em duas camadas. O mesoderma somático extra-embrionário, que reveste o trofoblasto e recobre o âmnio e o mesoderma esplâncnico extra-embrionário, que envolve o saco vitelínico.
    • O mesoderma somático + as duas camadas de trofoblasto = córion.
    • Placa pré-cordal , que é o futuro local da boca e organizador da região da cabeça.
    • O fim da segunda semana caracteriza-se pelo aparecimento das vilosidades coriônicas primárias, que são extensões celulares do citotrofoblasto.
    Embriologia Clínica- Moore e Persaud- cap. 03

    ResponderExcluir
  55. Segunda Semana:
    • A implantação do blastocisto começa no fim da primeira semana e termina no fim da segunda (por volta do 10° dia o embrião já está completamente implantado). As células do estroma do endométrio situadas em torno do local da implantação tornam-se carregadas de glicogênio e lipídios (células deciduais), a função primária da reação da decídua é criar um ambiente imunologicamente privilegiado para o concepto, tais células também vão servir de nutrição para o embrião.
    • O sinciciotrofoblasto começa a produzir o hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana), ao fim da segunda semana já há quantidade suficiente para um teste de gravidez dar positivo, mas como a falha da menstruação ainda não veio a mulher ainda não sabe que está grávida.
    • Ocorrem mudanças na massa celular interna que irá produzir o epiblasto (+hipoblasto = disco embrionário) ,simultaneamente a esse processo surge a cavidade amniótica (derivada da massa celular interna) e o epiblasto dará origem ao âmnio, que envolve a cavidade amniótica.
    • O hipoblasto forma o teto da cavidade exocelômica que é contínuo com a membrana exocelômica, os dois formaram o saco vitelíno primitivo.
    • Células endodérmicas do saco vitelíno dão origem ao mesoderma extra-embrionário, que envolve o âmnio e saco vitelino.
    • Simultaneamente a formação do âmnio , saco vitelíno e do disco embrionário, aparecem cavidades isoladas , lacunas, no sinciciotrofoblasto. Logo estas lacunas se enchem com um mistura de sangue materno , proveniente dos capilares endometriais, e de secreções de glândulas uterinas . O fluído dos espaços (embriotrofo) chega ao disco embrionário por difusão.
    • Com 12 dias as lacunas se fundem formando redes de lacunas.
    • O mesoderma extra-embrionário cresce e formando espaços isolados dentre dele que rapidamente se fundem formando o celoma extra-embrionário. Com a formação do celoma extra-embrionário o saco vitelino diminui de tamanho formando o saco vitelino definitivo. Uma grande parte do saco vitelino primitivo se destaca (resquício do saco vitelino primário).
    • O celoma extra-embrionário divide o mesoderma extra-embrionário em duas camadas. O mesoderma somático extra-embrionário, que reveste o trofoblasto e recobre o âmnio e o mesoderma esplâncnico extra-embrionário, que envolve o saco vitelínico.
    • O mesoderma somático + as duas camadas de trofoblasto = córion.
    • Placa pré-cordal , que é o futuro local da boca e organizador da região da cabeça.
    • O fim da segunda semana caracteriza-se pelo aparecimento das vilosidades coriônicas primárias, que são extensões celulares do citotrofoblasto.
    Embriologia Clínica- Moore e Persaud- cap. 03

    ResponderExcluir
  56. Complementando sobre o ciclo menstrual, ele começa no primeiro dia de sangramento genital e termina um pouco antes do próximo período menstrual. O ciclo médio tem 28 dias, mas ciclos ovulatórios normais podem variar de cerca de 21 a 40 dias, sendo mais freqüentes nos anos imediatamente posteriores à menarca e naqueles que antecedem a menopausa, principalmente por causa da maior incidência de ciclos anovulatórios. Essas irregularidades também podem ser provocadas por alterações abruptas na dieta, exercícios ou meio ambiente, por distúrbios emocionais graves e após o parto ou um aborto.

    FONTE: GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis : CECIL TRATADO DE MEDICINA INTERNA. Editora: Elservier. 22ª Ed.

    ResponderExcluir
  57. Em relação ao Mycoplasma e Clamydia, é importante porque doenças sexualmente transmissiveis podem causar alteração no aparelho reprodutor, tanto feminino quanto masculino e, consequentemente, sequelas. Atualmente o microorganismo mais associado à infertilidade é a Chlamydia tracomatis, e o Mycoplasma em sua infecção também provoca sequelas, principalmente na tuba uterina e na capacidade de migração do espermatozoides.

    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-72032005000200004&script=sci_arttext

    ResponderExcluir
  58. Complementando o que foi dito por Ana Paula quanto maior o número de parceiros sexuais, maior a chance de apresentar sintomas de DST.As doenças sexualmente transmissíveis (DST) estão entre as cinco principais causas de procura por serviço de saúde e podem provocar sérias complicações, tais como infertilidade, ABORTMENTO ESPONTÂNEO, malformações congênitas e até a morte, se não tratadas.
    Álém disso em alguns artigos que li encontrei que os fatores mais frequentemente associados ao aborto recorrente são fatores aloimunes, 86,3% dos casos, incompetência istmocervical, 22,8%, e fator hormonal, 21,2%.
    Fontes:
    http://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0034-89102004000100011&script=sci_arttext&tlng=pt
    http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=4272

    ResponderExcluir
  59. Complementando Aline, no final da fase lútea, à medida que ambos os níveis de estradiol e de progesterona diminuem, o estroma se torna cada vez mais edematoso, ocorre a necrose dos vasos sanguíneos e do endométrio e tem início o sangramento endometrial. A liberação local de prostaglandinas pode dar início a um processo de vasoespasmo e de necrose isquêmica no endométrio, assim como de contrações uterinas que acompanham o fluxo menstrual. Por isso, inibidores da sintetase de prostaglandinas podem aliviar a dismenorréia (ou cólicas menstruais). A atividade fibrinolítica no endométrio também atinge o pico à época da menstruação, sendo responsável pela não coagulação do sangue menstrual. As alterações histológicas durante o ciclo menstrual são tão características que biópsias do endométrio são usadas para datar o estágio do ciclo e avaliar a resposta dos tecidos aos esteróides gonádicos.

    FONTE: GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis : CECIL TRATADO DE MEDICINA INTERNA. Editora: Elservier. 22ª Ed.

    ResponderExcluir
  60. Sobre o uso prolongado de contraceptivos e sua relação com os abortos habituais da paciente não achei nada que confirme essa suspeita. Mas achei que, por cerca de dois anos após a suspensão do uso de contraceptivos, a taxa de retomada da fertilidade é ligeiramente mais baixa para usuárias de contraceptivos orais que para aquelas que usam métodos de barreira. Os contraceptivos orais não causam infertilidade permanente, nem afetam de modo adverso a gestações futuras. Esses contraceptivos não são teratogênicos, caso sejam ingeridos acidentalmente durante a gravidez.

    FONTE: GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis : CECIL TRATADO DE MEDICINA INTERNA. Editora: Elservier. 22ª Ed.

    ResponderExcluir
  61. abortamento é a interrupção da gravidez antes que o feto alcance a fase de viabilidade( condições de sobrevivencia extra-uterina), essa condição de vida geralmente é dada pelo tempo de gestação ou pelo peso. São numerosas as causas de aborto natural, como:
    implantação do ovulo em pontos anormais do corpo(gravidez ectópica). Genetica: por exemplo erro cromossomico, tal fator pode explicar casos do chamado aborto habitual, caracterizado pela ocorrencia de 3 ou mais abortamentos espontaneos consecutivos. Doenças infecciosas contraidas pela mãe: o mais tipico exemplo é o da rubeola, que pode causar malformação congênitas. Fatores quimicos: substancias ingreidas pela mãe, um exemplo foi a talidomida. Radiação: por raios X


    http://www.scribd.com/doc/3965951/BIOLOGIA-Aborto

    ResponderExcluir
  62. Questão 2

    Etiologia:em sua maioria é determinada por cromossomopatias (50-60% das interrupções ocorridas até a 15ª de gestação), as trissomias são as mais comuns das anomalias cromossomiais em material de abortamento espontâneo. A trissomia do cromossomo 16 é a mais comum (30% das cariopatias).
    Qualquer doença materna grave, ou traumatismo, pode levar ao abortamento. As intoxicações somente o provocam depois de lesar inteiramente o organismo materno.
    Quanto às mal formações uterinas estas estão associadas a abortamentos de repetição de 2º trimestre e acomete 10-15% dos casos de abortamento. O defeito importante é útero septado, sendo a deficiente vascularização do septo o fator aventado pelas interrupções sucessivas da gestação.Portanto é impressindível a histerossalpingografia e o ultra-som tridimenssional para estabelecer o diagnóstico

    Fonte:

    11.ed.
    Montenegro, Carlos Antônio Barbosa
    Rezende, obstetrícia fundamental/Carlos Antônio Barbosa Montenegro, Jorge de Rezende Filho.Rio de janeiro; Guanabara Koogan, 2008.

    ResponderExcluir
  63. Complementando o que foi exposto pelos colegas quanto aos hormônios tireoideanos...

    A disfunção tiroideana é tradicionalmente apontada como uma causa infreqüente de aborto recorrente, exceto quando há descompensação clínica. A presença de alterações auto-imunes dirigidas contra a tiróide ou aos hormônios tiroideanos apresenta melhor correlação como marcador de mau prognóstico para a interrupção recorrente de gravidez.

    Fonte:

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032000000400005

    ResponderExcluir
  64. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  65. Só para esclarecer Incompetência istmo-cervical é a incapacidade do colo uterino de manter uma gravidez. Isto decorrente por defeitos anatômicos ou funcionais, o orifício interno apresenta-se incompetente para reter o concepto
    A incidência da incompetência istmo-cervical segundo a literatura é de 1.1000 e ocorre no 2º trimestre, aproximadamente na 18ª semana,sendo apontada como uma das causas de abortamento tardio. Logo, acredito não ser a causa pois os abortamentos da paciente ocorre entre a 2ª e 4ª semanas.
    Fonte:http://www.portaldeginecologia.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=38
    http://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/viewFile/132/97

    ResponderExcluir
  66. 4)

    Durante esse ciclo menstrual o endométrio uterino passa por três estágios, a fase menstrual, a fase folicular (proliferativa) e a secretora (progestacional).

    *Atualmente consideram-se cinco fases: menstrual, proliferativa, de oocitação, secretora e isquêmica.

    A fase proliferativa se inicia ao final da fase menstrual, está sob a influência do estrogênio e acompanha paralelamente o crescimento dos folículos ovarianos. A fase secretora começa aproximadamente 2 a 3 dias após a oocitação, em resposta à progesterona produzida pelo corpo lúteo. Se não houver fertilização, o desprendimento de parte do endométrio (camadas compacta e esponjosa) marca o início da fase menstrual. Se houver de fato a fertilização, o endométrio ajuda na implantação e contribui para a formação da placenta.

    ResponderExcluir
  67. 4)

    Por ocasião da implantação a mucosa do útero se encontra na fase secretora, período durante o qual glândulas e artérias uterinas tornam-se espiraladas e os tecidos suculentos. Em consequência disso, podem-se reconhecer no endométrio três camadas distintas: uma camada compacta superficial, uma camada esponjosa intermediária e uma delgada camada basal. Normalmente o blastocisto humano se implanta no endométrio ao longo da parede anterior ou posterior do corpo do útero, onde fica incrustado entre as aberturas das glândulas.
    Se o oócito não for fertilizado, vênulas e espaços sinusoidais se tornam gradualmente cheios de células sanguíneas e pode-se ver uma extensa diapedese do sangue para o tecido. Ao iniciar-se a fase mentrual, o sangue escapa das artérias superficial e pequenos pedaços de estroma e glândulas se desprendem. Durante os 3 ou 4 dias subsequentes as camadas compacta e esponjosa são expelidas do útero e a camada basal é a única parte do endométrio que é retida. Suprida por suas próprias artérias, as artérias basais, essa camada funciona como camada regeneradora na reconstrução de glândulas e artérias na fase proliferativa.

    FONTE: Langman Embriologia Médica - 9ªedição, T.W. Sadler, Guanabara Koogan editora, págs-30 e 32.

    ResponderExcluir
  68. 2)

    O sinciciotrofoblasto é responsável pela produção de hormônios, incluindo a Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG). Ao final da segunda semana a quantidade desse hormônio é suficiente para ser detectada por radioimunoensaio, que serve de base para os testes de gravidez.
    Como 50% do genoma do embrião em implantação deriva-se do pai, este é um corpo estranho, que deve ser potencialmente rejeitado pelo sistema materno. Evidências recentes sugerem que uma combinação de fatores protege o concepto, incluindo a produção de citocinas e proteínas imunossupressoras e a expressão de uma molécula incomum da classe de histocompatibilidade maior IB (HLA-G), que bloqueia o reconhecimento do concepto como um tecido estranho. Se a mãe tiver uma doença auto-imune (como o lúpus eritematoso sistêmico), anticorpos gerados pela doença podem atacar o concepto e rejeitá-lo.

    ResponderExcluir
  69. 2)

    Locais anormais de implantação ocorrem por vezes até mesmo no útero. Normalmente o blastocisto humano se implanta ao longo da parede anterior ou posterior do corpo do útero. Ocasionalmente o concepto se implanta próximo do óstio (abertura)interno do colo uterino, de modo que mais adiante no desenvolvimento a placenta fecha a abertura (palcenta prévia) e causa sangramentos graves, até mesmo com risco de vida, na segunda parte da gravidez e durante o parto.
    Ocasionalmente a implantação se dá fora do útero, acarretando uma gravidez extra-uterina (ectópica). Essas gestações podem ocorrer em qualquer lugar da cavidade abdominal, ovário ou tuba uterina. No entanto, 95% das gestações ectópicas ocorrem na tuba uterina e muitas delas são na ampola. Na cavidade abdominal o blastocisto se fixa mais frequentemente no revestimento peritoneal da cavidade retouterina ou bolsa ou saco de Douglas. O blastocisto pode se fixar no revestimento peritoneal do trato intestinal ou no omento.

    ResponderExcluir
  70. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  71. 2)

    Por vezes o blastocisto se desenvolve no ovário propriamente dito, causando uma gravidez ovariana primária. Em muitas gestações ectópicas o embrião morre por volta do segundo mês de gestação, causando hemorragias graves e dor abdominal na mãe. São comuns os blastocistos anormais. Por exemplo, numa série de 26 blastocistos implantados, idade variando de sete e meio a 17 dias, recuperados de pacientes com fertilidade normal, nove (34,6%) eram anormais. Alguns consistiam unicamente em sinciciotrofoblasto; outros apresentavam graus variáveis de hipoplasia trofoblástica. Em dois deles o embrioblasto estava ausente e em alguns o disco germinativo apresentava orientação anormal.

    FONTE: Langman Embriologia Médica - 9ªedição, T.W. Sadler, Guanabara Koogan editora, págs - 39 e 40.

    ResponderExcluir